Confira o abre e fecha do feriado de Finados

A Prefeitura de São José dos Campos vai manter plantões de atendimento à população durante o feriado de Finados, nesta sexta-feira (2). Os hospitais municipais e as unidades de pronto atendimento terão plantão ininterrupto. Os serviços de emergência poderão ser acionados pelo telefone 190.

Abre e fecha

  • Paço Municipal: sem expediente
  • Hospitais municipais e unidades de pronto atendimento: plantão ininterrupto
  • Unidades básicas de saúde: não funcionam
  • Mercado Municipal: abre até as 12h
  • Feiras: ocorrem nos locais horários habituais
  • Coleta de lixo: sem interrupção

Telefones úteis

  • Emergência: 190
  • Hospital Municipal: 3901-3400
  • Ônibus urbano: 3922-9514 ou 3922-8625
  • Rodoviária: 3512-1852
  • Serviço funerário: 3929-4336
  • Aeroporto: 3946-3000

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 31/10/2012

Prefeitura realiza obras de melhorias em praças da cidade

A Prefeitura de São José dos Campos prossegue com os serviços de reforma de três praças, localizadas no Maringá (centro), Vale dos Pinheiros (oeste) e Jardim da Granja (sudeste). Na Praça Chuí (Jardim Maringá), os trabalhos devem ser concluídos em uma semana. O piso intertravado colorido já foi instalado. Atualmente o solo está sendo preparado para o plantio da grama.

A Praça Marte, no Jardim da Granja está em obras e receberá melhoria na iluminação. Ela terá 3.400 metros quadrados de piso intertravado e playground. Outra área que está sendo urbanizada é a Praça Israel Amaral, no Vale dos Pinheiros. Além da instalação do piso intertravado e playground, a quadra poliesportiva será reformada. A revitalização dessas duas últimas praças está prevista para ser concluída entre o final de dezembro e o início de janeiro.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 31/10/2012

Nova área de expansão do CenterVale tem investimento alto

O CenterVale Shopping inaugura hoje sua nova ala com 7.000 metros quadrados que vão abrigar mais 60 lojas e criaram 1.800 empregos, sendo 600 diretos e 1.200 indiretos em São José. Resultado de um investimento de R$ 100 milhões, a expansão vai proporcionar também uma geração paralela de negócios na região.

Isso acontece porque vai aumentar a circulação de dinheiro no comércio. Dos novos empregadores surgem novos empregados que serão também consumidores. “O impacto no setor de serviços e comércio é o melhor possível para todo o Vale do Paraíba, que deve lucrar com a expansão dos shoppings na cidade. Sem falar que São José está se tornando ou até mesmo já se tornou um centro regional de compras”, disse Felipe Cury, presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial) de São José.

Segundo ele, os consumidores da região também serão beneficiados com a concorrência entre os empreendimentos. Além do CenterVale, o Vale Sul e o Colinas também investiram na cidade. O vendedor Rodolfo Teixeira Constantino, 25 anos, estava desempregado e agora será um dos novos funcionários da Sunglass Arte.

“Estou super feliz. Acredito que vai gerar um bom retorno. Vou poder voltar a consumir mais também”, afirmou. Para o superintendente do CenterVale, Ricardo Nunes, esse impacto é muito positivo e, por isso, há um projeto para expandir ainda mais o shopping. “Já estamos estudando essa possibilidade. O CenterVale tem espaço suficiente para crescer ainda mais”, disse.

Para o superintendente, a expansão do shopping foi uma discussão de necessidade com oportunidade. A expectativa é terminar 2012 com um saldo de cerca de R$ 500 milhões em vendas e receber mais de 1 milhão de visitantes até 31 de dezembro.

“A expectativa é a melhor possível. Se alcançarmos esse número, bateremos um recorde”, afirmou Nunes. No novo espaço do shopping serão inauguradas lojas inéditas no Vale. Para o superintendente, essa é uma das razões para o otimismo.

“Novas lojas com conceitos diferentes. Isso é fundamental para o público da cidade”, disse ele. Iniciando com quatro funcionários, a gerente da Rommanel, loja de joias, Miriam Freitas Namorato, pretende contratar mais quatro pessoas até o final do ano.  “Nós estamos na expectativa de grande aceitação no mercado. O objetivo é contratar mais funcionários sim”, disse.

Já a empresária Renata Silveira Olímpio de Paula, 24 anos, acredita que está fazendo um ótimo negócio abrindo um empreendimento da rede Lessô, de calçados. “Quero trazer um pouco mais de bom gosto para o cliente. Tenho certeza que vai cair no gosto das pessoas”, disse.

O cliente que passar pelos corredores do shopping será surpreendido com um som ambiente. A ideia é criar uma identidade musical do CenterVale. Um coral e um grupo de teatro vão abrir as festividades as partir das 16h. Mais à noite é a vez da chegada do Papai Noel, junto com a inauguração da iluminação natalina.

O Vale

Publicado em: 31/10/2012

Região registra recorde de calor nos ultimos 10 anos

A região bateu recorde de calor ontem, com a maior temperatura média dos últimos 10 anos 37°C, segundo estimativa do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). A média é baseada nos registros feitos pelo instituto em todas as cidades do Vale.

Também de acordo com o Inmet, São José e Taubaté tiveram as maiores temperaturas do ano. São José teve máxima de 36ºC e Taubaté, de 38,3ºC. A onda de calor em plena primavera que tomou conta da região desde a última semana está associada à chegada de um ciclone extratropical no Sul do país, que fez os ventos soprarem de norte a oeste no Estado de São Paulo, elevando as temperaturas.

“É normal o calor nesta época do ano. Atualmente, um bloqueio atmosférico tem impedido o avanço de frentes frias”, afirmou Marcelo Schneider, meteorologista do Inmet.  O forte calor fez com que muitas pessoas mudassem as suas rotinas.

A principal preocupação da secretária administrativa Márcia Pazeto, 23 anos, é o seu filho de 1 ano e 9 meses. “Deixo ele de fraldinha o tempo todo. Nos dias mais quentes, vejo que ele fica com dificuldade para dormir. Tenho dado três banhos nele e o faço beber água ou suco várias vezes ao dia”, disse ela. De acordo com o médico cardiologista Fábio Baptista, Márcia está certa. A hidratação deve ser a principal preocupação das pessoas.

“Apesar de parecer clichê, beber bastante líquido é a recomendação mais importante nessa época de calor. Ainda segundo o médico, é um equívoco esperar sentir sede para beber água. “Quando sentimos sede é porque já estamos em uma situação de desidratação. Então é preciso beber bastante água e incentivar as crianças e os idosos também”, afirmou o cardiologista.

Quem tem animais de estimação também não pode descuidar da saúde deles. A adestradora Paula Eras, 30 anos, possui em seu sítio cachorros, galinhas, além de um cavalo, um pavão, um porco e uma calopsita, e não descuida deles no calor.

“Mantenho-os sempre na sombra e com água fresca perto. No caso dos cachorros, os levo para tosar a parte do peito para que eles possam deitar no chão geladinho, e evito passear com os bichinhos à tarde, quando a temperatura está mais alta”, disse. O quadro de altas temperaturas com pancadas de chuva à tarde deve durar até o término do verão.

“Nesta semana, a partir de quinta-feira (amanhã), o calor deve diminuir em cerca de 4ºC”, afirmou Marcelo Schneider, do Inmet.  Para quem for viajar, no dia do feriado de Finados, deve chover. Já no final de semana, a probabilidade de chuva diminui para apenas 5%.

Hoje, segundo o Cptec (Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos), de Cachoeira Paulista, as temperaturas continuam altas e podem chegar a 35°C no Vale Histórico, 34°C em São José, 33°C no Litoral Norte e 28°C na Serra da Mantiqueira. A umidade relativa do ar deve oscilar entre 36% no litoral e 52% na serra.

O Vale

Publicado em: 31/10/2012

Fila médica na cidade ultrapassa o 30 mil na cidade

A Secretaria de Saúde de São José dos Campos tem uma fila de espera por consultas eletivas (agendadas com especialistas) com quase o dobro da capacidade mensal de atendimento da rede. São 37 mil pedidos na espera para uma oferta mensal de até 20 mil consultas.

Para zerar a fila, a prefeitura precisaria parar de atender pacientes por dois meses, o que é impossível. Mesmo assim, em razão da falta de médicos de algumas especialidades, a fila seria mantida e continuaria crescendo. A demora para ser atendido gira em torno de três a seis meses, na maior parte dos casos, mas pode passar de um ano. Os maiores atrasos são para especialidades como reumatologia, ortopedia, oftalmologia e dermatologia, cuja demanda reprimida chega a 15 mil consultas.

Todas elas têm déficit de profissionais na rede e, segundo a Secretaria de Saúde, também no mercado. A pasta tem apostado na reestruturação da rede, em mutirões e parcerias para tentar reduzir a carência. A falta de médicos e a fila por consultas são as maiores reclamações dos moradores da cidade que dependem do SUS (Sistema Único de Saúde). Eles criticam o atraso e chegam a abandonar o tratamento por causa da demora.

Aconteceu com a aposentada S.P., 78 anos, que esperou por três meses uma consulta com ortopedista. Ela sentia dores fortes no joelho esquerdo. “Desisti do ortopedista da prefeitura. Meu joelho inchava a todo instante e a dor era terrível. Tinha que andar amparada em uma vassoura. Não aguentei.”

Em uma das várias vezes em que foi à UBS (Unidade Básica de Saúde) do Satélite, na região sul, ela chorou de dor e angústia na recepção. Sensibilizados, os atendentes sugeriram a ela que fosse ao Pronto-Socorro do Hospital Municipal, na zona leste.

Ela foi e não conseguiu passar pelo ortopedista. Teve nova crise de choro no hospital. “Pediram para voltar em três dias. Voltei e um médico me encaminhou para outra unidade. Comecei a me sentir jogada”. Quase seis meses depois que passou pela primeira vez na UBS por causa da dor no joelho, a aposentada conseguiu ser atendida por um ortopedista, que fez uma infiltração e lhe deu remédios. “Melhorou um pouco, mas agora está aparecendo uma dor no joelho direito. Não sei o que vou fazer. Na UBS eu não volto mais. Não tenho saúde para esperar tanto.”

O Vale

Publicado em: 30/10/2012

Funcionários da Embraer ameaçam greves na cidade

Funcionários da Embraer ameaçam entrar em greve a partir de hoje em São José em função do impasse nas negociações entre o Sindicato dos Metalúrgicos e a empresa sobre o reajuste salarial da categoria neste ano. Pela quarta vez não houve acordo em uma reunião realizada ontem em São Paulo entre o sindicato e a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que representa legalmente a empresa e o setor aeronáutico da região.

O encontro teve início às 14h e, após quase seis horas de negociação, o resultado ainda não havia sido anunciado até as 20h de ontem. O grupo faz assembleia hoje às 5h30 (entrada do 1º turno), às 7h (administrativo) e às 15h (2º turno) em frente ao portão da fábrica. Na reunião, os sindicalistas vão submeter aos trabalhadores a possibilidade de cruzar os braços.

O impasse se arrasta desde agosto. A categoria reivindica reajuste salarial de 4,58% de inflação, 2,5% de aumento real e a ampliação das cláusulas sociais da Convenção Coletiva como adicional noturno e licença-maternidade.

Já a empresa ofereceu 4,58% de inflação, 1,5% de aumento real e a manutenção das cláusulas sociais da última Convenção Coletiva. A oferta foi rejeitada pelos trabalhadores em assembleia. “A empresa só tem lucro. Uma fábrica que anuncia quase 35% de lucro não pode ser tão intransigente. Todas as outras fábricas já entraram em um acordo e fecharam a campanha salarial. Só falta a Embraer”, disse o vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José, Hebert Claros.

Para ele, o trabalhador é o maior prejudicado. “Estamos lutando pelo bem do operário. Assim, nesse impasse todo, o maior prejudicado é, sem dúvida, o funcionário.” A Embraer tem cerca de 12 mil funcionários na planta de São José. Ainda de acordo com a categoria, não há previsão de novas reuniões com a empresa.

Em nota, a Embraer informou que não houve acordo entre as partes com relação à seguinte proposta apresentada pela Fiesp, como a manutenção da data-base em setembro, reposição integral da inflação do período (novembro de 2011 a agosto de 2012) de 4,58% a ser aplicado nas empresas com mais de 35 empregados, reajuste salarial a título de aumento real de 1,5% no período considerado (10 meses) e a manutenção das cláusulas sociais da última Convenção Coletiva

Ainda segundo a fabricante, como em 2011 a data-base era novembro, o período de apuração do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) compreende 10 meses (novembro de 2011 a agosto de 2012). Considerado um período de 12 meses, o aumento real de 1,5% oferecido equivale a 1,8%.

A nota também diz que esgotadas as possibilidades de avanço nas negociações num segmento que passa por dificuldades por depender de exportações, diante do esforço já feito pelo setor patronal, a Fiesp continua aberta a ir à mesa, “embora não se vislumbre perspectivas de novas propostas no que se refere a maiores aumentos reais”. A Embraer ainda afirma que, por liberalidade, já antecipou a todos seus funcionários, no mês de setembro, o aumento de 4,58% relativo ao INPC integral.

O Vale

Publicado em: 30/10/2012

Alunos da Fundhas vedem produtos em mini feira

A Fundhas (Fundação Hélio Augusto de Souza) realizou na quinta-feira (25) a Feira de Miniempresas, que integra o programa oferecido pela Junior Achievement, uma organização de educação prática em negócios, economia e empreendedorismo. Os adolescentes da instituição participam desse programa desde agosto.

O objetivo da Junior Achievement é despertar o espírito empreendedor nos jovens por meio de programas que estimulam o desenvolvimento pessoal, proporcionando uma visão clara do mundo dos negócios. A feira teve a participação de 14 miniempresas: dez das unidades Norte e Dom Bosco e quatro do Bilac. Os adolescentes tiveram a oportunidade de expor e vender para os funcionários da Instituição todos os produtos que desenvolveram desde o início da criação das miniempresas, que hoje já estão em fase de produção e vendas.

Para os alunos a feira foi muito importante, pois, além de vender, eles receberam encomendas dos produtos. “A gente tá vendendo bem”, afirmou Ingrid Cibelle Silva, 16, da miniempresa Fashion Arcos da unidade Norte, que criou arcos para cabelo confeccionados com garrafa pet.

A aluna Andreza Alves Augusto, 18, da unidade Bilac, é integrante da miniempresa Cel Art, que levou para a feira um porta-celular feito de embalagem de xampu. Andreza disse que a oportunidade de vender os produtos ajudou muito e vai possibilitar a compra de mais material para uma nova produção.

Da unidade Dom Bosco, a miniempresa Higher trouxe para a feira uma bolsa artesanal feita de tecido e utilizando a técnica japonesa furoshiki. Os alunos tiveram como desafio vender 137 bolsas a R$15,00 cada. A quantia será para honrar os compromissos da empresa, além de pagar todas as contas.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 30/10/2012

Evento promovido pela USP tem participação da cidade

Representantes da Prefeitura de São José dos Campos participam nesta sexta-feira (26) do 4º Encontro Brasileiro de Educomunicação, promovido pela Universidade de São Paulo (USP). O professor e coordenador de projetos Luciano Rodolfo Machado e a assessora de educação ambiental Elisa Farinha vão apresentar a experiência de educação socioambiental no Programa Revitalização de Nascentes, que vem sendo desenvolvida na cidade desde 2010.

O evento, que começou na quinta-feira (25) e termina neste sábado (27), está sendo realizado em São Paulo, na Editora Paulinas (Rua Dona Inácia Uchoa 62, Vila Mariana).

A proposta pedagógica da educomunicação (educação e comunicação) para o programa Revitalização de Nascentes abrange a formação continuada de professores e alunos da rede municipal de ensino para uso da linguagem audiovisual como ferramenta de disseminação de informação e conhecimento entre a escola e a comunidade.

A Mostra de Vídeos Ambientais, que chega à terceira edição em 2012, é um exemplo desse trabalho, que é desenvolvido durante o ano por alunos e professores. As criações audiovisuais transmitem a importância do cuidado com as nascentes revitalizadas.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 30/10/2012

Prédio da Ciretran deixa usúarios insatisfeitos

Mais de um ano e meio após o governo do Estado anunciar a reestruturação do Detran (Departamento Estadual de Trânsito), a fim de melhorar os serviços, em São José dos Campos, a população ainda enfrenta filas e demora no atendimento e sofre com a falta de estrutura do prédio, que fica na avenida São José, no centro. Usuários da Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito) na cidade reclamam também da burocracia e da falta de informação.

O soldador Marcos Ferreira, 37 anos, foi à unidade regional para fazer o licenciamento de sua moto, mas descobriu que o CRV (Certificado de Registro de Veículo) estava bloqueado.  “Perdi minha tarde de trabalho aqui. Quando cheguei à Ciretran, me falaram que eu só podia dar entrada no desbloqueio quando eu tivesse cópia de vários documentos e pagasse uma taxa no banco. Há um desencontro de informações”, afirmou.

Ferreira disse que precisou esperar 40 minutos para ser atendido. E essa não foi a primeira vez que teve problemas. No primeiro semestre, contou que precisou esperar três meses para renovar sua carteira de habilitação.

O mecânico Rodrigo Paulino, 30 anos, também reclamou do atendimento. Ele foi sexta-feira à Ciretran tentar recuperar seu carro que foi apreendido há mais de uma semana. Ele também demorou 40 minutos para ser atendido.

Já o servidor público José Carlos Monteiro, 37 anos, reclamou das instalações da Ciretran em São José. “Não tem um acesso para cadeirante ou para pessoas com problemas de locomoção. Outro dia precisei praticamente carregar a minha mulher”, afirmou.

O único acesso ao atendimento é uma escada de 16 degraus. Os outros problemas apontados pelo servidor são a falta de um painel eletrônico informando de quem é a vez e a falta de água e banheiro. “Tudo que envolve o munícipe tem que tratar com respeito.”

Um despachante de São José que preferiu não se identificar afirmou que o número reduzido de funcionários e a burocracia do órgão atrasam o trabalho de emissão de documentos. “Infelizmente é comum ver cliente insatisfeito com a Ciretran” disse. Segundo o Detran, a Ciretran de São José tem 40 funcionários e atende 19 mil pessoas por mês. Na sexta-feira, quando O VALE esteve no local, dos 17 guichês de atendimento ao público, só 8 tinham funcionários.

O Vale

Publicado em: 30/10/2012

Depois de 20 anos, D.Pedro II será legalizado na cidade

Após 20 anos de espera, o bairro clandestino Dom Pedro 2º, na zona sul de São José dos Campos, deverá finalmente ser regularizado até o fim de novembro. A promessa é da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) do Estado. Segundo o órgão, faltam apenas detalhes burocráticos para a entrega das 1.726 escrituras.

Se o prazo for cumprido, o bairro será o segundo clandestino regularizado na cidade desde 2008, quando a prefeitura legalizou o Jardim Mesquita, também na zona sul da cidade. As casas do Dom Pedro 2º começaram a ser construídas em 1992 e foram entregues pela CDHU em 1996. Neste meio tempo, muitas famílias invadiram o local.

Hoje, são cerca de 10 mil moradores na área. Eles aguardam a regularização com ansiedade e esperam que a mudança de status traga mais infraestrutura. “Moro aqui desde 2004 e já ouvi muitas vezes essa promessa. Vamos torcer, porque será ótimo para gente”, disse o aposentado Aldemario Alves da Silva, 46 anos.

De acordo com o coordenador regional da CDHU, Francisco de Assis Vieira, o ‘Chesco’, o loteamento foi construído em cinco áreas distintas.  Para sua regularização, foi necessário unificá-lo. “Já finalizamos esta parte, que era a mais complicada, e o processo já está no cartório de São José”, disse Chesco.

Segundo ele, falta pouco para a regularização. “Estamos entregando os últimos documentos para fazer a averbação. Até o fim de novembro, as escrituras serão entregues”, afirmou.  A averbação consiste em encaminhar todas as plantas dos imóveis do bairro para gerar uma matrícula individualizada para cada proprietário.

O VALE esteve ontem no Dom Pedro 2º ouvindo moradores e também comerciantes, que enxergam a regularização do bairro como possibilidade de crescimento. “Eu vou entrar em um programa de ajuda ao microempresário e também vou poder pegar empréstimos no Banco do Povo”, disse Angela Batista, 41 anos, que possui uma loja de roupas ao lado de casa.

Ela conta que invadiu a área em 30 de março de 1994 junto com outras famílias. “Uma amiga me avisou que iriam entrar e eu vim. Tinha acabado de chegar do Amazonas”. “Tirei o CNPJ há um mês e com a regularização vou poder agora ter a inscrição municipal e abrir firma”, afirmou Guilherme Duarte, 53 anos, que é proprietário de um bar na região há nove anos.

O Vale

Publicado em: 30/10/2012