Parque Tecnologica ganha reajuste de mais de 300%

Sob investigação do TCE (Tribunal de Contas do Estado), o contrato de gestão do Parque Tecnológico de São José, firmado entre a prefeitura da cidade e uma OS (Organização Social), vai ter seus repasses reajustados de R$ 3,6 milhões para R$ 12,8 milhões por ano.

O reajuste de 355,1% foi aprovado no mês passado. Nos próximos cinco anos, a Associação Parque Tecnoló-gico deverá receber R$ 64,2 milhões da prefeitura para conduzir políticas públicas de fomento à produção tecnológica junto às empresas do ramo.

Formalizado em maio de 2009, o contrato em questão recebeu pareceres negativos do TCE em investigações preliminares. Auditorias do órgão concluíram que o governo do prefeito Eduardo Cury (PSDB) feriu “princípios constitucionais da legalidade” ao escolher a associação como vencedora do processo.

“Entendemos que seria descabido qualificar uma associação que havia sido constituída em agosto de 2007, que não possuía patrimônio próprio, sede própria, vida própria e que pretendia viver por conta do contrato de gestão com o poder público”, afirmam os auditores em relatório.

O caso ainda não foi julgado pelos conselheiros do TCE, que pediram, no ano passado, explicações à prefeitura e à associação. Em 2009, o governo tucano escolheu a Associação Parque Tecnológico por meio de um processo de seleção denominado “Chamada Pública” instrumento também considerado irregular pelo TCE. Na época, o contrato foi firmado, para cinco anos, por R$ 18 milhões.

O reajuste contratual é defendido pela prefeitura e pelo parque. Novos investimentos e metas justificariam o aumento. Vereador e presidente do PT em São José, Wagner Balieiro criticou o reajuste. “Os parques devem buscar a autossustentabilidade. Aqui, vemos uma injeção de dinheiro público sem uma política para o parque se gerir”, disse.

Reconhecida como expert na concepção e instalação de parques tecnológicos, Désirée Moraes Zouain afirmou que é “muito difícil divorciar os parques da possibilidade de receber recursos públicos”. “Eles estão inseridos e são importantes ferramentas para políticas públicas regionais.” Contudo, Désirée apontou que “um projeto de parque tecnológico deve buscar, na estruturação do seu plano de negócios, a sustentabilidade econômico-financeira.”

O Vale

Sub sede de agência espacial será construída na cidade

São José dos Campos deve sediar uma espécie de sub-sede da AEB (Agência Espacial Brasileira), a fim de ampliar os projetos do setor desenvolvidos com institutos de pesquisa e empresas locais. A proposta é do novo presidente da agência, o matemático maranhense José Raimundo Braga Coelho, que falou ontem a O VALE pela primeira vez após ser oficialmente nomeado, na sexta-feira, pela presidente Dilma Rousseff (PT).

A unidade da AEB no Vale do Paraíba deve ser instalada no Parque Tecnológico de São José, entidade presidida até então por Coelho. “Essa ideia ainda vai ser formalizada. Fico muito triste em me distanciar da direção do Parque, mas o que me conforta é que vou para uma posição que farei novos relacionamentos para trazer mais coisas para o Parque”, disse Coelho.

O matemático considerou sua tarefa à frente da AEB “uma missão árdua cheia de desafios grandes”. Entre esses principais desafios está o desenvolvimento dos projetos já em curso com o orçamento do MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação), de R$ 3,7 bilhões previstos para este ano.

“São muitos projetos, muita demanda, para uma quantia limitada de recursos. Talvez este seja o maior desafio. Temos que fazer uma avaliação da viabilidade técnica de cada projeto antes de qualquer coisa. Se existisse um orçamento enorme, os desafios diminuiriam”, disse Coelho.

Ele salientou que uma alternativa estudada é ampliar os recursos provenientes de parcerias com iniciativa privada. “Essa parceria é algo muito valorizado ultimamente. Esperar que o governo propicie todo o orçamento é desmerecer que estamos no Brasil. Aqui temos muitas prioridades em muitas áreas”, disse.

VLS. O matemático ressaltou que o lançamento do VLS-1 (Veículo Lançador de Satélite) previsto para este ano pode não acontecer como o esperado. “O lançamento do (satélite) Cbers-3 é possível, pois ele não tem pendências de orçamento. Temos 100% de convicção que será lançado. Quanto aos outros programas, existem dúvidas, será um grande desafio. Trabalharemos para tirar essas dúvidas”, afirmou.

Questionado sobre a queixa da comunidade científica do esvaziamento de pesquisadores nos institutos da região, Coelho disse que é a favor de contratações temporárias para projetos. “Cada caso é um caso. Todos os institutos estão sempre considerando seu efetivo menor que o necessário. Faz parte. Temos que analisar a situação de cada instituto para identificar a necessidade de recursos humanos. Se determinado instituto não estiver cumprindo sua tarefa e o problema for recursos humanos, é uma situação.

Você não precisa necessariamente contratar profissionais para o instituto. Você pode contratar pessoas para determinado projeto e essas pessoas deixam a instituição com o término do projeto.” Nas próximas semanas, Coelho continuará no Parque finalizando projetos em andamento. Uma cerimônia na AEB será marcada para os próximos dias.

O Vale

Parque Tecnologico tem palestra com Rogério Ceni

 

Com uma carreira que dispensa apresentações, o goleiro dos 100 gols marcados e 21 anos de São Paulo mostra como empenho e paixão pelo trabalho podem gerar resultados vitoriosos. Rogério traz uma palestra sobre motivação, liderança e trabalho em equipe.

Sua palestra é muito focada em sua história de vida profissional, sempre traçando um paralelo com o mercado corporativo.

Temas:

  • Liderança
  • Perseverança
  • Superação
  • Espírito de Equipe
  • Lidar com desafio com amor á empresa/equipe

Juntamente com a forma articulada e estruturada que o Rogério coloca este assunto em pauta, faz dela uma das melhores palestras que existem no mercado, e o diferencial, é o fato de ele estar na ativa. Um dos maiores nomes do futebol mundial conta como se destaca a cada dia por sua versatilidade, liderança e espírito de equipe.

Data:
21 de Maio de 2012.

Local:
Parque Tecnológico – SJC

Endereço:
Rodovia Presidente Dutra km 137,8

Cronograma:
– 18:30 – Abertura dos portões e credenciamento;
– 19:30 – Palestra com Eugênio Ferrarezi do Instituto Ferrarezi
– 20:20 – Apresentação de Dança da Academia CBS DANCE FACTORY;
– 20:50 – Apresentação do Palestrante principal com Rogério Ceni e agradecimentos aos
patrocinadores;
– 21:00 – Palestra do Rogério Ceni;
– 22:30 – Entrega de brindes e agradecimentos aos patrocinadores;
– 22:45 – Encerramento;

– 19:30 – Palestra com Eugênio Ferrarezi do Instituto Ferrarezi: O QUE TE IMPEDE DE SER LÍDER?

Autor do livro “O cérebro – Fonte do Poder e da Sabotagem”, Eugênio Ferrarezi falará dos obstáculos entre querer e SER LÍDER. Treinador de programação mental de alta performance de Fabíola Molina, abordará de forma descontraída aspectos como falta de foco, baixa auto estima, medo e sabotagem metal que impedem a conquista de resultados pessoais nas empresas, no esporte e na família www.institutoferrarezi.com.br.

Infos:
Invictus Palestras: (12) 3018-1544  / 3018 – 3744

Valores:

Para a compra de Meia-Entrada, pode -se ajudar as ONGs Guri da Roça e Associação Bem te vi, com 1kg de alimento não perecível
Inteira e Meia:    

Área VIP (dourada):                                              R$240,00         R$120,00
Área Empresarial (vermelha):                           R$200,00         R$100,00
Área Social (preta):                                                R$160,00          R$80,00
Área Estudantes/Professores (branca):        R$80,00           R$40,00

Ponto de Vendas:

  • Doceria Marinella
  • Posto Chaparral Conveniência

 

A compra já pode ser adquirida pelo Site. Podendo pagar em até 12 vezes no cartão, então Companheiros, não tem desculpa para perder este evento Inédito na Cidade de São José dos Campos e Vale do Paraíba.

Relatório de Atividades realizadas em 2011 é entregue

A Associação Parque Tecnológico de São José dos Campos divulgou o Relatório Anual de Atividades de 2011. Entre os principais pontos publicados estão a ampliação de centros de educação, ensino superior e pesquisa tecnológica, qualificação profissional, geração de empregos, novas empresas instaladas e a evolução dos empreendimentos e projetos. A divulgação foi na sexta-feira (23).

A evolução dos empreendimentos e projetos no ambiente do Parque Tecnológico gerou a criação de 1.029 postos de trabalho diretos e indiretos. O número representa um aumento aproximado de 130% na comparação com 2010, quando haviam 450 empregados.

Os investimentos em projetos somaram R$ 1,1 bilhão, divididos entre Município, Estado, União e setor privado, sendo R$ 71,5 milhões da Prefeitura, fazendo com que cada real aplicado pelo Município fosse multiplicado por 16 em relação ao montante do valor investido em 2011.

Somente no Centro Empresarial I, 25 empresas de base tecnológica que atuam no segmento de tecnologia da informação e comunicação (TIC), instrumentação eletrônica, geoprocessamento, aeronáutica e biomédica, estão associadas e abrigadas em um espaço de 5.826 metros quadrados. E a qualificação é o diferencial dos profissionais que atuam nestas empresas e no Centro para Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista, o Cecompi. Mais de 60% possuem ensino superior, 18% com títulos de mestre e 11% com título de doutor.

Durante o exercício de 2011, o fomento para o desenvolvimento de projetos científicos e tecnológicos para fundações e agências de fomento merece destaque no levantamento. Entre os projetos elaborados, destaque especial para a produção de Resveratrol a partir de levedura da cana-de-açúcar, sensoriamento aéreo utilizando Veículos Aéreos Não-Tripulados (VANTs) em cultivo de cana-de-açúcar, Laboratório de Ensaio e Qualificação Aeroespacial de Equipamentos Eletrônicos em Radiofrequência e Laboratório de Verificação e Validação de Software Aeroespacial para Aplicações Críticas, entre outros.

Nove empresas submeteram um total de 14 projetos a instituições como a Financiadora de Estudo e Projetos (FINEP), Banco nacional de Desenvolvimento (BNDES), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e receberam cerca de R$ 1 milhão com um saldo a receber de aproximadamente R$ 11,2 milhões. Outras 14 empresas receberam investimentos diretos de terceiros e/ou investiram com recursos próprios, destinados a 22 projetos.

Por meio da interação e da parceria com instituições de Excelência no ensino público superior, o Parque Tecnológico de São José dos Campos firma-se como um dos mais ativos do Sistema Paulista de Parques Tecnológicos. São oferecidas por ano 1.639 vagas para cursos de mestrado, pós-graduação, graduação e extensão, em um complexo de ensino composto por cinco instituições públicas de ensino superior: Universidade federal de São Paulo (UNIFESP), Faculdade de Tecnologia de São José dos Campos (FATEC), Universidade Aberta do Brasil (UAB), Associação Cidade da Ciência, Tecnologia e Educação (CITE), além do fruto da parceria entre a empresa Vale Soluções em Energia (VSE) e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

Mais recentemente, foi inaugurado o Centro de Desenvolvimento de Tecnologias de Informação, Comunicação e Multimídia (CDTIC), uma parceria do Parque Tecnológico com a Ericsson. O CDTIC terá parcerias de instituições de pesquisas tecnológicas atuantes na região e encontrará no Parque Tecnológico um ambiente propício ao desenvolvimento de processos inteligentes para a gestão de ambientes urbanos o que poderá resultar em um modelo de gestão sustentável.

Prefeitura Municipal

Novo Centro de Tecnologia será inaugurado na cidade

O Parque Tecnológico São José dos Campos e a Ericsson lançaram nesta terça-feira (20) o Centro de Desenvolvimento de Tecnologias de Informação e Comunicação e Multimídia (CDTIC). O principal objetivo é desenvolver competências e soluções inovadoras nas áreas de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) e contará com a Ericsson como empresa-âncora, selecionada por meio de chamada pública.

O foco do CDTIC será no desenvolvimento de soluções de comunicação que irão ajudar a tornar realidade a Sociedade Conectada, principalmente em áreas como transporte e segurança, envolvendo a computação em nuvem, banda larga e mobilidade em suas plataformas de inovação. Hoje, para cada 10% de aumento na penetração da banda larga, há um incremento de 1% no PIB. Além disso, para cada mil novos usuários de banda larga, 80 empregos são criados.

O CDTIC pode vir a contar com a parceria de instituições de pesquisas tecnológicas como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e, eventualmente, com mais empresas.

“Esta iniciativa visa incentivar a inovação para o desenvolvimento tecnológico brasileiro. Temos investido continuamente em pesquisa e desenvolvimento no país, somando nos últimos 15 anos investimentos em torno de R$ 900 milhões”, destaca Lourenço Coelho, vice-presidente de Estratégia e Marketing da Ericsson para a América Latina e o Caribe.

“Estamos muito satisfeitos com essa parceria que nos permitirá trazer ainda mais benefícios da Sociedade Conectada para o Brasil. Prevemos que até 2020 mais de 50 bilhões de dispositivos estarão conectados em todo o mundo, sendo mais de 2 bilhões apenas no país.”

Pesquisa

Uma das atuações do Parque Tecnológico de São José dos Campos é promover a interação entre instituições de ensino e pesquisa, empresas, governos e entidades de fomento e investimento visando à inovação tecnológica. Para isso, faz parte do programa de trabalho a implantação dos Centros de Desenvolvimentos Tecnológicos. Espaços para o desenvolvimento de tecnologias específicas por meio de parceiras entre empresas-âncora, universidades e entidades de pesquisa. Atualmente, o Parque tem centros nas áreas de energia, aeronáutica, saúde e recursos hídricos e saneamento ambiental.

Ericsson

É a líder mundial no fornecimento de tecnologias e serviços de comunicação. Oferece serviços, software e infraestrutura em Tecnologias da Informação e Comunicação para operadoras de telecom e outras indústrias. Hoje, mais de 40% do tráfego móvel global passa pelas redes da Ericsson.

Atuando em 180 países, a empresa tem mais de 100 mil funcionários. Fundada em 1876, a Ericsson está sediada em Estocolmo, na Suécia. Em 2011, a empresa gerou receitas de US$ 35 bilhões (226,9 bilhões de coroas suecas). A Ericsson está listada nas bolsas de valores NASDAQ OMX (Estocolmo) e NASDAQ (Nova York).

Prefeitura Municipal

Curso de Engenharia Ambiental é implantada pela Unesp

A Unesp (Universidade Estadual Paulista) vai implantar em São José dos Campos mais um curso, de engenharia ambiental, inicialmente, com 40 vagas. A universidade já possui o campus da Faculdade de Odontologia, na avenida Francisco José Longo, implantado há mais de 50 anos.

A nova unidade da Unesp será no Parque Tecnológico em data ainda a ser definida. Ontem, o governador Geraldo Alckmin (PSDB), encaminhou projeto à Assembleia Legislativa que prevê o repasse de recursos financeiros para a Unesp criar mais 11 novos cursos de engenharia em nove municípios do interior do Estado.

O secretário de Desenvolvimento Econômico da cidade, José de Mello Corrêa, disse que a nova unidade da Unesp deverá ocupar as instalações onde funcionou a Fatec (Faculdade de Tecnologia), no núcleo do Parque Tecnológico. “Vai ser nessa área até a Unesp construir uma sede para a faculdade nas dependências do Parque Tecnológico, disse o secretário.

O diretor da Faculdade de Odontologia de São José, Carlos Augusto Pavanelli, afirmou que a definição de quando o novo curso será implantado deve ser tomada em abril. “A nossa expectativa é que ele seja incluído já para o vestibular de 2013”, afirmou. Pavanelli relatou que futuramente a Unesp pode abrir novos cursos e prevê a transferência da Faculdade de Odontologia para o novo campus.
O Vale

Proposta para criar o maior polo de pesquisa na cidade

Em meio à sua saída para a AEB (Agência Espacial Brasileira), o diretor geral do Parque Tecnológico de São José dos Campos, José Raimundo Coelho, lançou um projeto ambicioso para o futuro da instituição: criar uma ‘cidade tecnológica’ de até 200 mil pessoas dentro dos domínios do parque nos próximos 20 anos.

Para alcançar tal meta, Coelho conta com o lançamento de novos centros de pesquisa, instituições de ensino e áreas de serviço para suportar a chegada de novas empresas ao local. Atualmente, pouco mais de 2.000 pessoas atuam em 1,5 milhão de metros quadrados de área construída do Parque o terreno total é de 25 milhões de metros quadrados, às margens da rodovia Presidente Dutra.

“Quando falo de 150 mil a 200 mil pessoas no Parque, não me refiro a moradores, mas a pessoas trabalhando, estudantes e prestadores de serviço”, disse Coelho. Entre os novos empreendimentos da instituição, destaca-se o Parque das Universidades, que deverá receber nos próximos anos até sete instituições de ensino.

Educação. Além da Fatec (Faculdade Técnica) e da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), já presentes no Parque, Unesp (Universidade Estadual de São Paulo), UAB (Universidade Aberta do Brasil), Unifei (Universidade Federal de Itajubá) têm tratativas para se instalarem no local.

Segundo Coelho, depois de pronto, o Parque das Universidades terá estrutura para receber 20 mil alunos. Com investimento de R$ 100 milhões, outra aposta do Parque é o LEL (Laboratório de Estruturas Leves), fruto de uma parceria entre Embraer, ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) e o IPT (Institutos de Pesquisas Tecnológicas).

Com estrutura já pronta, o laboratório deve funcionar a todo vapor a partir do início do ano que vem no desenvolvimento de materiais compostos, estrutura base da fuselagem dos aviões.De acordo com Coelho, a Petrobras também estaria interessada no LEL.

“Aqueles tubos utilizados para retirar petróleo a 2.000 metros de profundidade têm que ser construídos de material composto, é uma peça chave. Não tem nada igual (ao LEL) no hemisfério sul”, afirmou o diretor do Parque. Para atender à demanda de novas empresas, o Parque lançou no final do ano passado o Centro Empresarial 2, com capacidade para abrigar 50 novas empresas.

As obras para a construção do prédio de 10 mil metros quadrados estão previstas para começar dentro dos próximos 45 dias. Ainda este mês, o Parque recebe o centro de TI (Tecnologia da Informação) da Ericsson, que será instalado em uma estrutura de 400 metros quadrados, fora do Centro Comercial 1. Atualmente, o Parque conta com cerca de 40 empresas de diversos segmentos.

O Vale

Centro de formação Aeroespacial será instalado na cidade

O Parque Tecnológico de São José dos Campos vai ganhar uma unidade do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) voltada para a formação de mão de obra para os setores aeroespacial e de defesa. O centro terá 5.800 vagas por ano e funcionará em uma área de 20 mil metros quadrados nas dependências do Parque.

A criação do centro teria partido de uma demanda das empresas Embraer e Helibras. Além de engenheiros, o setor aeronáutico sente a falta de projetistas e especialistas no manuseio de materiais compostos. Hoje, o presidente do Senai, Paulo Skaf firma parceria com o governo francês para a implantação da unidade no Parque Tecnológico. O evento acontece na sede da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) com a presença das empresas Thales, Dassault, Safran e EADS.

“É um convênio para transferência de tecnologia, pois a França tem uma escola aeroespacial muito boa. Professores de lá virão dar aula”, disse o diretor regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de São José, Almir Fernandes, que se encontrou ontem com Skaf.

Ele negou que a parceria represente exclusividade das empresas francesas no centro de formação do Senai. “O Senai sempre tem parceria com empresas de fora. A França é uma dessas parceiras e é lógico que acordos serão assinados com outros países onde a escola desses setores é forte”, disse Fernandes.

Implantação. A instalação da nova unidade do Senai em São José depende da aprovação do conselho administrativo do Parque Tecnológico. A expectativa é que o lançamento oficial do centro de formação aconteça, no mais tardar, no início de abril.

“É um projeto completo, que contempla um centro de desenvolvimento e instituto de pesquisa”, disse o diretor do Parque Tecnológico, José Raimundo Coelho. A real participação do governo francês no desenvolvimento do centro de formação de mão de obra será conhecida hoje, bem como o valor do investimento e os detalhes sobre a grade curricular da unidade, que tem previsão para funcionar ainda este ano.

Reforço vai auxiliar na qualificação
Para o diretor do Cecompi (Centro para a Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista), Agliberto Chagas, a unidade do Senai chega “em boa hora”. “O melhor é que os alunos irão aprender fazendo, com o ‘know-how’ dos franceses. Temos novos projetos não só no setor aeronáutico como na área de defesa, então (o centro) é fundamental”, disse.

Anúncio acontece em meio à transição
O atual diretor do Parque Tecnológico, José Raimundo Coelho, não irá participar do evento na Fiesp. Em meio à sua transferência para a presidência da AEB (Agência Espacial Brasileira), Coelho irá permanecer cumprindo sua agenda em São José. A presença de seu substituto na direção geral do Parque, Horácio Forjaz, também não foi confirmada.

O Vale

Parque Tecnologico tem novo diretor na cidade

O ex-vice-presidente da Embraer Horácio Forjaz é o substituto do matemático José Raimundo Coelho na direção do Parque Tecnológico de São José dos Campos. Forjaz já foi nomeado diretor técnico do Parque na última sexta-feira e será anunciado diretor geral quando a transferência de Coelho para a presidência da AEB (Agência Espacial Brasileira) for concretizada, o que pode acontecer ainda nesta semana.

Coelho aguarda a sua nomeação no Diário Oficial da União. Até lá, evita falar com a imprensa sobre seu novo cargo em Brasília. Ontem, o atual diretor do Parque esteve no Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de São José como convidado de um evento voltado aos empresários.

Falando em tom de despedida, Coelho apresentou as ações implantadas no Parque Tecnológico para os próximos anos como o Centro de TI (Tecnologia da Informação) da Ericsson e o Parque das Universidades, que prevê a instalação de oito entidades de ensino em uma área de 400 mil metros quadrados.

“A AEB precisa de uma equipe e vou para fazer parte dela”, disse Coelho aos empresários. Entre as universidades a se instalarem no Parque estão a Unifesp, Unesp, Unifei e o Instituto de Educação da Bovespa. O anúncio de Horácio Forjaz como substituto de José Raimundo Coelho foi feito pelo secretário de

Desenvolvimento Econômico da São José, José de Mello Corrêa. “Horácio Forjaz carrega a experiência de uma Embraer. Gostaria de agradecer ao Coelho, que ele tenha todo sucesso em Brasília e que não se esqueça de nós”, disse Mello.

Horácio Forjaz é engenheiro eletrônico formado pelo ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica). Ingressou na Embraer em 1974 como estagiário na área de engenharia de sistemas, onde formou o quadro de engenheiros da empresa um ano depois. Em 1980, obteve título de mestre em computação aplicada no Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Em 1991, assumiu o cargo de diretor de engenharia da Embraer, que ocupou até agosto de 1998. Depois, foi vice-presidente executivo de administração e comunicação da Embraer, cargo que ocupou até se aposentar, no início do ano passado. Atualmente, integra o conselho da Sociedade de Engenheiros da Mobilidade do Brasil.

 O Vale

Apartir de março, cidade ganhará novo Parque Tecnologico

A Universidade Federal de Itajubá (Unifei) inicia no mês que vem suas atividades no Parque Tecnológico de São José dos Campos com a ambiciosa meta de implantar um campus avançado no município. Inicialmente, a universidade irá oferecer um curso de especialização em manutenção aeronáutica, que se estende até outubro de 2013.

As aulas serão aos sábados e a grade é composta por 12 disciplinas, perfazendo um total de 510 horas-aula, acrescidos de um mês para elaboração e defesa de um trabalho final. O curso é aberto a profissionais de nível superior formados em qualquer área de engenharia ou tecnologia e que possuam interesse em atuar, ou que já atuem, na área de engenharia de manutenção de aeronaves.

Serão disponibilizadas no mínimo 25 e no máximo 40 vagas. O curso é pago, mas os valores não foram divulgados pela instituição.

Mais informações podem ser obtidas no site da Unifei (www.unifei.edu.br).

As tratativas para a chegada da Unifei a São José começaram há mais de um ano. “A ampliação da oferta de cursos de nível superior e técnico de instituições públicas integra a meta de criar um polo de ensino e pesquisa de excelência no Parque Tecnológico”, afirmou o diretor do parque, José Raimundo Coelho.

O reitor da Unifei, Renato de Aquino Faria Nunes, afirmou que a decisão de implantar uma unidade no Parque Tecnológico de São José integra o plano da instituição de se aproximar da região. “O Parque Tecnológico é um projeto formidável e não deixa de ser uma ameaça ao parque tecnológico que criamos em Itajubá”, declarou.

Segundo ele, a intenção da Unifei era criar um campus avançado em São José, a exemplo do que possui na cidade mineira de Itabira. No entanto, como o Ministério da Educação editou normas que proíbe instituições federais de se expandir fora do Estado de origem, o projeto da Unifei teve que ser, temporariamente, revisto.

Enquanto essa norma for mantida, a universidade irá desenvolver projetos paralelos na região. “Vamos instalar um escritório de representação no parque e temos planos para crescer”, afirmou o reitor. Ele citou, como exemplo, tratativas para o oferecimento de um curso de graduação à distância na área de controle e automação.

Também no plano da Unifei está o estabelecimento de parcerias com empresas da região do segmento de TI (Tecnologia da Informação) e inovação tecnológica para o desenvolvimento de pesquisas e preparação de mãode obra. “Percebemos que São José precisa de densidade de pessoal na área de ciência e tecnologia, e a nossa proposta é atuar nesse campo”, disse o reitor da instituição.

Nos planos da universidade também está a formatação de projetos voltados para empreendedorismo, em parceria com a Fatec (Faculdade de Tecnologia), que já possui uma unidade no parque. A Unifei é a terceira instituição pública de ensino superior a se instalar no Parque Tecnológico de São José. O complexo já abriga uma unidade da Fatec (Faculdade de Tecnologia) e sediará o futuro campus da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Instalada em março de 2006, a Fatec funciona em prédio próprio no Parque. É resultado de uma parceria entre a Prefeitura de São José e o governo do Estado. A Fatec oferece os cursos gratuitos de graduação em análise de sistemas, automação aeronáutica, banco de dados, estruturas leves, logística, manufatura aeronáutica e manutenção de aeronaves.

A Unifesp vai investir R$ 62,5 milhões na construção de um novo campus no Parque Tecnológico. A previsão é que a unidade seja inaugurada até junho de 2013. O campus terá dois prédios, somando 20 mil metros quadrados de área. A Unifesp funciona em São José desde 2007 na avenida Jorge Zarur, onde hoje oferece três cursos: ciência da computação, matemática computacional e ciência e tecnologia.

O Vale