Em meio a eleição, Educação abre portas para Guerra

Representantes do governo Eduardo Cury (PSDB) atacaram ontem as propostas apresentadas pelo prefeiturável Carlinhos Almeida (PT) para a área de educação, acirrando ainda mais a disputa pelo governo de São José dos Campos. Carlinhos prometeu no horário eleitoral na TV municipalizar todas as escolas estaduais de ensino fundamental, ampliar as escolas de ensino integral e disponibilizar um tablet para cada estudante do ensino fundamental hoje, são 38 mil.

O Estado possui 66 mil alunos, dos quais cerca de 50 mil poderão migrar para rede municipal, dobrando o número de alunos atendidos. O petista prometeu incluir 9.100 alunos do 1º ao 5º anos de 22 escolas estaduais. Para isto, quer usar repasses do Fundeb, que hoje são de cerca de R$ 2.900 por aluno ao ano. Nos dois governos Cury, foram municipalizadas dez escolas estaduais.

“Ele Carlinhos pode municipalizar todas as escolas, mas a qualidade do ensino vai para o ralo. O PT também só municipaliza até o 5º ano. Nós em São José fazemos a municipalização completa até o 9º ano. A municipalização é uma tendência, mas tem que ser feita com responsabilidade”, disse o secretário de Educação, Alberto ‘Mano’ Marques.

Segundo ele, o custo médio de um aluno na rede é de cerca de R$ 6.000. “Quando se municipaliza uma escola, todo o custo de manutenção, professor e merenda vem para a prefeitura. E a prefeitura passa apenas a receber repasse do Fundeb por aluno e tem que complementar o restante.”

Outro ponto polêmico foi a promessa do petista de distribuir tablets aos alunos da rede um investimento estimado em R$ 45,6 milhões, -de acordo com o preço de mercado. “Este projeto será uma realidade no futuro, após a formação do professor no uso de novas tecnologias. Não adianta entregar tablet na mão do aluno sem proposta pedagógica. Isso só mostra desconhecimento do candidato. Eu tenho mais o que fazer com esse dinheiro”, afirmou Mano.

Por meio da assessoria, Carlinhos afirmou que a distribuição de tablets irá priorizar alunos do 6º ao 9º ano, que são hoje 17.500. Disse ainda que pregão realizado pelo Ministério da Educação para compra destes equipamentos educacionais reduziu preço da unidade para cerca de R$ 184, o que torna o projeto viável. Carlinhos também prometeu implantar escolas de tempo integral com ensino profissionalizante, fortalecendo a atuação da Fundhas.

O Vale

Governo do Estado faz proposta para duplicação da Tamoios

O governo do Estado vai acelerar a análise das propostas comerciais que serão apresentadas hoje pelas empresas interessadas em executar as obras de duplicação da Tamoios (SP-99). A força-tarefa da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário) tem objetivo de garantir que os serviços comecem ainda neste mês. Hoje, 17 participantes vão apresentar quanto cobram para executar a obra de engenharia da duplicação, estimada em R$ 820 milhões.

Vencerá quem apresentar o menor valor pelo serviço, entretanto, a vencedora só será anunciada após a análise da documentação. Caso alguma das empresas concorrentes recorra da decisão, o andamento das obras sofrerá um novo atraso. A previsão inicial é que a duplicação da rodovia de ligação ao Litoral Norte tivesse início em março.

Entretanto, uma guerra de recursos entre as gigantes da construção civil na fase de pré-qualificação atrasaram em três semanas o processo licitatório. A partir das 10h, oito consórcios de duas empresas cada um e nove empreiteiras que concorrem isoladamente ao serviço vão apresentar suas propostas comerciais. O evento de abertura dos envelopes deve se estender até a tarde.

As obras de engenharia estão divididas em dois lotes. O lote 1 vai dos kms 11,5, em São José, ao km 35, em Paraibuna. O lote 2 é entre os kms 35,8 e 60,48, ambos em Paraibuna. Dos oito consórcios, cinco deles concorrem aos lotes 1 e 2, enquanto três escolheram o lote 1. Das nove construtoras, duas concorrem pelo lote 1, duas pelo lote 2 e as cinco últimas nos dois lotes.

O cronograma de duplicação prevê que a duplicação do trecho de planalto seja concluído em 20 meses. Ou seja, até dezembro de 2013. O prefeito de Paraibuna, Antônio Marcos de Barros (DEM), afirmou que a obra é essencial para garantir a segurança dos moradores. Segundo ele, ao menos dez pessoas da cidade morreram atropeladas ou em acidentes na rodovia nos últimos cinco anos. “Queremos que seja construído uma ciclovia no trecho da estrada que corta Paraibuna. O estado afirmou que isso seria feito”, disse.

A duplicação do trecho de planalto da Tamoios foi aprovado pelos órgãos ambientais em dezembro do ano passado. Enquanto as obras de duplicação do trecho de planalto não começam, o Estado trabalha para a duplicação dos demais trechos da rodovia dos Tamoios.

A Dersa solicitou a licença ambiental para a construção dos contornos de Caraguatatuba e São Sebastião. Segundo a pasta, o EIA/Rima (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental), dos 21,4 quilômetros do trecho de serra será protocolado na Secretaria Estadual do Meio Ambiente ainda neste primeiro semestre.

O Vale