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Publicado em 08/09/2011 às 12:00

A História de São José dos Campos – Capítulo III

Começa a modernidade

Em 1922, na mensagem que enviou ao Congresso do Estado de São Paulo, o presidente Washington Luís destacou como melhorou os transportes no Vale do Paraíba obedecendo à sua célebre prioridade “Governar é Construir Estradas”. Aliás, as primeiras obras rodoviárias do seu governo foram realizadas precisamente no Vale do Paraíba. Dizia a mensagem:

“Já começou também a estabelecer ligações terrestres do litoral norte com o Vale do Paraíba. Já fez o caminho, por cavaleiros, tropas e pedestres entre Ubatuba e São Luís do Paraitinga, de onde se vai a Taubaté, por automóveis em duas horas, sendo que na subida da serra, em 9 quilômetros, encontrou-o todo revestido de lageões, serviço de há mais de 50 anos cuja restauração foi fácil. Fez também a ligação de caminho idêntico entre São Sebastião e Caraguatatuba e vai atacar, nas mesmas condições, o que desta cidade vai a Paraibuna, cidade que já se comunica por automóveis em duas horas com São José dos Campos e Jacareí.”

Nos anos 20 são inauguradas as primeiras indústrias: Laticínios Vigor, a Fábrica de Louças Santo Eugênio, a Cerâmica Paulo Becker, a Tecelagem Parahyba e a Cerâmica Weiss.

Washington Luís Pereira de Sousa, décimo primeiro presidente do Estado de São Paulo (1920 a 1924), décimo terceiro presidente do Brasil (1926 a 1930) e último presidente da República Velha.

Primeiras instalações da Laticínios Vigor

A fábrica de louças Santo Eugênio, após a inauguração

Primeiras instalações da Cerâmica Paulo Becker

Operários da Tecelagem Parahyba reunidos em frente à fábrica, em 1923

Primeiras instalações da Cerâmica Weiis, no bairro de Santana

Guilherme Weiss, fundador da Cerâmica Weiss

A fase sanatorial

No início do século XX, as condições climáticas da região motivaram a procura de São José dos Campos para o tratamento da tuberculose. Mas foi somente em 1935 – ano em que o município foi estabelecido como Estância Climática e, logo após, em Estância Hidromineral, que a cidade começou a receber verbas oficiais para serem empregadas na área de saúde. Os sanatórios foram assim, esforço coletivo de todas as comunhões religiosas, de particulares e estadistas idealistas.

Os principais sanatórios foram:

  • Vicentina Aranha: pertencente à Santa Casa de São Paulo, inaugurado em 1924, pelo presidente de São Paulo. Washington Luís.
  • Vila Samaritana: pertencente à comunidade evangélica.
  • Ezra: pertencente à comunidade judaica.
  • Maria Imaculada e o Antoninho da Rocha Marmo, pertencentes à Igreja Católica.
  • Ruy Dória: criado e pertencente ao médico Dr. Ruy Rodrigues Dória.
  • Adhemar de Barros: criado pelo governador Adhemar Pereira de Barros, dirigido e mantido pela “Liga de Assistência Social”.
  • São José: do doutor Jorge Zarur.

Sanatório Maria Imaculada

Inúmeros pacientes que não conseguiam vagas nos sanatórios, hospedavam-se em pensões da Rua Vilaça, perto do sanatório. Ruy Dória. Além do Dr. Ruy Dória, destacaram-se como médicos sanitaristas: os Drs. Jorge Zarur, Orlando Campos, João Batista de Souza Soares, Ivan de Souza Lopes, Décio Lemes Campos, Amaury Louzada Velozo e Nelson Silveira D´Ávila.

Foto da época, mostrando freiras trabalhando no Sanatório Antoninho da Rocha Marmo

 

Não perca, na próxima edição, a parte final da História de São José dos Campos Capítulo IV

Edições anteriores

A História de São José dos Campos – Capítulo I

A História de São José dos Campos – Capítulo II

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