Ex-ministro do governo de João Goulart faz palestra em São José

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O advogado Almino Afonso, ex-ministro do Trabalho e Presidência Social do presidente João Goulart, deposto em 1964, estará na Câmara Municipal de São José dos Campos (Rua Desembargador Francisco Murilo Pinto 33, Vila Santa Luzia) nesta quarta-feira (9), às 19h. Ele fará uma palestra que integra a pauta da Comissão Municipal da Verdade, que tem a parceria da Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR).

Em “Democracia: Valor a ser preservado”, Almino Affonso ressaltará a importância da luta social pela democracia. Segundo ele, os direitos civis e humanos, que atualmente são concedidos pela lei, como a liberdade de imprensa, foram deturpados no período da ditadura militar.

A Comissão da Verdade tem como objetivo ouvir as vítimas de perseguições, torturas e prisões praticadas por agentes da ditadura. A Comissão já realizou dez audiências públicas, com temas relacionados aos acontecimentos dos idos das décadas de 60 e 70.

Durante essas sessões, são recolhidos depoimentos relevantes para a história do Brasil e da cidade e que são documentados e catalogados para integrar o acervo do Arquivo Municipal. O material poderá ser difundido e servir de fonte de pesquisa para estudantes, historiadores e público interessado.

Mais informações sobre a palestra pelos telefones: 3925-6505 / 3925-6544.

União de Prefeito e Ministro, pedem um ano para avaliação

O ministro-chefe da SAC (Secretaria de Aviação Civil), órgão vinculado à Presidência da República, Wagner Bittencourt, pediu um ano para estudar a proposta de municipalização do Aeroporto de São José. Ontem, Bittencourt se reuniu em Brasília com o prefeito Eduardo Cury (PSDB) e o deputado federal Carlinhos Almeida (PT) para falar sobre o futuro do terminal.

Após ouvir das lideranças políticas a necessidade de investimentos no terminal, o ministro-chefe se comprometeu a auxiliar nas tratativas com a Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), atual administradora do terminal, para investimentos a curto prazo.

Inicialmente, a ideia é implantar no aeroporto um MOP (Módulo Operacional Provisório), uma espécie de contêiner com estrutura para receber passageiros. Faltaria apenas a definição do local para a instalação da estrutura, cuja instalação levaria cerca de seis meses. Já a médio prazo, a SAC pretende finalizar o zoneamento civil/militar e definir o uso compartilhado entre

Aeronáutica, companhias aéreas e Embraer para dinamizar a ampliação do local. Carlinhos disse que Bittencourt considera que o aeroporto de São José tem potencial para chegar ao porte de Congonhas, em São Paulo. Segundo o assessor de Planejamento de Comunicação da prefeitura, Felício Ramuth, Cury pediu providências imediatas para dar “condições mínimas” ao terminal.

O Vale

Redução de empregados gera reunião em Brásilia

A direção do Sindicato dos Metalúrgicos se reúne amanhã com o governo federal para tratar do PDV (Programa de Demissões Voluntárias) anunciado na semana passada pela General Motors na unidade de São José. O encontro será às 17h, em Brasília (DF), na sede no Ministério do Trabalho. O grupo será recebido pelo ministro Carlos Lupi.

No encontro, os sindicalistas vão pedir a intervenção do governo para pressionar a GM a garantir a reposição das vagas que forem abertas pelo PDV, com o mesmo nível salarial dos empregados que aderirem ao programa. Segundo o sindicato, também será cobrada garantia de estabilidade para todos os metalúrgicos da montadora na cidade.

Até a semana passada, pelo menos 200 trabalhadores teriam aderido ao PDV, segundo o sindicato. A empresa não confirma e também não informa o número de adesões. O PDV foi aberto na terça-feira da semana passada para todos os trabalhadores da unidade mensalistas (setor administrativo) e horistas (setor produtivo). A indústria emprega 8.907 pessoas em São José.

Em nota divulgado no anúncio do programa, a montadora alegou que as “razões da abertura do PDV são baseadas na intensa competitividade do mercado brasileiro, além dos crescentes custos de mão de obra, matérias primas e insumos e uma concorrência assimétrica gerada, entre outros fatores, por uma guerra cambial”.

No entanto, somente na fábrica de São José a medida atingiu o setor produtivo. Nas demais, o alvo foi somente o setor administrativo. O presidente da GM na América do Sul, Jaime Ardila, disse na ocasião que o PDV não está relacionado à desaceleração das vendas e aos altos estoques.

Com relação ao corte de horistas em São José, Ardila acrescentou estar relacionado ao fato de a empresa ter concentrado a produção de novos modelos em São Caetano do Sul e Gravataí (RS). Para o presidente do sindicato, Vivaldo Moreira Araújo, o PDV tem como foco os empregados próximos da aposentadoria e os já aposentados, que somam em torno de 400 pessoas.

A decisão da GM preocupa o prefeito Eduardo Cury (PSDB), que teme pelo futuro da empresa na cidade. Para dirigentes empresariais, a situação decorre da política de confronto do sindicato. Em São José, a GM produz os modelos de passeio Classic, Corsa, Meriva e Zafira. Também são fabricados as picapes Blazer e S10.

Nesta linha está previsto a produção de um novo modelo, a partir de 2012. A GM informa que os investimentos previsto no Brasil até 2012, de R$ 5 bilhões, estão mantidos. Em São José, o investimento é de aproximadamente R$ 700 milhões.

POR DENTRO
PDV
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O PDV foi anunciado pela GM no começo da semana passada em todas as suas fábricas do país para o setor administrativo. Em São José, no entanto, a medida inclui também o setor de produção

Alerta
Demissão
O anúncio acendeu o alerta em entidades empresariais e no governo municipal, que temem uma redução drástica no nível de emprego na GM

Perfil
Maior Empregadora
A GM tem em São José 8.907 funcionários; é a 2ª  maior empregadora da cidade, ficando atrás só da Embraer

O Vale