Setor da saúde é o que mais indica problemas na cidade

A Saúde é o principal problema de São José dos Campos e de Taubaté, revela a pesquisa O VALE/Mind. Os dados mostram que 22,8% dos entrevistados em São José dos Campos e o mesmo índice dos consultados em Taubaté apontaram o setor como o mais problemático.

Na estratificação do levantamento, considerando a idade, 27% dos entrevistados em São José na faixa etária de 45 a 59 anos, o maior índice, apontaram a saúde como o maior problema da cidade. Se considerada a faixa de renda familiar, os que ganham de 3 a 5 salários mínimos, 26%, são os que consideram a saúde o maior problema.

Considerada a zona geográfica, 26,7% dos consultados que moram na região sudeste disseram que a saúde é o grande problema de São José. Em Taubaté, 25% dos entrevistados com 60 anos ou mais apontaram o setor como o mais problemático na cidade.

Se considerada a renda familiar, o maior índice de crítica à saude, 24%, está entre os consultados com renda até 3 salários mínimos. Considerando a zona geográfica, 33,3% dos consultados que moram na região formada pelo Jardim Mesquita, Vila dos Comerciários, Esplanada Santa Terezinha e bairros adjacentes apontaram a saúde como o maior problema.

Em São José, a pesquisa foi realizada nos dias 30 e 31 de janeiro. Em Taubaté, nos dias 26 e 27 de janeiro. Foram ouvidas 600 pessoas em cada cidade e a margem de erro do levantamento é de 4 pontos percentuais para mais ou para menos.

O secretário de Saúde de Taubaté, Pedro Henrique Silveira, afirmou que, “apesar dos avanços ocorridos no setor nos últimos anos, a demanda está muito além da capacidade oferecida pela rede municipal de saúde”. “Reconhecemos que ainda falta muito, que há problemas pontuais, mas é preciso ressaltar que Taubaté também é referência para outras cidades”.

“Temos 1.380 funcionários. Não é suficiente, mas temos limitações”, declarou. Em São José dos Campos, o secretário municipal de Saúde, Danilo Stanzani, afirmou que a avaliação da saúde é um “sentimento individualizado”. “Tem muita gente que critica a saúde sem nunca ter usado”.

Para o secretário, a expectativa da população sempre é de melhoria. “As necessidades da saúde são contínuas e devem melhorar sempre. Desenvolvemos ações que muitas vezes não são percebidas pela população”, declarou. Para o presidente da APM (Associação Paulista de Medicina) em São José, Sérgio Passos Ramos, a rede de saúde do município é bem estruturada e atende toda a cidade, mas existem problemas pontuais.

“Um gargalo é a falta de médicos. Isso ocorre pelo baixo salário inicial oferecido”, afirmou Ramos. A violência aparece na pesquisa como o segundo maior problema nas duas principais cidades da região. Ela foi citada por 16,5% dos entrevistados em São José e para 13,3% dos consultados em Taubaté.

O Vale