Dia Mundial da Saúde com evento gratuito no Parque Vicentina Aranha

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Em comemoração ao Dia Mundial da Saúde, o Instituto de Oncologia do Vale – IOV, realiza, na próxima quinta-feira, 7 de abril, no Parque Vicentina Aranha, em São José dos Campos mais uma edição do Circuito da Saúde. O evento tem como objetivo principal conscientizar a população a respeito dos vários aspectos que envolvem a saúde e promover a prática de atividades voltadas também à prevenção do câncer.

“Queremos orientar os joseenses sobre como hábitos simples e saudáveis do dia a dia podem ajudar a prevenir não só o câncer, mas também uma série de outras doenças”, explica a Dra. Fernanda Navarro, médica oncologista do IOV. “A prática regular de atividades físicas, uma alimentação balanceada e a busca pelo equilíbrio emocional e corporal são apenas alguns dos fatores que contribuem para uma vida mais saudável”, relembra Dra. Fernanda.

Em horários alternados, das 9h às 13h e das 17h às 21h, o IOV disponibilizará sua equipe multiprofissional no local para sanar dúvidas dos frequentadores do parque sobre formas de prevenção do câncer e mais informações sobre a importância da busca pela qualidade de vida. “Serão quatro estações de atendimento que ficarão no Quiosque São João, à direita da entrada do Parque. Cada estação estará voltada para um tema: nutrição, exercícios físicos, bem-estar emocional e higiene”, explica a médica.

A programação completa conta ainda com diversas atividades físicas guiadas pelos professores da Parcerun – Assessoria Esportiva, medição da composição corporal com o laboratório Quaglia Sabin e atividades sobre respiração e relaxamento com a empresa Benten – Equilíbrio e Bem Estar. Para encerrar as comemorações, às 20h a ação será finalizada com uma aula aberta de Zumba, com profissionais do Club Crazy. Todas as atividades serão gratuitas.

Filosofia epicurista é tema de encontro no Parque Vicentina Aranha

“Os Prazeres do Jardim: A Filosofia Epicurista e seus percursos históricos”. Esse é o assunto do Encontro Filosófico do Parque Vicentina Aranha desta quinta-feira (5), às 19h30. O professor Cesar Sponton fará a palestra na sala de leitura do Parque (Rua Engenheiro Prudente Meireles de Moraes, 302 – Vila Adyana). A entrada é gratuita e para participar é necessário confirmar a presença pelo telefone (12) 3911-7090 ou pelo e-mail [email protected].
A partir do tema escolhido, Sponton apresentará os princípios fundamentais da Filosofia Epicurista (escola filosófica surgida na Grécia no final do século IV a.C.) e seus percursos, apropriações e desdobramentos através dos séculos. “Epicuro propunha, por meio de uma física eminentemente materialista, libertar o homem das mistificações e do medo da morte, permitindo-lhe conquistar prazeres puros e reais”, explica o professor.
“Ao longo dos séculos, as delícias e ensinamentos da filosofia do Jardim, como ficou conhecida, não cansaram de motivar produções discursivas, interceptando, não poucas vezes, o que se convencionou chamar de literatura ocidental. Assim, nos primórdios da era Cristã, foi exposta em versos nos seis cantos do poema “De Rerum Natura” de Tito Lucrécio Caro e, ressurgindo em meados do século XVII pelo filósofo Pierre Gassendi e das narrativas fantásticas de Cyrano de Bergerac”, completa.
Cesar Sponton é mestre em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) e doutor em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP). Além da graduação em Filosofia, Sponton é licenciado em Artes (habilitação em Música) pela Faculdade Santa Marcelina (FASM).

Parque vai funcionar diariamente das 5h às 22h

A partir do dia 16 de novembro, o Parque Vicentina Aranha, em São José dos Campos, permanecerá aberto por mais duas horas.

Atualmente, o espaço é aberto das 6h às 21h. Com a alteração os portões da área verde, uma das principais da cidade, vão ser abertos às 5h e fechados às 22h.

“A alteração de funcionamento do Vicentina Aranha é uma das medidas previstas para a otimização do espaço”, disse Ângela Torneli, diretora geral da Ajfac (Associação Joseense para o Fomento da Arte e da Cultura), gestora do parque.

Ela relatou que a decisão de ampliar o horário de funcionamento do parque resultou de pedidos feitos da população, principalmente dos frequentadores que utilizam a pista de caminhada e a academia de esportes ao livre.

Para atender a comunidade, a Afjac contratou nova empresa de segurança. A nova empresa iniciou as atividades ontem e os seguranças estão recebendo orientações sobre o parque.

De acordo com a Ajfac, pelo menos 900 pessoas frequentam diariamente o parque. Aos sábados e domingos o público chega a 2.000 pessoas.

Os jardins do Vicentina Aranha possuem uma área de cerca de 73 mil metros quadrados.

Outra proposta da Ajfac para a otimização da área será a abertura de espaços para a realização de cursos, palestras e exposições.

Ângela afirmou que a medida tem o objetivo de abrir as portas do Vicentina Aranha para atividades culturais. A Orquestra Sinfônica Municipal, por exemplo, já realiza seus ensaios no parque e tem atraído bom público, segundo a diretora da Ajfac.

“A nossa proposta é permitir, dentro do que for possível, a realização de atividades múltiplas, como pequenos encontros culturais”, disse ao jornal O Vale.

Na avaliação da diretora da Ajfac, a maior abertura do espaço para a comunidade ajuda a divulgar o parque.

“Adotamos a cultura do ‘sim’, de permitir maior utilização do espaço pela comunidade”, frisou Ângela.

Por enquanto, ainda não há planos e prazos para a execução de projetos de restauração do complexo.

A Ajfac elaborou estudo sobre a situação real das edificações com o objetivo de definir obras emergenciais nos pavilhões que estão em situação mais precária.

A entidade tenta captar recursos na iniciativa privada para a elaboração do projeto executivo de restauro.

Fonte: O Vale

Parque Vicentina Aranha Seu Passado e Seu Presente

Quem foi Dona Vicentina Aranha

Imagem de Dona Vicentina Aranha estampada numa placa de bronze.

Dona Vicentina de Queirós Aranha foi uma grande dama da sociedade paulista que viveu no século passado. Casada com o senador Olavo Egydio, lutou pela obtenção de um local para a construção de um sanatório para o tratamento de portadores de tuberculose pulmonar, doença que, na época (1924), se alastrava por todo o Brasil. Vicentina Aranha organizou uma campanha que mobilizou toda a sociedade de São Paulo. Como resultado, o governo selecionou uma vasta área e deu continuidade à campanha. Finalmente, depois de construído, com projeto do arquiteto Ramos de Azevedo e obras executadas sob a supervisão do engenheiro Augusto de Toledo, foi inaugurado, em 27 de abril de 1924, o Sanatório São José dos Campos, que posteriormente recebeu o nome de Sanatório Vicentina Aranha, o primeiro da cidade e um dos primeiros do País. Infelizmente, porém, Dona Vicentina não viveu para testemunhar a concretização do seu sonho. Uma curiosidade é que ela era avó materna do engenheiro, empresário e político Olavo Egydio de Souza Aranha Setúbal (1923 – 2008), que foi prefeito da cidade de São Paulo (1975 – 1979), ministro das relações exteriores (1985 – 1986), durante o governo do presidente José Sarney, e responsável pelo crescimento e expansão do Banco Itaú, do qual era um dos maiores acionistas e presidente do conselho.

O parque

Em 1945, com a modernização dos métodos de tratamento da tuberculose, as instalações hospitalares foram gradualmente desmobilizadas. Mesmo assim, até o final do século passado, diversos doentes ainda foram tratados ali. No dia 27 de julho de 2007, aniversário de 240 anos de São José dos Campos, foi inaugurado, no mesmo local e com a adaptação das instalações, o Parque Vicentina Aranha. Tombado como patrimônio histórico e cultural do Estado em 2001, o complexo é formado por uma área construída de mais de 11.000 m². Faz parte do complexo um bosque com mais de 43.000 m², com espécies vegetais raras e centenárias como: mogno, peroba rosa, jequitibá e jacarandá da Bahia, entre outros. Pouca gente sabe que a área original, pertencente ao sanatório, descia até as laterais das Avenidas São João e Nove de Julho, até atingir as margens do Ribeirão Vidoca, onde hoje estão localizados os bairros Jardim Apollo e Vila Ema.

Atrações

Paralelamente aos espaços para a prática de exercícios físicos, procurados diariamente por mais de mil pessoas, o parque tem uma dinâmica permanente envolvendo, sobretudo, eventos culturais. Mostras de arte e artesanato, shows de música popular, concertos de música erudita, palestras e outras manifestações estão sempre presentes no calendário de atrações do local. Uma das mais recentes é o Projeto Leitura no Bosque, uma iniciativa da Fundação Cultural Cassiano Ricardo. O projeto visa estimular o hábito da leitura – quase perdido, devido à TV e à Internet e oferece um espaço especial para crianças e adultos, além de um acervo de mais de 800 livros sobre assuntos variados. Outra atividade, dentro do mesmo modelo, é a Barganha Literária, onde é possível realizar a troca de livros, onde qualquer pessoa pode trocar os livros já lidos por outros. O projeto se desenvolve aos sábados, domingos e feriados, das 10 às 17 horas, com entrada franca.

Restauração

Muito embora seja possível utilizar a parte externa do parque, os prédios estão em fase de restauração. A associação que gerencia o projeto já arrecadou mais de 200 mil reais para essa finalidade, dinheiro doado pelos moradores e empresas de São José dos Campos, estimulados por incentivos fiscais. Embora já seja o suficiente para o início das obras, ainda é muito pouco, perto dos 40 milhões que serão necessários para a restauração total das instalações, tudo direcionado essencialmente à cultura, não apenas à cultura popular, mas a todas as vertentes culturais, artes plásticas, cinema e teatro – conforme explicou a coordenadora do projeto, a professora Ângela Tornelli.

Orquestra Sinfônica de São José

A música em harmonia com outras artes. É neste contexto que a Associação Joseense para o Fomento da Arte e da Cultura (AJFAC) e a Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR) promovem as apresentações da Orquestra Sinfônica e do Coro Sinfônico Jovem, ambos de São José dos Campos, neste domingo (28), a partir das 19h, no Parque Vicentina Aranha. A entrada é franca e aberta ao público.

Para abrir o concerto da Orquestra, será executada a obra Trittico Boticceliano, que foi inspirada em três famosos quadros do pintor renascentista Sandro Boticcelli: “O Nascimento de Vênus”, “A adoração dos Reis Magos” e “A Primavera”. Em seguida, a solista mezzo-soprano, Mere Oliveira, de Taubaté (SP), integrará a apresentação do bailado cigano “El Amor Brujo”, do compositor espanhol Manuel de Falla. Nesta obra consta a célebre Dança Ritual do Fogo, que foi exposta na abertura as Olimpíadas de Barcelona.

E, para encerrar o programa, a Orquestra apresentará trechos da trilha musical de filmes do personagem Harry Potter, compostas pelo americano Jonh Williams, que já recebeu 44 indicações ao Oscar da Academia de Cinema. “O evento promete mostrar a música interagindo com outras formas de expressão, como o cinema, a dança e as artes plásticas”, disse Marcello Stasi, regente e diretor artístico da orquestra joseense.

Para a diretora geral da AJFAC, Ângela Tornelli, as apresentações no Parque Vicentina Aranha trazem uma nova experiência musical e sensorial para a população de São José dos Campos. “É uma grande oportunidade de unir boa música, natureza e história num domingo em família”, afirma Ângela.

E quem não puder comparecer ao Parque Vicentina Aranha neste domingo, ou quiser apreciar novamente o repertório, a Orquestra Sinfônica apresentará as mesmas obras na quarta-feira (31) no Teatro Municipal, a partir das 20h.

 

Fonte: Fundação Cultural Cassiano Ricardo