Domingo no Parque, dia 9/10 a partir das 10 horas

As crianças de São José dos Campos já podem reservar este domingo (9) como o dia de muita diversão.

Abrindo a Semana da Criança, o Fundo Social de Solidariedade e a Prefeitura realizam o “Domingo no Parque”, uma grande festa em comemoração ao Dia da Criança. Em 2010, cerca de 80 mil pessoas participaram do evento.

Oevento será no Parque da Cidade Roberto Burle Marx (Avenida Olivo Gomes, 100, em Santana), das 10h às 16h, com muitas brincadeiras. Crianças de até 12 anos não pagarão a passagem de ônibus durante todo o dia. A entrada também é franca. Este ano a Festa terá uma novidade: um show do cover do Justin Bieber, a partir das 14h.

No Parque, as crianças encontrarão vários brinquedos infláveis, camas elásticas, futebol de salão no sabão, toboágua, space jump, oficinas diversas, Casa de Brinquedos, rua de lazer e cabeleireiro maluco, além dos brinquedos de parque como carrinho bate-bate, barco viking e carrossel.

Já para os pequeninos, a estrutura será montada dentro do Pavilhão Gaivotas, onde também ficará instalado o fraldário, a Casa de Brinquedos e será feita a Rua de Lazer. Os demais brinquedos ficarão no gramado ao lado do galpão.

Para garantir a segurança e tranqüilidade de toda a família, a festa terá apoio da Defesa Civil, Polícia Militar, Guarda Civil Municipal, Juizado de Menores e ambulâncias.

 

Fonte: Prefeitura Municipal de São José dos Campos

Nossa Senhora da Conceição Aparecida Padroeira Do Brasil

No próximo dia 12 de outubro, juntamente com o Dia das Crianças, o Brasil comemora o dia da sua padroeira, Nossa Senhora da Conceição Aparecida. No entanto, nem todos conhecem a curiosa história que cerca a imagem que está entronizada na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, na cidade de Aparecida, interior do Estado de São Paulo. É o que contaremos aqui.

Século XVIII

No começo do mês de outubro do ano de 1717, chegou a Guaratinguetá a notícia de que o conde de Assumar, D. Pedro de Almeida e Portugal, governador da então Capitania de São Paulo e Minas de Ouro, passaria pela povoação, a caminho de Vila Rica (atual cidade de Ouro Preto), em Minas Gerais. As autoridades locais logo convocaram pescadores para tirar do rio Paraíba uma quantidade de peixes para o banquete que seria oferecido ao governador. No dia 16, diversos barcos entraram no rio para executar a tarefa.

Nada de peixes

Estranho, o que aconteceu. Normalmente, o rio tinha peixes em abundância e pescá-los era tarefa extremamente fácil. No entanto, naquele dia, mesmo depois de 12 horas na água, não se conseguiu pegar nenhum. Quase todos os pescadores desistiram e foram embora, ficando apenas duas canoas, de propriedade de Domingos Alves Garcia, do seu filho, João Alves e de Felipe Pedroso, cunhado de Domingos e tio de João. Estava já ficando escuro e, desanimados, tentaram, pela última vez, jogar as redes. João Alves recolheu sua rede, sem nenhum peixe, mas com algo estranho preso a ela. Examinando o objeto, viram que se tratava da imagem de uma santa, de 40 cm de altura, sem a cabeça.

Sem saber exatamente o que fazer com a imagem, eles a embrulharam em suas camisas e, depois, jogaram a rede mais uma vez. Mais uma surpresa: a pequena cabeça da imagem, bem menor do que as malhas da rede, foi trazida ao barco. Eles não conseguiram entender como a pequenina peça não havia passado pela malha e se perdido nu fundo do rio.

Milagre?

Depois de embrulharem tudo nas camisas, os pescadores resolveram jogar a rede uma última vez, para ver se conseguiam apanhar pelo menos alguns peixes. Quando a puxaram, a rede estava tão pesada, tão cheia de peixes, que foi necessário a força dos três para trazê-la para dentro do barco. Com apenas mais dois lançamentos, os barcos ficaram tão repletos de peixes, que ficou difícil manejá-los até a margem do rio.

Antes de irem levar os peixes à Câmara, passaram em casa, contaram o ocorrido e entregaram as duas partes da imagem a Silvana da Rocha Alves, esposa de Domingos, irmã de Felipe e mãe de João. Silvana colou a cabeça da imagem no corpo com cera e a colocou no pequeno santuário da família, agradecendo à santa o milagre dos peixes, que rendeu o bastante para o banquete do governador e para o sustento da família.

Mais milagres?

  • As velas – Numa noite serena, sem vento, de repente as duas velas que iluminavam a santa, no altar da casa de Silvana, se apagaram. Depois do espanto dos devotos que ali rezavam, Silvana ia acendê-las novamente, mas elas acenderam sozinhas. Este foi o primeiro milagre conhecido, provavelmente ocorrido em 1733.
  • As correntes – Em 1850, o escravo  Zacarias, preso por grossas correntes, ao passar pela igreja onde se encontrava a imagem, pediu permissão ao feitor para rezar. Dada a permissão, ele se ajoelhou diante da imagem e rezou, pedindo a sua libertação. Durante a oração, as correntes soltaram-se dos seus pulsos.
  • A marca da ferradura – Um cavaleiro viu a fé dos romeiros e começou a zombar, dizendo, que aquilo não passava de crendice sem valor. Para provar o que dizia, tentou entrar a cavalo na igreja. Mas logo na escadaria, a pata do seu cavalo ficou presa na pedra, e o cavaleiro foi jogado ao chão. Para espanto de todos, a marca da ferradura ficou gravada da pedra. O cavaleiro, arrependido, pediu perdão e se tornou devoto.
  • A menina cega – Uma mulher e sua filha caminhavam pelas margens do Rio Paraíba do Sul, onde foi achada a imagem, quando a filha, cega de nascença, comentou com a mãe: “Mãe como é linda essa igreja!”. Dali em diante, a garota passou a enxergar.
  • A salvação do menino – Pai e filho foram pescar. A correnteza estava muito forte e o menino caiu no rio. Ele não sabia nadar e a correnteza o arrastou. O pai, em pânico pediu a Nossa Senhora Aparecida para salvar o seu filho. De repente o corpo do menino parou de ser arrastado, apesar da forte correnteza continuar, e o pai tirou o menino das águas.
  • A onça – Um homem voltava para casa, quando se deparou com uma enorme onça. Ele se viu encurralado e a onça estava prestes a atacá-lo. Desesperado, o homem pediu a Nossa Senhora Aparecida por sua vida. A onça deu meia volta e fugiu, correndo.


Basílica de N.S. Aparecida, na cidade de Aparecida, São Paulo.