Venda de Material Escolar, é espera positiva de Comerciantes

Pesquisa feita pela Associação Comercial de São José dos Campos identificou que 67% dos comerciantes acreditam que as vendas de materiais escolares neste ano serão melhores ou iguais ao mesmo período do ano passado.

De acordo com o levantamento, os materiais mais procurados são os básicos, com 67% da preferência. Em seguida estão os materiais com personagens infantis procurados por 17% do público até agora. Para 67% dos pais que visitaram as papelarias de São José, o material escolar deve custar entre R$ 51 e R$ 100 por criança. Já 25% dos pais esperam gastar mais de R$ 101 e apenas 8% gastará até R$ 50.

A orientação do presidente da Associação Comercial é para que os pais tenham calma e estejam atentos na hora de comprar o material. “Os responsáveis precisam estar atentos ao que vão comprar, comparar a lista deste ano com a do ano passado e pesquisar os preços. Já os comerciantes devem aproveitar a época para realizar promoções e facilitar os pagamentos”, disse o presidente da Associação.

Personagens como os da novela Carrosel, Monster High, Os Simpsons, Batman, Vingadores e Barbie são os campeões de vendas entre os materiais temáticos até agora.

Publicado em: 11/02/2013

São José dos Campos, a cidade do robô

Daqui a algumas décadas, um vereador (se ainda houver o cargo) irá propor a troca do nome da cidade para São José dos Robôs. A justificativa: deixar o passado dos campos e saudar o futuro da automação. E nem é preciso esperar muito. As máquinas que funcionam quase sem a interferência humana já fazem parte da rotina da cidade.

Em escolas de São José, crianças aprendem noções de robótica a partir dos 6 anos, montando kits com brinquedos Lego. Os blocos se unem a motores para deleite dos pequenos. “A educação eficaz é aquela que consegue despertar em cada um a vontade de conhecer sempre mais, almejando um desenvolvimento integrado, constante e transformador”, disse Célia Terlizzi, diretora pedagógica do colégio Mater Dei.

Na escola, crianças de 10 a 13 anos ganham kits para montar robôs e usam o computador para programar o movimento das máquinas. As atividades são combinadas com disciplinas como matemática, ciências, artes e história a partir de aulas contextualizadas, aulas práticas e torneios. “O projeto Lego Education-Robótica ajuda no trabalho com competências e habilidades necessárias ao mundo de hoje: flexibilidade, trabalho em equipe, autonomia, postura empreendedora, responsabilidade e capacidade para resolver problemas”, afirmou Célia.

Nascido em São José, o astrofísico Nilton Rennó, pesquisador da Nasa (agência espacial dos EUA), é fã em especial de um robô chamado ‘Curiosity’ (curiosidade, em inglês). Lançado ao espaço em novembro de 2011, a máquina pousou no solo de Marte em 6 de agosto do ano passado.

“Foi como comemorar um gol numa final de Copa do Mundo, vencendo nos pênaltis”, disse Rennó. Sem robôs, lembrou o astrofísico, não haveria pesquisa no espaço. “As máquinas nos permitem explorações à distância e, no futuro, planejar uma visita tripulada à Marte.”

Os robôs não saem da cabeça de um grupo de jovens estudantes da Etep (Escola Técnica Professor Everardo Passos), de São José. Desde o começo do ano, eles se debruçam sobre o desafio de montar uma máquina capaz de coletar discos no chão e arremessá-los em ‘gols’ de alturas variáveis, durante 2 minutos, além de escalar uma espécie de pirâmide.

Trata-se do maior torneio de robótica do mundo, o First, que reúne 5.000 equipes do planeta se enfrentando em regionais nos Estados Unidos. Campeã em 2007 e no ano passado, a Etep Team 1382 viaja aos EUA em março para sua décima participação no torneio. A motivação: mostrar as soluções às outras equipes, trocar experiências e vencer.

“Lá fora, representamos o Brasil. O pessoal já nos conhece e vamos para a disputa”, disse a estudante Camila Aranha, 17 anos. Ela e outros 30 estudantes da Etep, com a ajuda de 20 monitores, estão na fase final da construção do robô. Um presente para o futuro.  O setor industrial é um dos segmentos que mais se apropriou da tecnologia dos robôs.

Eles estão nas montadoras de carros, na indústria aeroespacial e no setor metalúrgico em geral. Cortam, perfuram, montam, soldam e fazem ajustes finos com precisão absoluta e repetitiva. Em São José dos Campos, a Sobraer usa dois robôs para furar peças que serão usadas em estruturas de aeronaves.

A empresa começou a usar robôs em 2009. São dois braços robóticos que trabalham de forma colaborativa. Segundo o gerente de Processo da empresa, Luis Faria, os robôs são capazes de fazer um furo na peça cinco vezes mais rápido do que um operador humano. “A automação é fundamental no setor industrial. Os robôs vieram para ficar. Com eles, além da precisão, eliminamos a condição de fadiga inerente ao operador humano”, afirmou Faria.

O Vale

Publicado em: 11/02/2013

Gasto individual é escondido pela Câmara da cidade

Apesar do discurso de transparência, a nova mesa diretora da Câmara de São José descarta a possibilidade de divulgar os gastos por gabinete dos vereadores, assim como já fazem a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa. A prestação de contas individualizada também já é adotada por outras Câmaras, como Jacareí, mas os vereadores de São José alegam que existe recomendação do TCE (Tribunal de Contas do Estado) para que não haja individualização dos gastos e a criação de cotas para os gabinetes.

Apesar de camuflar os números, a mesa diretora da Câmara mantém a prática de cotas informais de combustível, papel e telefonia por gabinete. Na prática, o eleitor hoje consegue ter, por meio do Portal de Transparência, apenas uma visão global de quanto a Câmara gasta. A divulgação dos gastos por gabinete é um dos itens cobrados por lideranças que acompanham o trabalho da Câmara para dar mais transparência à atuação dos vereadores.

Grupos como o GAGM (Grupo de Acompanhamento do Governo Municipal), ligado à Igreja Católica, voltaram a acompanhar os trabalhos do Legislativo nesse ano por meio das sessões e de encontros sobre o orçamento e finanças públicas. “É importante estar atento ao orçamento e a forma como ele vem sendo utilizado, sempre aparecerem surpresas”, disse um dos membros do GAGM, Juan Fernandez, 64 anos.

Especialistas em administração pública também defendem que o serviço público seja regido pelo princípio da publicidade e da moralidade. Para o sociólogo político Alacir Arruda, por se tratar de um gasto público, o mínimo que o político deve fazer é prestar suas contas de forma integral.

A presidente da Câmara de São José, Amélia Naomi (PT), afirmou que a Casa já trabalha na remodelação de seu portal na internet, que terá mais destaque para o setor de transparência. “Tomamos como referência o portal da Câmara de São Paulo. Todos os contratos, licitações e pregões estarão na internet. Todos as compras da Casa serão abertas”, disse a vereadora.

Segundo ela, também não há problemas em abrir os padrões salariais dos funcionários da Casa e os gastos gerais mensais com combustível, papel e telefone. Porém, a abertura dos gastos individualizados está descartada. “Eu não posso estabelecer cotas para os gabinetes. Mas todas as solicitações de material por gabinete são registradas por ofício. A Casa tem um gasto geral, mas não individualizado por vereador.”

A mesa diretora aposta na criação da TV Câmara para ampliar a transparência da Casa. Licitações e pregões poderão ser acompanhados pelo site da Casa. Outra meta é disponibilizar em tempo real, por meio do site e futuramente da TV, as sessões de Câmara e reuniões das comissões. Parcerias com entidades como OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Defensoria Pública, Ministério Público Federal e Justiça do Trabalho estão sendo firmadas para reforçar a grade de programação da TV que deve ser implantada a partir do segundo semestre.

A transparência dos gastos de gabinete virou um jogo de empurra-empurra entre os parlamentares de São José. A maior parte defende abertamente a publicidade dos gastos de gabinete, entretanto afirma que a decisão deve partir da Mesa Diretora. “A mesa ainda não conversou sobre isso. Acho que tem que ter transparência e colocar os gastos porque a gente trabalha em cima do Tribunal de Contas, mas precisamos saber o que é permitido. Salário do servidor, por exemplo, acho complicado”, disse o vereador Rogério Cyborg (PV).

O vereador Walter Hayashi (PSB) disse que a questão da transparência é uma tendência no poder público. “Está cada vez mais forte a questão da transparência, mas é preciso também mostrar o trabalho do vereador, até porque a abertura dos gastos pode desgastar a imagem. Sou a favor. Acho que vai levar o gabinete a policiar mais os gastos, mas sei que nos primeiros momentos será complicado, o eleitor vai fazer as contas e cobrar”, disse Hayashi. O vereador Robertinho da Padaria (PPS) também não vê problemas em abrir os gastos de seu gabinete. “Não vejo problema nenhum em publicar gastos porque não tenho nada a esconder”, disse.

O Vale

Publicado em: 11/02/2013

Camelódromo acumula problemas na cidade

Solução encontrada pelo governo do ex-prefeito Eduardo Cury (PSDB) para a remoção dos ambulantes das ruas e praças do centro de São José dos Campos, o projeto dos camelódromos fracassou e se transformou em dor de cabeça para o governo do prefeito Carlinhos Almeida (PT).

Em funcionamento há quase dez meses, os Centros de Compra Popular, nome oficial dos camelódromos, da praça João Mendes (Sapo) e da Rodoviária Velha (atual terminal central de ônibus urbano) acumulam problemas.

O camelódromo da praça João Mendes é o que apresenta situação mais crítica. O espaço praticamente faliu e os ambulantes transferidos para o local estão em situação de desespero. Dos 42 boxes, mais de 20 estão fechados. Alguns camelôs já abandonaram o local, que vive às moscas.

“Esse camelódromo simplesmente não funciona, é um fracasso. O espaço é apertado, mal iluminado, abafado, escondido e não atrai público”, disse Joelson Vieira, um dos informais que trabalham no local. Ele relatou que muitos ambulantes já desistiram e os que permanecem estão insatisfeitos.

O VALE apurou que muitos camelôs querem mesmo é voltar para as ruas e já sugeriram ocupar uma das laterais da praça João Mendes ou outra área nas imediações do Mercado Municipal. “Aqui não dá mais para ficar. Não conseguimos vender nem para pagar as contas”, disse um ambulante que não se identificou.

Até mesmo a ACI (Associação Comercial e Industrial) avalia que o local é inadequado. “Realmente, aquele espaço não oferece condições para os ambulantes”, afirmou o presidente da entidade, Felipe Cury
O camelódromo da Rodoviária Velha, que abriga cerca de 90 ambulantes, oferece melhores condições, mas também enfrenta problemas.

O camelódromo do Terminal Central de ônibus urbano (Rodoviária Velha) apresenta melhores condições, mas, mesmo assim, há problemas sérios, apontam comerciantes e ambulantes do local. O camelódromo abriga cerca de 90 ambulantes, além de pontos comerciais, que funcionam há mais de 30 anos.

Uma das principais queixas dos informais é o banheiro, que exala mau cheiro e está próximo dos boxes de alimentação. “O banheiro é um problema sério, ninguém aguenta o cheiro ruim”, disse o camelô José Holanda Bessa, o Dedé. Ele não se queixa das vendas. “A gente consegue garantir o suficiente para pagar as contas”, afirmou. “A nossa situação é bem melhor do que a do pessoal da praça João Mendes, que está passando dificuldades”, disse.

Estabelecido no terminal há 33 anos, o comerciante Charbel Nicolas relatou que o local ganhou mais movimento com os camelôs. “Foi importante eles virem para cá, porque ajudou a melhorar o movimento”, avalia o comerciante.

Charbel, no entanto, aponta problemas no terminal. “Além do banheiro, a iluminação é precária, as câmeras do sistema de segurança não funcionam e é preciso mudar o piso”, disse. O comerciante também disse que é necessário a volta da Guarda Municipal, de um administrador para o terminal e da volta de linhas de ônibus como do Jardim Colonial e de bairros da região norte.

No sábado passado, o presidente da Urbam (Urbanizadora Municipal), responsável pelo terminal, Luiz Lima, visitou o local e conversou com ambulantes e comerciantes. Ele disse que mudanças no local dependem de conversações com outras esferas do governo municipal.

O Vale

Publicado em: 11/02/2013

Hoje tarifa de ônibus fica mais cara para moradores da cidade

Superlotação nos horários de pico, linhas e horários insuficientes nos bairros da periferia e um sistema de integração que restringe a circulação dos usuários de ônibus. Esta é a realidade do transporte coletivo urbano em São José dos Campos, que passa a operar a partir desta segunda-feira com uma tarifa de R$ 3,30.

O reajuste de 17,86%, autorizado pela prefeitura no último dia 2, coloca em evidência, novamente, as falhas do sistema e as dificuldades do Poder Público de oferecer um transporte de qualidade à população. O VALE acompanhou na última semana o dia-a-dia de passageiros que dependem das linhas mais prejudicadas pela superlotação e escassez de ônibus no horários de pico.

Diante das falhas dos sistema, algumas pessoas levam até duas horas no trajeto entre a casa e o trabalho ou a escola. Muitos terão de rever os gastos no orçamento com o aumento de custo da passagem. O VALE percorreu de ônibus duas das linhas com mais reclamações dos usuários: Novo Horizonte (leste) e Jardim Colonial (sul). Os coletivos que fazem o trajeto costumam trafegar superlotados nos fins de tarde e começo de noite quando muita gente sai do trabalho enquanto outros vão à escola.

“Já vi pessoas sentadas na escada perto da porta do ônibus porque não tinha lugar nem pra ficar em pé”, disse o garçom Felipe Rúbio, 18 anos. Rúbio mora no Novo Horizonte e trabalha na região central. Segundo ele, é no horário de pico que a situação fica crítica. “Tem dias que o ônibus passa tão lotado quem dá pra entrar, tem de esperar o próximo”, afirmou.

Usuário diário da linha Centro-Colonial, o operador de supermercado Naassom Francisco de Souza, 22 anos, já espera um salário menor a partir do próximo mês. “A empresa paga o cartão, mas acho que agora o desconto vai ser maior.” O VALE acompanhou Souza em sua volta para casa segundo ele, quase sempre sofrida. “O ônibus está sempre lotado, hoje até que está um pouco melhor. Tô até estranhando.”

O custo-benefício do transporte coletivo é a maior queixa dos usuários. Para eles, pagar R$ 0,50 a mais não compensa o desconforto diário. “Esse aumento é um absurdo e a qualidade do serviço é ruim. Estou grávida e quase sempre fico em pé no ônibus”, disse a auxiliar administrativo Elisângela da Silva, 27 anos.

O universitário Wellington Felipe, 21 anos, diz que não tem o benefício da meia passagem de estudante porque é pesquisador. “O aumento vai impactar bastante o orçamento. Além disso, onde moro, no Jardim Oriente (sul), os ônibus levam uma hora para passar.”

A prefeitura promete melhorias futuras no sistema, como: Bilhete Único (que permite ao usuário ir a qualquer ponto da cidade usando quantos ônibus quiser no período de 2h); abertura de licitação, em maio, para construção do embarque de passageiros nos corredores de ônibus; inclusão de nove ônibus articulados, até maio, e substituição, ainda em fevereiro, de 40 ônibus da frota atual por coletivos novos.

O Vale

Publicado em: 11/02/2013

Com obras escolas deixam alunos sem aulas na cidade

No dia da volta às aulas da rede municipal de ensino de São José, os mais de 1.100 alunos do ensino fundamental da Palmyra Sant’anna, na Vila Industrial (zona leste), tiveram de voltar para casa ontem. A escola passa por reformas e a prefeitura não conseguiu adequar as salas de aula para receber os estudantes, que também ficarão sem aulas hoje. Para eles, o ano letivo só começará na próxima quarta-feira, após o Carnaval.

Das 116 unidades de ensino fundamental e infantil da rede, 22 estão em obras 12 de ensino fundamental, 7 de educação infantil e 3 creches. Destas, 15 escolas estarão prontas neste semestre. As demais serão entregues até o fim do ano.

A Secretaria de Educação culpa a antiga gestão do PSDB pelo cronograma das obras. A assessoria, porém, garantiu a O VALE no último domingo que as reformas não iriam atrapalhar a retomada das aulas. A escola Palmyra Sant’anna terá todas as suas 12 salas de aula reformadas. As obras, orçadas em R$ 6,4 milhões, incluem reforma, ampliação e adequação. O local atende 1.156 alunos, nos períodos diurno e noturno.

Ontem, os alunos foram pegos de surpresa com o adiamento das aulas. “Minha filha queria ir à escola encontrar as coleguinhas. O ideal seria ter feito a reforma nas férias”, disse Angela Maria de Carvalho, 48 anos, mãe de uma aluna de 10 anos, da 5ª série.

O secretário de Educação, Célio Chaves, culpou o governo Eduardo Cury (PSDB) pela situação. “A administração passada foi irresponsável de fazer uma reforma com alunos dentro. Essa era uma prática que eles tinham, que é equivocada e que vamos mudar.” Seis salas de aula improvisadas não ficaram prontas a tempo. Na próxima semana, elas irão receber os alunos, enquanto as originais são reformadas.

Chaves, disse que tentou, sem sucesso, a transferência dos alunos para outras unidades uma estadual (que não tinha vagas) e outra municipal (com falta de salas de aula). A reforma na escola da Vila Industrial é executada por uma empresa terceirizada, segundo a prefeitura.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 08/02/2013

Campanha contra Dengue neste carnaval na cidade

Os agentes de combate à dengue do Centro de Controle de Zoonozes (CCZ) irão trabalhar todos os dias do feriado de Carnaval, das 8h às 14h. Além de visitar as casas, os agentes farão a nebulização nos bairros com casos confirmados da dengue.

Segundo a gerente do CCZ, Nair Midori Toyoki, a nebulização é feita para exterminar o mosquito transmissor da dengue. Já as visitas nas casas têm o objetivo de eliminar os criadouros do Aedes aegypti complementado pela aplicação de larvicida nos recipientes não removíveis que podem acumular água.

De acordo com a programação do CCZ, a nebulização e as visitas durante o Carnaval ocorrerão em bairros de todas as regiões da cidade. A grande dificuldade da operação é que muitos moradores não autorizam a entrada dos agentes em suas casas, o que impede o trabalho e compromete a eficácia da ação. Os agentes estarão uniformizados e devidamente identificados.

É preciso que a população esteja consciente da importância dessa ação para o controle da doença na cidade. O trabalho é constante e ininterrupto, mas é necessária a colaboração de todos.

Casos

Até o dia 1º de fevereiro foram registrados na cidade 36 casos da doença, 17 deles contraídos no município (autóctones). Um número alto se comparado com o mesmo período do ano anterior, quando foi registrado apenas um caso contraído no município.

Deste total, 18 casos registrados são de moradores do Centro (13 autóctones e 5 importados) e 10 estão na região sul da cidade (4 autóctones e 6 importados). Para evitar novos casos, a Prefeitura de São José dos Campos orienta a população para que continue alerta e atenta às medidas de prevenção da dengue, mesmo durante o Carnaval.

Para isso, a orientação é que, antes de arrumar as malas e viajar para curtir o feriado, a população tome alguns cuidados simples, mas fundamentais no combate à doença:

Entre as dicas estão:

  • Encher de areia os pratinhos de plantas;
  • Evitar plantas aquáticas;
  • Não acumular entulho e lixo;
  • Manter a piscina sempre tratada com cloro;
  • Retirar a água acumulada das lajes e calhas;
  • Manter a lixeira sempre fechada;
  • Guardar pneus em lugares cobertos;
  • Guardar garrafas e baldes sempre virados para baixo;
  • Lavar pelo menos duas vezes por semana, com água e sabão, os vasilhames onde é servida água para animais domésticos;
  • Manter bem tampados caixas e reservatórios de água;
  • Manter a tampa do vaso sanitário abaixada;
  • Se a caixa de descarga não tiver tampa, é necessário fechar com plástico e fita adesiva. Ao sair de casa, feche a tampa dos ralos internos ou cubra-os com tapetes ou objetos;
  • Substituir a bromélia por outro tipo de planta que não acumule água.

Sintomas

Os sintomas da doença aparecem de 3 a 15 dias após a picada do mosquito Aedes aegypti. Entre eles estão: dor muscular e nas juntas; dor de cabeça e no fundo dos olhos; febre alta de início repentino; manchas vermelhas no corpo; falta de apetite; desânimo; às vezes, ocorre sangramento de gengiva e nariz. Se você tiver dois ou mais desses sintomas, é recomendável procurar um médico.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 08/02/2013

Obras da marginal da GM é retomada pela Prefeitura

A Prefeitura de São José dos Campos retomou nesta quinta-feira (7) a obra da marginal da GM, que foi abandonada no dia 19 de dezembro pela empresa vencedora da licitação. A Secretaria de Transportes iniciou o trâmite previsto no edital, para a rescisão do contrato e convocação das empresas participantes da concorrência. “Desde o primeiro dia de gestão, o prefeito solicitou à Secretaria de Transportes prioridade máxima para reiniciar e finalizar a obra”, disse o secretário de Transportes.

Após a negativa de todas as empresas envolvidas, foi definida a contratação da Urbanizadora Municipal (Urbam) em caráter urgente para a realização da obra. Uma equipe técnica da Secretaria de Transportes montou uma força tarefa para agilizar o processo previsto em edital.

Essa equipe conversou com cada uma das 14 empresas envolvidas na licitação e somente depois da negativa de todas em continuar a obra, pelo valor previsto no edital, é que a Urbam foi convocada em caráter de urgência. Funcionários da Urbam já estão no local fazendo a sinalização e o reconhecimento dos trabalhos. O prazo para a conclusão da obra é de 45 dias.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 08/02/2013

Consulta no SPC podera ser feita pela internet agora

Consumidores de São José dos Campos e região já podem consultar, pela internet –e  de graça, suas dívidas no Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). A consulta começou a ser oferecida pela empresa Boa Vista, que administra o serviço do SCPC. Para consultar os débitos no site o consumidor deve primeiro fazer um cadastro no site: https://www2.boavistaservicos.com.br/consumidorpositivo/consulta-de-debito.php

Depois de fornecer dados pessoais, o consumidor receberá um torpedo no celular com um número e um código no email. Em seguida, o consumidor poderá fazer a consulta no site. A iniciativa deve facilitar a vida de milhares de contribuintes que estão inadimplentes em São José dos Campos, de acordo com o Sincomércio (Sindicato do Comércio Varejista).

Somente no comércio da cidade 123.736 pessoas devem R$ 63.905.147. O número de devedores representa 20% da população da cidade. Depois de consultar os débitos, o consumidor poderá negociar a dívida. Em São José a negociação pode ser feita no Sincomércio, que fica na Avenida 9 de Julho, nº 211, na Vila Adyanna.

Publicado em: 08/02/2013

Funcionários da Avibras ameaçam greve na cidade

Com salários atrasados, cerca de 400 funcionários da Avibras, unidade da avenida Cassiano Ricardo, na zona oeste de São José dos Campos, ameaçam cruzar os braços a partir de hoje. Ontem, os operários aprovaram estado de greve durante assembleia realizada no portão da fábrica. O número representa 35% dos 1.200 trabalhadores que integram a empresa com unidades em São José e Jacareí.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, o salário deveria ter sido pago dia 30 de janeiro. A categoria também reivindica o pagamento das multas do atraso salarial desde 2011. “Não podemos permitir que uma empresa que está fechando negócios com a Indonésia e recebendo recursos do governo federal atrase os salários de pais de família, de trabalhadores”, disse Elias Osses, diretor do sindicato.

Ainda de acordo com o sindicato, a dívida referente ao mês de janeiro chegaria a R$ 3 milhões, já que cada metalúrgico recebe cerca de R$ 2.500 mensal. Caso o dinheiro não seja depositado hoje, os trabalhadores entrarão em greve por tempo indeterminado.

“É absurdo e inexplicável. Entra e sai mês e sempre ocorrem atrasos. Queremos conversar com a diretoria da fábrica. Assim não dá”, afirmou ele. Na unidade da Cassiano Ricardo fábrica quatro são feitas as montagens de viaturas e integração eletrônica e, atualmente, os funcionários trabalham na produção de quatro veículos para o Exército Brasileiro.

O problema com atraso no pagamento se arrasta desde 2011 quando a empresa ameaçou fechar as portas. O último atraso dos salários ocorreu em dezembro do ano passado. Na ocasião, 400 operários também cruzaram os braços. No dia seguinte à paralisação, a empresa fez o depósito, acabando com a greve.

Em agosto de 2011, a presidente Dilma Rousseff (PT) autorizou o pagamento de recursos na ordem de R$ 209 milhões para a Avibras R$ 45 milhões naquele mês e mais R$ 164 milhões em outubro do mesmo ano. O dinheiro faz parte do pacote de socorro à fabricante de materiais bélicos por meio do programa Astros 2020, orçado em R$ 1,2 bilhão e tido como a ‘salvação’ da Avibras, que em janeiro de 2011 havia dispensado 170 funcionários por falta de encomenda no setor militar. O programa irá equipar o Exército Brasileiro. Segundo a empresa, o equipamento é uma evolução do conjunto lançador de foguetes livres Astros 2, o maior sucesso de vendas da empresa.

Procurada ontem pelo O VALE, a Avibras não retornou às ligações para comentar o atraso do pagamento dos funcionários. Até as 19h30 de ontem, não havia sido fechado acordo entre a Avibras e a direção do sindicato. Na última terça-feira, a Avibras comprou parte das ações e entrou no capital social da Harpia Sistemas, empresa da qual fazem parte a Embraer Defesa e Segurança e sua associada AEL Sistemas, subsidiária da Israelense Elbit Systems. A participação da Avibras será no desenvolvimento do mercado de aeronaves não tripuladas, os ‘vants’, como o Falcão.

A Avibras Aeroespacial fechou em novembro de 2012 contrato de US$ 350 milhões para vender 36 plataformas de lançamentos múltiplos de mísseis Astros 2 para a Indonésia. Trata-se do segundo grande contrato que a empresa fecha com compradores no exterior desde 2008, quando firmou uma venda de 18 sistemas Astros para a Malásia, por R$ 500 milhões.

O Vale

Publicado em: 08/02/2013