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Publicado em 09/09/2011 às 14:35

A História de São José dos Campos – Capítulo IV

Os 3 marcos

Três eventos marcaram o início do processo de industrialização de São José:

  • Instalação do ITA – Instituto Tecnológico da Aeronáutica e do CTA – Centro Técnico Aeroespacial (1950).


Instalações administrativas do ITA

  • Inauguração da Rodovia Presidente Dutra (1951).

Trecho da Rodovia Presidente Dutra

  • Instalação do INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (1971).


Entrada principal do INPE

Foi na mesma época que aconteceram várias doações de terrenos às margens da Rodovia Presidente Dutra, nos quais foram construídas diversas fábricas, dando início o processo de industrialização do município. A duplicação da Dutra deu novo impulso ao processo.

 

A EMBRAER

Vista geral das instalações da EMBRAER

A EMBRAER – Empresa Brasileira de Aeronáutica – é um conglomerado brasileiro, fabricante de aviões comerciais, executivos, agrícolas e militares. É a terceira maior produtora mundial de jatos civis  e uma das maiores companhias exportadoras nacionais. A empresa possui diversas unidades no Brasil e no exterior, inclusive duas joint-ventures (1), uma na China, a Harbin Embraer, e outra em Portugal, a OGMA. Para teste de aviões, a EMBRAER possui uma pista de pouso e decolagem na cidade de Gavião Peixoto, cuja extensão de 4.967 metros é considerada a quarta pista asfaltada mais longa do mundo. A criação da EMBRAER, originada em um setor de desenvolvimento de aeronaves do CTA, posicionou São José dos Campos numa nova era de desenvolvimento tecnológico, gerando muitos empregos e mão-de-obra especializada. É atualmente a maior empregadora da cidade. Fundamental para o desenvolvimento da empresa foi a mão-de-obra  especializada formada pelo ITA.

(1) Joint venture ou empreendimento conjunto é uma associação de empresas, que pode ser definitiva ou não, com fins lucrativos, para explorar determinado(s) negócio(s), sem que nenhuma delas perca sua personalidade jurídica. Difere da sociedade comercial (partnership) porque se relaciona a um único projeto cuja associação é dissolvida automaticamente após o seu término. Um modelo típico de joint venture seria a transação entre o proprietário de um terreno de excelente localização e uma empresa de construção civil, interessada em levantar um prédio sobre o local. (Wikipédia)

Refinaria

Em 1980, a inauguração da Refinaria Henrique Lage (REVAP) trouxe mais empregos e tecnologia à cidade. Sua construção foi iniciada em 19 de fevereiro de 1974 e foi planejada para viabilizar as metas do II Plano Nacional de Desenvolvimento. Foi a quarta e última refinaria a entrar em funcionamento no Estado de São Paulo e a última a ser construída no País. A unidade homenageia o engenheiro naval Henrique Lage.

Vista geral da Refinaria Henrique Lage

Também em 1980, a cidade recuperou sua autonomia administrativa, voltando a eleger seus prefeitos. Em 1994 foi inaugurado um novo acesso da cidade de São Paulo à região de São José, a Rodovia Carvalho Pinto. A conjunção desses fatores permitiu que o município se elevasse ao patamar científico-tecnológico em que se encontra atualmente.

 

Hino do Bicentenário de São José

Estribilho (1)

Lá lá lá lá lá lá…
Ei-la envolta na neblina
Debruçada na colina,
Sob o olhar da Mantiqueira
São José, a Hospitaleira
São José, a Bicentenária
Das mãos de Anchieta nascida,
Desta terra legendária
Que alegre vivas unida
No teu trabalho febril
Que o orgulho sejas do Vale
A cidade que mais cresce
Pois o título desvanece (2)
Todo São Paulo e o Brasil.
Estribilho
De operário a estudante,
Teu sangue novo estuante (3)
Flui da escola à oficina
E da tua fé ilumina,
Unes o livro ao esmeril, (4)
Terra do obreiro e do bardo (5)
Que tens Cassiano Ricardo
O Poeta do Brasil!

(1) Estribilho: verso(s) que se repete(m) ao final de cada estrofe ou em intervalos regulares de uma composição (de música ou poesia); O mesmo que “refrão” ou “bordão”.
(2) Desvanece: enche-se de orgulho
(3) Estuante: ardente, fervente.
(4) Esmeril: instrumento de trabalho, feito com uma pedra ferruginosa e dura, coberta com mistura abrasiva, que serve para amolar lâminas, facas, ferramentas e utensílios, movida à manivela ou a motor.
(5) Bardo: poeta heróico e lírico.

 

Os símbolos da cidade

Bandeira

 

A Bandeira de São José dos Campos foi instituída pela Lei 655 de 02 de fevereiro de 1960. Desenho do estudante da Escola João Cursino, João Vitor Guzzo Strauss, vencedor do concurso promovido pela municipalidade.

Cores

Blau de prata; treze listras; figura de uma roda dentada em ouro simbolizando a riqueza sempre ascendente do Município; faixa em prata; sinuosa; representando o Rio Paraíba do Sul; três estrêlas simbolizando os três distritos: São José dos Campos, Eugênio de Melo e São Francisco Xavier; os treze dentes da engrenagem falam do entrosamento entre o Estado e o Município.

Brasão

O Brasão de Armas de São José dos Campos, de autoria de Afonso de Taunay e José Wasth Rodrigues, foi adotado pela lei municipal nº 180, de setembro de 1926. Seu desenho foi restaurado pela lei nº 19, de 26 de agosto de 1948, ratificado pela lei nº 2178/79 e alterado pela lei nº 5.248/98.

Descrição

A) Escudo português, cortado e partido o campo do chefe em dois quartéis e encimado pela coroa mural;

B) Primeiro quartel: em campo de ouro, quatro cabeças de sua cor, de índios guaianases, afrontados e acantonados ladeando o brasão do venerável José de Anchieta, como símbolos da fundação do povoado de São José no século XVI;

C) Segundo quartel: em campo de sinople (verde) um lírio e uma haste cruzados de prata, e uma faixa ondeante, também de prata, simbolizando o Rio Paraíba do Sul, constituindo as “armas do município”;

D) No campo inferior, metade do escudo, de goles (vermelho), uma panóplia bandeirante, arcabuz, espada, machado e bandeira, tudo de sua cor, recordando a entrada dos desbravadores em terras de São José no século XVI;

E) Suportes: dois tenentes do terço miliciano criado para o norte de São Paulo, pelo Morgado de Mateus, então governador da província, e dois ramos de café frutificados, tudo ao natural, como ornamento exterior, sobre os quais se assenta o escudo;

F) Coroa mural: em couro, com cinco torreões, visíveis, tendo a porta principal, aclarada, o brasão do Morgado de Mateus;

G) Listão: em prata, e letras de goles (vermelho) a divisa em Latim “Aura Terraque Generosa” (Generosos São Meus Ares E Minha Terra).

Edições anteriores

A História de São José dos Campos – Capítulo I

A História de São José dos Campos – Capítulo II

A História de São José dos Campos – Capítulo III

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