Trânsito da cidade é tema da RMVale

Os desafios da educação para o trânsito, Lei Seca, crimes no ‘volante’ e casos de acidentes envolvendo motociclistas e pedestres serão alguns dos temas abordados no 1º Seminário de Educação para o Trânsito da Região Metropolitana do Vale do Paraíba, em São José. O evento, que acontece entre os dias 13 e 14 de junho no Parque Tecnológico, deve atrair profissionais do setor de todo o país.

Até ontem, a Secretaria de Transportes havia recebido 189 inscrições de representantes do Detran (Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo), Superintendência de Educação para o Trânsito de Resende, Chefia de Trânsito de Mogi-Guaçu, Corpo de Bombeiros, Polícia Federal, entre outras autoridades da RMVale. É a primeira vez que a cidade sedia um seminário sobre o tema para toda a região, segundo o supervisor do Educatran, antigo Núcleo de Educação para o Trânsito, André Correia. Segundo ele, são esperados 300 participantes nos dois dias do evento. Somente de janeiro a março deste ano, a cidade registrou 461 acidentes de trânsito, segundo balanço da Secretaria de Transportes.

“Essa é uma boa oportunidade para discutirmos o assunto e trocar experiências. Entre os participantes temos bastante pessoas, entre elas consultores, especialistas e representantes do setor de outras cidades como, por exemplo, Jundiaí, São Paulo, Litoral Norte e outras regiões do país”, disse Correia. Segundo ele, durante a semana serão realizadas ainda diversas atividades na cidade como blitz de trânsito, palestras educativas para estudantes, entre outras ações.

Entre os palestrantes está o jornalista J. Pedro Corrêa, reconhecido internacionalmente pela atuação na área de segurança no trânsito e o lançamento do livro “Cultura de Segurança no Trânsito – Casos Brasileiros”, elaborado para todos os públicos interessados na questão e o engenheiro Eduardo Alcântara Vasconcellos, assessor da ANTP (Agência Nacional de Transportes Públicos). As inscrições podem ser feita até o dia 12 de junho pelo site www.sjc.sp.gov.br. Na página na internet há a programação completa do evento.

Novo Conselho Tutelar será eleito na cidade

Será realizada no próximo domingo a eleição dos novos membros do Conselho Tutelar de São José. Todas as pessoas com mais de 16 anos e que possuam título eleitoral poderão votar. O quórum mínimo é de 0,5% da população da cidade. A votação acontecerá na faculdade Bilac, das 8h às 17h, e no Núcleo de Educação Infantil de São Francisco Xavier, das 8h às 14h.

Serão eleitos cinco membros titulares e cinco suplentes para cada um dos conselhos de tutelares de São José (Sul e Centro). Os eleitos assumirão os cargos no próximo dia 2 de julho. O mandato terminará em 9 de janeiro de 2016. Cada conselheiro receberá um salário de R$ 4.755,78.

São, ao todo, 29 candidatos o prazo de inscrição terminou em abril. Entre as funções do conselheiro está assegurar que todas as crianças e adolescentes tenham o direito à sobrevivência (vida, saúde e alimentação) e ao desenvolvimento social e pessoal, com foco em educação, cultura, lazer e profissionalização. Também cabe ao profissionais zelar pela integridade física, psicológica e moral, garantindo a sua liberdade, o respeito, a dignidade e a convivência familiar e comunitária.

Prefeitura da cidade emprega mais 700 servidores

A Prefeitura de São José dos Campos mantém atualmente pelo menos 780 servidores em desvio de função ou deslocados por problemas de saúde para exercer atividades diferentes daquelas para as quais foram contratados. O número corresponde a 10% do total de funcionários 7.854 de carreira, segundo o atual governo.

A informação foi repassada aos dirigentes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais durante reunião com representantes da administração Carlinhos Almeida (PT) para discutir aumento de salários e melhorias para o funcionalismo. Na última quinta-feira, o sindicato protocolou pedido de informações sobre o número de funcionários que trocaram de atividade por motivos de saúde e em quais setores eles atuam. A entidade também pretende solicitar explicações sobre os desvios de função. O desvio de função tem sido recorrente na Prefeitura de São José nas últimas.

O Sindicato dos Servidores já denunciou ao Ministério Público a existência de pelo menos 179 técnicos e auxiliares de enfermagem exercendo atividades incompatíveis com seus cargos, como servir café, atender na recepção e na cozinha e realizar testes de Papanicolau, o que seria atribuição dos enfermeiros. A denúncia foi acatada pela Promotoria, que abriu inquérito civil para investigar as supostas irregularidades.

“Já pedimos explicações à prefeitura sobre o número de funcionários readaptados por problemas de saúde e posteriormente pretendemos abordar a questão dos desvios de função”, afirmou a diretora do sindicato Zelita Ramos. Também dirigente da entidade, Donizetti Aparecido de Souza, o ‘Zetão’, citou como exemplos de desvio de função fiscais de posturas trabalhando em escolas e servidores da Secretaria de Serviços Municipais dirigindo tratores. “O sindicato sempre foi contra o desvio de função, que é algo preocupante no serviço público. Se houver casos em excesso, pode prejudicar o atendimento à população.”

Especialista em direito administrativo, o advogado João Fernando Lopes de Carvalho, que é de São Paulo, afirmou que os casos de desvio de função que atentam contra o interesse público ou contra os cofres públicos podem ser passíveis de ações de improbidade administrativa contra os gestores públicos. “A pessoa faz concurso público para exercer uma função determinada. Se há o desvio de função, ele tem que ser por um período curto. Não pode ser algo permanente, já que a gestão pública não deve ter espaço para improvisações”, afirmou o advogado. “Casos que atentam contra interesse público ou contra cofres públicos podem configurar improbidade.”

A Prefeitura de São José informou, por meio da assessoria, que atualmente existem 365 servidores em sistema de readaptação, mas não divulgou o número de casos atuais de desvio de função.“Atualmente existem 365 servidores em sistema de readaptação”, disse o governo Carlinhos Almeida (PT) na nota oficial encaminhada ao O VALE. “Inclusive sobre isto, a prefeitura vai realizar uma ata de registro visando a contratação de uma junta médica para avaliação de todos os readaptados com o objetivo de assegurar que os mesmos estejam realizando serviços compatíveis com suas restrições de saúde”, afirmou a prefeitura em outro trecho da nota oficial. Sobre desvios de função, o governo informou que “o número de servidores nesta situação está sob avaliação”.

Cidade tem investimento da GM criando distrito

O investimento de R$ 2,5 bilhões que a General Motors poderá injetar na produção de um novo carro em São José dos Campos vai incentivar a implantação de um distrito industrial com 15 novas empresas fornecedoras da cadeia automotiva.  Essas empresas seriam fornecedoras estratégicas de conjuntos e sistemas automotivos para a GM.

São José disputa com outros dois países o investimento, que, segundo a empresa, deve ser definido em junho. Para a GM, é interessante ter um cinturão que funcione no sistema ‘just in time’, com os principais fornecedores bem ao lado da empresa. Com esse sistema, as peças podem ser utilizadas assim que chegam à linha de montagem, sem a necessidade de formação de estoques.

A Prefeitura de São José dos Campos já se comprometeu a criar esse novo distrito industrial para abrigar os fornecedores da empresa, caso o investimentos de consolide. A prefeitura também disse que vai abrir mão de impostos municipais, como IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e ISS (Imposto sobre Serviços). Por meio da agência Investe São Paulo, o governo estadual também pode retirar impostos.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Sebastião Cavali, disse por meio da assessoria de imprensa, que “o novo distrito atenderá prioritariamente a cadeia automotiva, mas outros setores produtivos também deverão ser contemplados”. Para o diretor de Relações Institucionais da GM, Luiz Moan, a criação do distrito diminuirá os custos da empresa com a compra de materiais de fornecedores. “Poderemos trazer fornecedores de fora do país, com novos investimentos para São José”, afirmou.

O VALE apurou que o novo distrito deve ser implantado na região leste, numa área com mais de 1 milhão de metros quadrados, entre a GM e o viaduto Santa Inês. O diretor regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), Almir Fernandes, estima que o distrito industrial com 15 empresas sistemistas, poderá gerar até 3.000 novos empregos.  “A fábrica da GM em São José precisa do investimento de R$ 2,5 bilhões para continuar a existir. Acredito que, um investimento desse porte, pode gerar até 3.000 novos empregos. Com mais as empresas sistemistas, teremos 6.000 novos postos de trabalho em São José”, avaliou.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José, Antonio Ferreira de Barros, o Macapá, disse que não tem muitas informações sobre o novo distrito que pode ser implantado na cidade, mas que ele aprova a sua criação. “O sindicato vai querer uma área para instalar uma subsede no local e também vai querer representar os trabalhadores das empresas que vierem a se instalar no local”, disse.

A GM emprega cerca de 6.600 funcionários em São José, sendo 750 no MVA (Montagem de Veículos Automotores), que vai encerrar a produção no final deste ano. Os modelos produzidos são S-10, Blazer, motores e Classic. Antônio Ferreira de Barros, o Macapá, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José, acusou o PT, a CUT (Central Única dos Trabalhadores) e a Câmara de realizar uma campanha contra o sindicato.

Segundo ele, uma panfletagem realizada ontem pela manhã na praça Afonso Pena, zona central de São José, e material entregue nas casas coloca moradores da cidade contra o Sindicato dos Metalúrgicos. O panfleto informa que a cidade corre o risco de perder investimentos da GM e empregos por causa da posição ‘truculenta’ adotada pelo Sindicato dos Metalúrgicos. “Não entendo porque eles estão se colocando contra nós. Estamos lutando pelo direito dos trabalhadores, que inclusive estão revoltados com o que está escrito no panfleto”, afirmou Barros.

O prefeito Carlinhos Almeida (PT) informou em nota que a prefeitura busca unir a todos no processo. “Respeitamos a legitimidade do sindicato e da direção da empresa na negociação e apostamos no diálogo e bom senso.” A presidente da Câmara, Amélia Naomi (PT), não foi localizada.

Acontece amanhã na regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de São José, a partir das 15h, a quarta reunião entre representantes da General Motors e do Sindicato dos Metalúrgicos de São José. A GM anunciou que encerrará a produção do MVA (Montagem de Veículos Automotores) em dezembro e provocar a demissão de 750 trabalhadores.

Torneio de Judô tem inscrições abertas

As inscrições para o torneio Michiharu Sogabe de Judô estarão abertas até a sexta-feira (14). A competição reúne, há mais de 20 anos, atletas das escolinhas da Divisão de Atividades Esportivas Comunitárias (DAEC), da Secretaria de Esporte e Lazer. Os interessados podem se inscrever em qualquer escolinha.

Nesta edição, são esperados no evento cerca de mil judocas, vindos também de outros municípios da região. O torneio será realizado no Tênis Clube, no dia 30 de junho. O objetivo principal do Torneio Michiharu Sogabe é a divulgação do esporte na cidade e em toda a região do Vale do Paraíba, destacando São José que é modelo no desenvolvimento de atletas.

O supervisor do judô da secretaria, Everson Freitas, diz que a competição ajuda no crescimento do trabalho realizado com os jovens atletas na região. “A ideia é promover o aperfeiçoamento técnico dos atletas, mostrar a importância da prática desportiva e fomentar a modalidade no município.”

Os centros poliesportivos que abrigam as escolinhas de judô são: Centros Comunitários Vila Industrial e Alto da Ponte; CAIC Dom Pedro; Centros Esportivos Casa do Jovem, Jardim Morumbi, Parque Interlagos, Residencial Cambuí, Eugênio de Melo, João do Pulo e Vila Tesouro; Clubeca (Campos de São José); Ginásio de Esportes Campo dos Alemães; Praça de Esportes Pedro Otávio (Parque Industrial) e Salão Paroquial – Nova Michigan.

Mais informações pelo telefone (12) 3932-8117.

Feira Ambiental é realizada no Parque da cidade

O Parque da Cidade Roberto Burle Marx será tomado pela música, teatro, oficinas ecológicas e exposição de projetos, desta quinta-feira (6) até domingo (9). Essas atividades integram a Semana do Meio Ambiente, que traz como tema a “Cooperação pela Água”. Todos os dias o público poderá participar de atividades educativas, culturais e de lazer apresentadas por mais de 30 parceiros entre ONGs ambientalistas, escolas, empresas, instituições e secretarias municipais. As atividades ocorrem no pátio da Secretaria de Meio Ambiente, na Casa do Café, das 8h às 17h.

A feira está repleta de oficinas de reciclarem, que ensinam como reaproveitar materiais na produção de objetos e utensílios criativos, como brinquedos, bolsas, bijuterias, caixas de presente, e objetos decorativos. Na oficina do boneco ecológico, as crianças aprendem sobre a germinação de sementes, cuidando para o crescimento do “cabelo verde” do boneco.

O público ainda poderá desfrutar de um resgate do contato com a natureza na oficina de hortas urbanas, aprendendo a cultivar alimentos saudáveis em pequenos espaços. Dentre as oficinas promovidas pela Fundhas estão “Corantes e Tintas Alternativas”, que mostra as maneiras diferentes de fazer tintas.

O projeto “Sinfonia da Natureza” ensina a construir instrumentos musicais com materiais recicláveis, como latinhas e copo de iogurte, formando uma pequena orquestra sinfônica com as crianças e o público. A oficina plantio de frutíferas, que ensina a reaproveitar embalagens descartáveis, vai distribuir aos visitantes mudas de goiaba vermelha e limão cravo.

A Oficina Cultural Altino Bondensan apresenta a Vivência Artística e Ambiental “Arte em Azul – Amigo das Águas”, oferecendo ao público a oportunidade de se expressar criativamente a relação com a água, por meio de desenhos, colagens, pinturas e textos que ficarão expostos em um painel.  O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e Agência Espacial Brasileira (AEB) realizam as oficinas “Interpretando imagens de satélite” e “Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais” que demonstram a tecnologia aplicada à preservação ambiental.

Pela primeira vez na Semana do Meio Ambiente as pessoas poderão participar da oficina de cúpula geodésica, que ensina a montar uma estrutura arquitetônica utilizando materiais naturais, como bambu e outros reaproveitáveis. Duas estruturas serão montadas em tempo real durante o final de semana. Todas as atividades são gratuitas e abertas ao público de todas as idades.

A programação completa está no site da prefeitura www.sjc.sp.gov.br.

Investimento da GM gera Briga na cidade

A CUT (Central Única dos Trabalhadores)entrou na briga pelos investimentos da GM em São José, criando novo foco de conflito com o Sindicato dos Metalúrgicos, ligado à Conlutas. A CUT vai montar uma subsede em São José e pretende acompanhar de perto as negociações entre a montadora e o sindicato em torno do investimento de R$ 2,5 bilhões para a produção de um novo carro. Ligada ao PT, a central sindical acusa o Sindicato dos Metalúrgicos de São José de radicalizar a negociação de investimentos e dificultar a geração de empregos na cidade.

O diretor regional da CUT, Nilson Coutinho, disse que o discurso do sindicato está ultrapassado e, com isso, a cidade corre o risco de perder esse novo investimento da montadora. “O sindicato tem que estar aberto a negociação, numa relação de ganha-ganha. Com esse discurso inflexível, o que vamos ter é o perde-perde, cidade e trabalhadores prejudicados”, afirmou Coutinho. A CUT pretende participar da audiência pública que a Câmara realizará amanhã para discutir os investimentos da GM. “Queremos apresentar para a sociedade uma outra visão de sindicalismo, mais aberta a negociações”, disse o diretor.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Antonio Ferreira de Barros, o “Macapá”, rebateu as acusações de Coutinho e disse que o sindicalismo proposto pela CUT é muito flexível e não defende os interesses dos trabalhadores. “Lamentavelmente , o que a CUT defende faz parte da pauta de interesses das empresas, com rebaixamento de salários e condições precárias para os trabalhadores”, afirmou.

A próxima reunião de negociação entre GM e sindicato está agendada para segunda-feira. O maior foco de impasse é o futuro dos 750 trabalhadores do MVA, que a montadora pretende incluir em um PDV (Programa de Demissões Voluntárias) ainda este mês. A Câmara de São José realiza audiência pública amanhã, às 18h, para discutir os novos investimentos da montadora na cidade. A proposta, segundo o vereador Fernando Petiti (PSDB), da Comissão de Emprego, é apresentar à sociedade o que está sendo feito para garantir a geração de mais empregos em São José.

A Câmara está divulgando a audiência nos meios de comunicação para mobilizar um maior número de pessoas. A General Motors anunciou em 27 de abril que vai investir R$ 2,5 bilhões para produzir um novo carro da marca. Três unidades da empresa, em diferentes países, disputam o investimento. No Brasil, o local qualificado é São José. Representantes do Sindicato dos Metalúrgicos e da GM iniciaram uma agenda de reuniões negociar um acordo. O próximo encontro ocorre na segunda-feira. Depois de sugerir um piso de R$ 1.200, a GM cedeu e ampliou a oferta para R$ 1.700.

A empresa manteve a proposta de R$ 8.000 para a PLR na fábrica, metade dos R$ 15 mil atuais. O principal foco de impasse nas negociações é a estabilidade no emprego para 750 trabalhadores do MVA, setor que encerra a produção até o fim do ano. A empresa planeja abrir um plano demissão voluntária e o sindicato não abre mão dos empregos.

Valor da Passagem tem redução na cidade

O preço da passagem de ônibus em São José dos Campos sofreu uma redução de R$ 0,10, passando de R$ 3,30 para R$ 3,20. A medida foi oficializada pelo prefeito Carlinhos Almeida (PT) hoje, por meio de decreto, e será válida a partir do dia 15 de junho. A redução é baseada na desoneração das tarifas do transporte coletivo urbano de todo o país, determinada pelo governo federal. As alíquotas de PIS e Cofins que incidem sobre o valor das passagens caíram de 3,65% para zero no último dia 1o.

Ontem, cinco cidades da região do ABC anunciaram reduções de tarifas. Em todas elas a passagem custava R$ 3,30. A redução do valor da tarifa ocorre quatro meses após o último reajuste, que entrou em vigor durante o feriado de Carnaval até então, a passagem custava R$ 2,80. O aumento de 17,86%, superior à inflação acumulada, fez com que São José passasse a ter uma das passagens de ônibus mais caras do Brasil. Na época, o governo federal já indicava a possibilidade de desonerar o transporte público como forma de conter o aumento da inflação.

O secretário de Transportes, Wagner Balieiro, admitiu ontem a realização de estudos sobre o tema, mas negou que qualquer decisão tenha sido tomada pelo governo. “Ainda estamos analisando essa questão”, afirmou. “Tudo ainda é muito precoce. Prefiro não comentar.” O reajuste da tarifa de ônibus gerou uma onda de protestos na cidade e foi alvo de uma ação da Defensoria Pública, que considerou ilegal a medida.

O órgão acusou a prefeitura de descumprir a Lei Orgânica do Município ao não submeter o tema previamente a um conselho com participação de membros da sociedade. A Justiça, no entanto, rejeitou o pedido da Defensoria, sustentando que a comunidade “teve oportunidade de participar da discussão da fixação da tarifa inicial de concessão, bem como dos critérios de revisão e reajuste que vieram a ser estabelecidos”.

A prefeitura argumentou na época que a passagem não sofria reajustes havia dois anos, o que abriria brecha para questionamentos das empresas na Justiça. O governo alegou também que o novo valor viabilizaria uma série de melhorias no sistema até o fim de 2013. Atualmente, três empresas exploram o transporte coletivo de São José: CS Brasil, Expresso Maringá do Vale e Saens Peña.

Juntas, elas operam em 101 linhas da cidade, com uma frota de 387 veículos. O diretor executivo da Avetep (Associação das Empresas de Transporte do Vale do Paraíba), Rubens Fernandes, foi procurado ontem, mas não quis comentar o assunto. A Secretaria de Transportes de São José dos Campos anunciou reajuste de 17,86% no preço da tarifa. O valor saltou de R$ 2,80 para R$ 3,30. O aumento gerou uma onda de protestos na cidade. Com o reajuste, São José passou a ter a passagem de ônibus mais cara do Brasil, ao lado de Campinas, Osasco, Santo André e São Bernardo do Campo.

O Ministério Público Estadual em São José abriu inquérito para apurar o aumento de 17,86% a partir de fevereiro. O reajuste concedido superou a inflação acumulada nos dois anos em que a tarifa permaneceu congelada, que foi de 12,72%. Com as reduções das taxas das alíquotas do PIS e Confins sobre o valor da passagem que caíram de 3,65% para zero, o prefeito Carlinhos Almeida (PT) apresentará a medida de redução do valor da passagem atual de R$ 3,30 para R$ 3,20.

Para a bancada do PSDB, a redução da tarifa poderia ser maior. Anteontem, a oposição protocolou projeto de lei que autoriza o prefeito a reduzir o valor para R$ 2,90. “Mesmo que seja R$ 3,20, o valor ainda é mais alto que em muitas capitais. Comparar a cidade com a capital para definir preço de passagem é irreal”, disse o vereador Fernando Petiti.

Novo espaço para beleza e bem estar

Dia 7 (sexta) mulheres e homens terão um novo espaço para beleza, moda e bem estar. O Espaço Madame Keka Sem limites, nasceu de um projeto idealizado pelas duas estilistas de moda. O Madame Keka é especializado na confecção de peças em benefício da reestruturação das formas, e o Sem limites de um projeto para a moda inclusiva.

A fusão veio para a atender a todas as necessidades de vestuário, estética, para homens e mulheres.

Kheity Rocha
Formada em Moda, com especialização em Tendência pelo Senai design. Cursando atualmente História da Moda e finalizando o curso de Cool Hunting.

Vanessa Ribeiro
Formada em Moda, e se especializou em negócios da Moda, captação de Recursos para a Cultura.

A inauguração:
Nesta sexta, dia 7, um novo espaço de beleza, moda e bem estar será inaugurado na cidade de São José dos Campos. Oferecendo curso de auto maquiagem, workshops de procedimentos estéticos, espaço gourmet especial de inverno com caldinhos e bolinho caipira e um super desfile com vestidos de noiva da coleção Minimalist Couture!

Dia a dia:
O espaço terá o espaço hair especialistas em corte, coloração e químicas de transformação, procedimentos estéticos como drenagem linfática, endermoterapia, vacuoterapia, lipoescultura manual, peeling de diamante, liftings especiais, limpeza de pele dentre outros, confecção de peças sob medida como vestidos de festa, noivas e corsets exclusivos produzidos pela estilista e corsetière Kheity Rocha.

Produtos e serviços ao seu alcance, para revelar o que você tem de melhor.

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Mais Informações:

QUANDO: Sexta (7/6)
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LOCAL: Rua Lagoinha, 41 – Jardim Satélite – São José dos Campos/SP

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PARCEIROS:

Ana Fotos & Videos, Agência de Modelos Vanderlei Alvarenga, Lu Borges Produção de Eventos, Ana Consultora Mary & Kay, Neogestor Soluções Estratégicas em Identidade Visual e TI, Simone Barros Estética, Rose Oliveira Drenagem e Massagem Relaxante.

Aulas na Estação do Trem na cidade

Um grupo de alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Ignêz Sagula Fossá, que funciona em período integral no Limoeiro, terá nesta quinta-feira (6), às 10h, uma aula prática na antiga estação ferroviária do bairro. A iniciativa faz parte do projeto Meu Limão, Meu Limoeiro, que vem sendo desenvolvido na unidade escolar desde o início do ano.

Entre outros objetivos, este trabalho procura despertar o interesse dos estudantes pela história e cultura do bairro, valorizando o local em que vivem e estudam. Dentro do projeto, que termina em julho, as crianças entrevistaram moradores antigos, estudaram a planta da estação de trem e a importância dessa construção para o desenvolvimento do Limoeiro.

Preservação

No dia 23, a Prefeitura de São José dos Campos assinou um termo de cessão provisória de três estações de trem no município: Limoeiro, Eugênio de Melo e Engenheiro Martins Guimarães (na Vila Tesouro).

Elas foram cedidas pela Secretaria de Patrimônio da União (SPU), do Ministério de Planejamento. Essa medida dá autorização para a zeladoria das estações e facilita para o Município a busca por recursos para a reforma e restauro desses prédios. As três estações foram construídas entre o fim do século 19 e o início do 20. Elas serviam para o escoamento da produção agrícola local e o transporte de passageiros. Foram desativadas no início da década de 90.