Música Erudita tem história inspirada em Victor Hugo

Música erudita e teatro se misturam para contar a história amorosa do Rei Francisco I, da França. O Teatro Municipal de São José dos Campos (Rua Rubião Jr., 84 – 3º piso, no Shopping Centro) recebe duas apresentações da ópera Rigoletto, nesta sexta-feira (12) e no domingo (14), sempre às 20h. O espetáculo é gratuito e os ingressos devem ser retirados com uma hora de antecedência na bilheteria do teatro.

Rigoletto é uma ópera dividida em três atos do compositor italiano Giuseppe Verdi. A obra foi apresentada pela primeira vez no teatro La Fênice, de Veneza, em 11 de março de 1851. A Fundação Cultural Cassiano Ricardo traz esse espetáculo para comemorar o bicentenário de Verdi (1813-1901). Inspirada na peça “Le roi s’amuse”, de Victor Hugo, a ópera sofreu algumas adaptações por causa da censura imposta naquela época. O personagem do duque era inicialmente o Rei Francisco I, que governou a França de 1515 a 1547.

O espetáculo é sobre o bobo da corte Rigoletto, que é tomado pelo ódio que sente pelo Duque de Mântua, a quem ele serve. Na realidade, o bobo da corte teme perder sua filha Gilda, que é apaixonada pelo aristocrata galanteador. Para contar essa história, foram montados cenários, figurinos e adereços que remetem à sociedade europeia daquela época.

A orquestra do espetáculo é composta por 30 músicos, além do coro masculino e dos solistas. O elenco é formado pelos vencedores do 11º Concurso Brasileiro de Canto Maria Callas, competição criada, em 1993, pela Cia Ópera São Paulo, que premia os melhores cantores líricos.

Fundação Cultural tem peça inspirada em escritor

A Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR) apresenta o espetáculo “Eu vi o sol brilhar em toda sua glória”, na sexta-feira (8), às 20h, no Espaço Cultural Cine Santana (Avenida Rui Barbosa, 2005), em Santana. A entrada é gratuita.

Apoiado em imagens de contos e fragmentos da vida do escritor argentino Jorge Luís Borges, o texto estabelece um diálogo reflexivo com o poeta sobre memória e esquecimento, luz e cegueira, sonho e realidade, finitude e imortalidade. O texto foi escrito pelo ator João Paulo Lorenzon em dois anos de pesquisas com supervisão do crítico literário e tradutor Davi Arrigucci Júnior. Esse é o segundo trabalho de Lorenzon inspirado em Borges.

O público não vê necessariamente Borges, mas um homem perdido em uma terra devastada, onde tempos e espaços se misturam. “Este homem pode ser Borges, mas pode ser também seu personagem, assim como os outros que virão: Beatriz, Argos – o troglodita, Demócrito de Abdera, o tigre – todos presentes em sua obra”, informa Lorenzon.

O espetáculo foi indicado a dois prêmios Shell – melhor ator (João Paulo Lorenzon) e melhor iluminação (Lúcia Chedieck) – e também convidado pelo Centro de Artes Cênicas da Funarte para participar do Ano do Brasil em Portugal, com apresentações em Lisboa, entre os dias 13 e 16 de dezembro, na Sala Estádio do Teatro Nacional D. Maria II. A duração do espetáculo é de 50 minutos e após a apresentação haverá um debate com o ator. A classificação da peça é acima de 14 anos.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 06/03/2013