Ministro assina contrato para construção de 10 creches

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, e o prefeito de São José, Carlinhos Almeida (PT), assinam hoje um convênio para a construção de 10 creches no município. As obras serão incluídas no programa “Creche Para Todos”, que tem como objetivo ampliar a oferta de vagas em creches e pré-escolas.

Segundo a pasta da Educação, a demanda na cidade é de cerca de 7.000 vagas para crianças de 0 a 3 anos de idade em creches em período integral e outras 1.500 para a pré-escola (crianças de 4 e 5 anos). Estudo elaborado pela Secretaria de Educação, baseado em dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2010, aponta que hoje existem no município aproximadamente 17.500 crianças entre 0 a 4 anos de idade fora da escola.

A rede municipal de atendimento ao público infantil tem 135 unidades entre creches, escolas e entidades conveniadas. Ao todo, são atendidas 21.547 crianças na educação infantil, das quais 8.098 entre creches conveniadas e unidades da rede municipal. Além de ações de rees-truturação da rede, haverá ampliação dos convênios com entidades sociais e construção de novas unidades escolares.

A previsão é de construção de 13 unidades, sendo 10 em parceria com o governo federal por meio do ProInfância,do PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento). A visita de Mercadante está prevista para as 10h, na escola de educação infantil do bairro Jardim Copacabana. No período da tarde, o prefeito participa de evento para a assinatura de contratos para a construção de 876 casas populares destinadas a famílias com renda de até R$1.600 por mês. Os novos empreendimentos serão nas regiões leste e norte da cidade.

O valor total dos investimentos é superior a R$ 83,8 milhões, sendo R$ 66,4 do governo federal e R$ 17,2 do governo estadual. Segundo a Caixa Econômica Federal, trata-se de um convênio firmado entre o governo federal e o governo do Estado de São Paulo “que visa estimular e dar mais efetividade” à construção de moradias do programa Minha Casa, Minha Vida no Estado.

O Vale

Publicado em: 05/04/2013

Moradores do bairro Freitas ganham transporte escolar

Um grupo de 162 alunos do bairro dos Freitas, na região norte de São José, comemora uma antiga reivindicação da comunidade: o transporte escolar público gratuito. Segurança e conforto para as crianças que, em alguns casos, andavam mais de quatro quilômetros a pé até a Escola Estadual Professora Dirce Elias.

O benefício foi possível por meio de um convênio entre a Prefeitura e o Governo do Estado. Segundo o secretário municipal de Educação, o atendimento aos alunos do Freitas é o primeiro resultado de uma ação de redistribuição dos alunos e remanejamento dos veículos da frota escolar da rede. “Conseguimos disponibilizar o transporte escolar a esses alunos utilizando as próprias vans da frota, ou seja, sem custo adicional ao município”, disse.

As vans do município passaram a atender aos alunos da escola Dirce Elias, em três períodos (manhã, tarde e noite), que moram principalmente na Travessa Quatro e Villagio Fazendão. Para os pais, o principal benefício foi a segurança oferecida aos filhos. Para a dona de casa Maria Gisele Rodrigues, mãe de Ana Caroline do 1º ano do Ensino Fundamental, a situação vai melhorar muito com as vans e a segurança das crianças não está mais em risco.

“É o primeiro ano da minha filha, mas desde antes eu já via o sofrimento das crianças tendo que andar no sol ou na chuva. Agora posso ficar tranquila, pois sei que minha filha além de não passar por nada disso, terá segurança para ir e voltar da escola”, afirmou Maria Gisele.

O transporte escolar de vans da rede municipal está disponível para crianças de 6 a 11 anos de idade completos, que morem em uma distância de no mínimo dois quilômetros da escola e não tenha vaga em uma unidade escolar mais próxima.  Para ser incluso no serviço, os pais devem procurar a direção da escola e cadastrar o nome do aluno interessado.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 06/03/2013

Programa de Segurança é implementado nas escolas

A Prefeitura implantou um plano de segurança comunitária nas escolas municipais de São José dos Campos. O programa Escolas Seguras, coordenado pela Guarda Civil Municipal (GCM), é uma forma de coibir atos de violência e reduzir o uso e o tráfico de drogas nos colégios. O principal objetivo é promover a segurança da comunidade escolar.

O efetivo da GCM, designado para esta ação, atua em todas as unidades municipais e no entorno dos colégios onde há maior índice de violência e prática de condutas ilícitas, inclusive dentro das escolas. Nestes locais foi constada a presença do narcotráfico, levando a Guarda a implantar medidas preventivas contra o uso e tráfico de drogas, mediante policiamento comunitário e apoio tático, articulado com videomonitoramento e inteligência da Guarda Civil.

“Os Guardas Civis foram treinados para usar o diálogo como ferramenta de abordagem. Eles utilizam a mediação para a solução de conflitos existentes nas comunidades, inclusive para a tomada de decisões, visando construir uma cultura de paz, não só para os alunos, mas também para diretores, professores, servidores e pais”, disse a comandante da Guarda.

Ela afirma que este programa será prioridade em seu comando e tem como meta diminuir os índices de violência nas escolas já nos primeiros cem dias do programa. “A meta é reduzir em 50% as ocorrências de agressões e atos de violência, as ações de danos contra o patrimônio público, o uso de drogas e as ações do narcotráfico”, afirmou.

Foram selecionados guardas com perfil adequado para relações pedagógicas com os estudantes. No momento, 35 deles estão atuando no programa Escolas Seguras, que inclui 13 viaturas, duas delas com apoio tático com guarnição reforçada, e dez motocicletas. A ação dos guardas civis neste programa é realizada das 6h às 23h, de segunda a sexta-feira.

Prefeitura Municipal

Alunos do Cephas representão o Brasil nos EUA

O prefeito esteve nesta segunda-feira (18) com os alunos do CEPHAS (Centro de Educação Profissional Hélio Augusto de Souza) que vão representar a nossa cidade no maior campeonato de robótica internacional, o FIRST (For Inspiration Recognition of Science and Technology), que acontecerá em março, nos Estados Unidos. O Brasil levará cinco equipes, duas são de São José.

Durante o encontro o time de robótica chamado de Cephatron #1860 realizou demonstrações do robô, explicou o projeto e presenteou o prefeito com uma camiseta da equipe.

A equipe, que vem se preparando desde o início do ano, abriu mão das férias e do Carnaval para se dedicar ao desenvolvimento do robô também foi presenteada e recebeu das mãos do prefeito, como desejo de boa sorte, a bandeira oficial da cidade para embarcar para Dallas, nos EUA.

“É muito gratificante e um orgulho para São José saber que nossos alunos estão se esforçando, se dedicando aos estudos e à inovação, porque a tecnologia faz a diferença para um país. Porém, a maior riqueza que nós podemos ter é o conhecimento e isso é passado pelas pessoas.”, disse o prefeito.

O robô projetado pela Cephatron #1860 pesa 54 kg e foi desenvolvido com o patrocínio da Johnson&Johnson. Pelas regras da competição, o robô chegará à Dallas antes dos competidores. Nesta terça-feira (19) o time realizará os últimos testes e embarcará o robô lacrado para o local da competição.

Ação Social

Segundo o professor Carlos Roberto dos Santos, de 48 anos, responsável pela equipe desde 2007, o maior prêmio não é ganhar na arena e sim pelo trabalho social que envolveu todo o projeto. “Em 2008 recebemos a maior premiação da FIRST, o troféu Chairman’s, pela relevância do trabalho desenvolvido com a comunidade, e esperamos que este ano, não seja diferente”.

O prêmio principal do campeonato de robótica avalia o alcance social do trabalho desenvolvido pelos times participantes envolvendo ciência e tecnologia para a comunidade.

A aluna Larissa Strongren conta que o projeto Robótica para Todos tem como base três pilares. O primeiro é atingir a comunidade próxima, no caso São José. O segundo é ter relevância nacional e para isso foi desenvolvido o projeto Vídeo Aula disponível no youtube. E o último, o que rendeu a premiação de 2008, foi o de trabalhar a robótica com cunho social por meio do projeto “Decolar” para alunos com altas habilidades e do “Meu Amigo Robô” que leva ciência e tecnologia para crianças e jovens com deficiência.

Embarcando pela segunda vez para o campeonato, Geicinara Félix, 18 anos, conta que participar do FIRST foi uma experiência grandiosa. “É muito bom representar minha cidade, fazer novos amigos e ter o reconhecimento do nosso trabalho. Isso significa superar os nossos próprios limites. A expectativa é que possamos voltar com muitas premiações, inclusive o troféu Chairman’s”.

Para a diretora do CEPHAS, Nuricel Villalonga Aguilera, o esforço da equipe Cephatron #1860 serve de exemplo para os alunos mais novos. “A maneira como o preparo foi feito, a união e o esforço de cada integrante serve de exemplo para os outros alunos que estão vendo o projeto pronto e que torcem para a vitória da equipe”.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 19/02/2013

Venda de Material Escolar, é espera positiva de Comerciantes

Pesquisa feita pela Associação Comercial de São José dos Campos identificou que 67% dos comerciantes acreditam que as vendas de materiais escolares neste ano serão melhores ou iguais ao mesmo período do ano passado.

De acordo com o levantamento, os materiais mais procurados são os básicos, com 67% da preferência. Em seguida estão os materiais com personagens infantis procurados por 17% do público até agora. Para 67% dos pais que visitaram as papelarias de São José, o material escolar deve custar entre R$ 51 e R$ 100 por criança. Já 25% dos pais esperam gastar mais de R$ 101 e apenas 8% gastará até R$ 50.

A orientação do presidente da Associação Comercial é para que os pais tenham calma e estejam atentos na hora de comprar o material. “Os responsáveis precisam estar atentos ao que vão comprar, comparar a lista deste ano com a do ano passado e pesquisar os preços. Já os comerciantes devem aproveitar a época para realizar promoções e facilitar os pagamentos”, disse o presidente da Associação.

Personagens como os da novela Carrosel, Monster High, Os Simpsons, Batman, Vingadores e Barbie são os campeões de vendas entre os materiais temáticos até agora.

Publicado em: 11/02/2013

São José dos Campos, a cidade do robô

Daqui a algumas décadas, um vereador (se ainda houver o cargo) irá propor a troca do nome da cidade para São José dos Robôs. A justificativa: deixar o passado dos campos e saudar o futuro da automação. E nem é preciso esperar muito. As máquinas que funcionam quase sem a interferência humana já fazem parte da rotina da cidade.

Em escolas de São José, crianças aprendem noções de robótica a partir dos 6 anos, montando kits com brinquedos Lego. Os blocos se unem a motores para deleite dos pequenos. “A educação eficaz é aquela que consegue despertar em cada um a vontade de conhecer sempre mais, almejando um desenvolvimento integrado, constante e transformador”, disse Célia Terlizzi, diretora pedagógica do colégio Mater Dei.

Na escola, crianças de 10 a 13 anos ganham kits para montar robôs e usam o computador para programar o movimento das máquinas. As atividades são combinadas com disciplinas como matemática, ciências, artes e história a partir de aulas contextualizadas, aulas práticas e torneios. “O projeto Lego Education-Robótica ajuda no trabalho com competências e habilidades necessárias ao mundo de hoje: flexibilidade, trabalho em equipe, autonomia, postura empreendedora, responsabilidade e capacidade para resolver problemas”, afirmou Célia.

Nascido em São José, o astrofísico Nilton Rennó, pesquisador da Nasa (agência espacial dos EUA), é fã em especial de um robô chamado ‘Curiosity’ (curiosidade, em inglês). Lançado ao espaço em novembro de 2011, a máquina pousou no solo de Marte em 6 de agosto do ano passado.

“Foi como comemorar um gol numa final de Copa do Mundo, vencendo nos pênaltis”, disse Rennó. Sem robôs, lembrou o astrofísico, não haveria pesquisa no espaço. “As máquinas nos permitem explorações à distância e, no futuro, planejar uma visita tripulada à Marte.”

Os robôs não saem da cabeça de um grupo de jovens estudantes da Etep (Escola Técnica Professor Everardo Passos), de São José. Desde o começo do ano, eles se debruçam sobre o desafio de montar uma máquina capaz de coletar discos no chão e arremessá-los em ‘gols’ de alturas variáveis, durante 2 minutos, além de escalar uma espécie de pirâmide.

Trata-se do maior torneio de robótica do mundo, o First, que reúne 5.000 equipes do planeta se enfrentando em regionais nos Estados Unidos. Campeã em 2007 e no ano passado, a Etep Team 1382 viaja aos EUA em março para sua décima participação no torneio. A motivação: mostrar as soluções às outras equipes, trocar experiências e vencer.

“Lá fora, representamos o Brasil. O pessoal já nos conhece e vamos para a disputa”, disse a estudante Camila Aranha, 17 anos. Ela e outros 30 estudantes da Etep, com a ajuda de 20 monitores, estão na fase final da construção do robô. Um presente para o futuro.  O setor industrial é um dos segmentos que mais se apropriou da tecnologia dos robôs.

Eles estão nas montadoras de carros, na indústria aeroespacial e no setor metalúrgico em geral. Cortam, perfuram, montam, soldam e fazem ajustes finos com precisão absoluta e repetitiva. Em São José dos Campos, a Sobraer usa dois robôs para furar peças que serão usadas em estruturas de aeronaves.

A empresa começou a usar robôs em 2009. São dois braços robóticos que trabalham de forma colaborativa. Segundo o gerente de Processo da empresa, Luis Faria, os robôs são capazes de fazer um furo na peça cinco vezes mais rápido do que um operador humano. “A automação é fundamental no setor industrial. Os robôs vieram para ficar. Com eles, além da precisão, eliminamos a condição de fadiga inerente ao operador humano”, afirmou Faria.

O Vale

Publicado em: 11/02/2013

Com obras escolas deixam alunos sem aulas na cidade

No dia da volta às aulas da rede municipal de ensino de São José, os mais de 1.100 alunos do ensino fundamental da Palmyra Sant’anna, na Vila Industrial (zona leste), tiveram de voltar para casa ontem. A escola passa por reformas e a prefeitura não conseguiu adequar as salas de aula para receber os estudantes, que também ficarão sem aulas hoje. Para eles, o ano letivo só começará na próxima quarta-feira, após o Carnaval.

Das 116 unidades de ensino fundamental e infantil da rede, 22 estão em obras 12 de ensino fundamental, 7 de educação infantil e 3 creches. Destas, 15 escolas estarão prontas neste semestre. As demais serão entregues até o fim do ano.

A Secretaria de Educação culpa a antiga gestão do PSDB pelo cronograma das obras. A assessoria, porém, garantiu a O VALE no último domingo que as reformas não iriam atrapalhar a retomada das aulas. A escola Palmyra Sant’anna terá todas as suas 12 salas de aula reformadas. As obras, orçadas em R$ 6,4 milhões, incluem reforma, ampliação e adequação. O local atende 1.156 alunos, nos períodos diurno e noturno.

Ontem, os alunos foram pegos de surpresa com o adiamento das aulas. “Minha filha queria ir à escola encontrar as coleguinhas. O ideal seria ter feito a reforma nas férias”, disse Angela Maria de Carvalho, 48 anos, mãe de uma aluna de 10 anos, da 5ª série.

O secretário de Educação, Célio Chaves, culpou o governo Eduardo Cury (PSDB) pela situação. “A administração passada foi irresponsável de fazer uma reforma com alunos dentro. Essa era uma prática que eles tinham, que é equivocada e que vamos mudar.” Seis salas de aula improvisadas não ficaram prontas a tempo. Na próxima semana, elas irão receber os alunos, enquanto as originais são reformadas.

Chaves, disse que tentou, sem sucesso, a transferência dos alunos para outras unidades uma estadual (que não tinha vagas) e outra municipal (com falta de salas de aula). A reforma na escola da Vila Industrial é executada por uma empresa terceirizada, segundo a prefeitura.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 08/02/2013

Inícios das aulas dividem espaço com obras de melhorias

As aulas na rede municipal de ensino de São José começam na próxima quinta-feira e muitos dos mais de 60 mil alunos matriculados encontrarão as escolas ainda em ‘pré-temporada’, passando por reformas e ampliações que irão durar, no mínimo, mais alguns meses.

Das 116 unidades de ensino fundamental e infantil da rede, 22 estão em obras 12 de ensino fundamental, 7 de educação infantil e 3 creches. Destas, 15 escolas estarão prontas para entrega ainda neste semestre. As demais serão entregues até o fim do ano.

Uma das unidades que ficarão prontas somente no fim do ano letivo é a de ensino fundamental Palmyra Sant’anna, na Vila Industrial (zona leste). A escola passa por uma reforma completa em suas estruturas, ao custo de R$ 6,4 milhões. O serviço é tocado por uma empresa terceirizada. No total, as 22 obras consomem R$ 17,5 milhões.

A Secretaria de Educação admite que a situação “não é a ideal”, mas alega que apenas dá sequência aos serviços que foram contratados pela gestão anterior. A pasta garante, porém, que as reformas não irão atrapalhar as aulas. Opinião diferente têm os pais dos alunos, que temem pelo desconforto e até pela segurança dos filhos.

O técnico em segurança do trabalho Felipe Junqueira, 30 anos, pai de uma aluna de 7 anos, diz que o barulho e a poeira são inconvenientes comuns em obras, ao lado do perigo de acidentes. “Além de atrapalhar a aula, algum pedaço de obra pode cair em cima de alguém, e se madeira com prego e entulhos ficarem à mostra, trarão insegurança ao ambiente”, disse.

A mãe de um aluno da escola Palmyra Sant’anna, que preferiu não se identificar, teme pela acessibilidade do filho em meio à reforma da unidade. “As obras ainda não acabaram e meu filho é deficiente. As aulas já começam no dia 7 e não sei se a escola terá condições de recebê-lo.”

O secretário de Educação, Célio Chaves, disse que as obras não irão prejudicar o andamento do ano letivo, mas admitiu que alguns serviços poderão ser paralisados. “Estamos nos empenhando para ter o mínimo de impacto. Poderemos adiar alguma obra para o período de julho. Estamos procurando fazer esse tipo de ajuste”, afirmou.

Há um mês no cargo, ele disse que os serviços foram contratados pelo governo passado e que não teve participação na elaboração do cronograma. Chaves afirmou que sua prioridade será a expansão das vagas para o ensino infantil e a construção de novas escolas em regiões carentes. “No ensino fundamental, as vagas estão preenchidas corretamente. Existe uma pressão maior na educação infantil, onde acredito que exista um déficit de 3.000 a 4.000 vagas.”

A partir de quinta-feira, os alunos da rede irão encontrar três escolas com as reformadas terminadas: a de ensino infantil Idelena Menezes, em Santana (zona norte), e a unidade de ensino fundamental Ignês Sagula, no Limoeiro (zona oeste), além da segunda fase de obras da escola fundamental Leonor Pereira, na Vila Industrial (zona leste), com a construção de três novas salas de aula.

O Vale

Publicado em: 04/02/2013

Alunos de Escolas substituem cadernos por tablets

A era em que a mochila vivia carregada de livros e cadernos parece estar ficando para trás. Pelo menos essa é a proposta do colégio Monteiro Lobato, de São José, pioneiro no Vale na distribuição de iPad aos seus alunos do ensino médio.

Ao todo, 90 aparelhos foram distribuídos aos estudantes. As aulas com o dispositivo começam amanhã. Aplicativos específicos prometem aulas com recursos tridimensionais. “Com essa tecnologia, o aluno sai do papel de espectador para interagir com o conteúdo da aula. Ele passa, ao mesmo tempo, a ser autor do conhecimento”, afirmou Jutts Goulart, coordenador pedagógico do ensino médio do colégio.

A pedagoga Ebe Camargo Pugliese, da Unitau (Universidade de Taubaté), concorda que a entrada dos tablets no ambiente escolar é uma escolha acertada. “Não podemos nos fechar à ideia do uso dessa tecnologia, que acredito que deva ser combinada com outros procedimentos pedagógicos. Ela favorece a pesquisa e a construção de dados que, se bem direcionada, traz uma significativa produção”, afirmou.

Para a psicopedagoga Delcimar de Oliveira Cunha, da Univap (Universidade do Vale do Paraíba), o grande motivador para o aprendizado em um primeiro momento será a curiosidade. “No entanto, se o professor não se tornar o grande incentivador, o aluno pode começar a se desinteressar. Quando usávamos o retroprojetor, acreditávamos que os alunos ficariam mais motivados em aprender. Após um tempo, o aparelho se tornou obsoleto, substituído pelo datashow”, afirmou.

Editoras já estão preocupadas em lançar livros digitais, além disso, aplicativos lançados pela Apple Store e pela Android Market também já trazem a bandeira “educação”. “O ideal é que, ao usar o tablet, o professor aproveite todas as informações disponíveis, não só os materiais didáticos. Pode-se, por exemplo, navegar em sites como da Nasa, de bibliotecas de todo o mundo e dos museus, entre outros”, afirmou Adriana Gandin, diretora pedagógica do projeto “iPad na Sala de Aula”.

Ao contrário da maioria dos educadores, Adriana acredita que o tablet vem para eliminar os cadernos. “Nós podemos desenhar, escrever e fazer anotações no aparelho. Ele é uma plataforma completa”, disse. A principal preocupação dos educadores sobre o uso dessa ferramenta é em relação à navegação em redes sociais durante a aula.

“Nós já não convivemos com conversas paralelas? Bilhetes em sala de aula? Será a mesma coisa. No entanto, o professor terá de criar uma aula diferente e interessante para segurar a atenção do aluno”, disse Adriana. No colégio Monteiro Lobato, a decisão da diretoria foi colocar em todos os dispositivos um sistema que controla as páginas que podem ser acessadas. Assim que o estudante entrar na escola, sites como o Facebook e Twitter – não poderão mais ser visualizados.

Durante a sua campanha, o prefeito de São José, Carlinhos Almeida (PT), prometeu a distribuição de tablets para alunos e professores da rede municipal de ensino. Em nota, a Secretaria de Educação afirmou que essa ainda é uma meta prioritária, “Trata-se de um recurso que poderá contribuir para o aprendizado das crianças. Mas, antes, é fundamental que o professor esteja bem preparado para poder extrair da tecnologia todas as vantagens pedagógicas que ela pode proporcionar”, afirmou o secretário de Educação Célio Chaves.

Ainda segundo a prefeitura, a entrega dos tablets deverá ser feita neste ano, primeiro aos professores efetivos da rede. Estes deverão receber treinamento adequado para utilizar o equipamento. A prefeitura deverá receber do Ministério da Educação as primeiras 865 unidades. Os recursos são provenientes de emenda parlamentar de autoria do prefeito, quando deputado federal, no valor de R$ 400 mil.

O Vale

Publicado em: 04/02/2013

Escolas Municipais da cidade começa a dar aulas no dia 7

As escolas da Rede de Ensino Municipal (REM) de São José dos Campos se preparam para o retorno às aulas na próxima quinta-feira (7 de fevereiro). São mais de 60 mil alunos matriculados entre Educação Infantil e Ensino Fundamental.

Para que o retorno à rotina das aulas seja tranqüilo, a orientação aos pais é para que verifiquem com antecedência, nas próprias escolas, as salas em que os filhos irão estudar. De acordo com a Secretaria de Educação, a medida serve para evitar qualquer problema no primeiro dia de aula para pais, alunos e professores. A Rede de Ensino Municipal tem atualmente 2.520 professores efetivos. São 45 escolas de Ensino Fundamental, 71 de Educação Infantil (destas, 13 são creches municipais) e 32 creches conveniadas.

Trânsito

Para conscientizar os pais e motoristas que transitam próximos de áreas escolares, agentes de trânsito da Prefeitura estarão nas portas das escolas para informar e orientar quais as precauções e cuidados que os motoristas e pedestres devem tomar. A Secretaria de Transportes lançou a Campanha Volta às Aulas.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 01/02/2013