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Publicado em 04/10/2012 às 09:27

Cidade segue regras para eleger novos vereadores

Nas eleições do próximo domingo (7) os dois milhões de eleitores da região vão escolher os prefeitos e vereadores para comandar as cidades nos próximos quatro anos. Para ser prefeito, o candidato que tiver mais votos será eleito, mas para o vereador isso não basta.

Nas eleições brasileiras os partidos têm prioridade e um vereador só ganha uma vaga na Câmara com votos e depois de alguns cálculos. Para que um vereador ocupe, realmente, uma cadeira na Câmara, não basta que ele seja bem votado. Existem duas contas que são feitas para determinar de quem é a vaga.

A primeira se chama quociente eleitoral e a segunda, quociente partidário. O quociente eleitoral leva em conta somente os votos válidos, excluindo os brancos e nulos.

Em São José dos Campos, por exemplo, com base nas ultimas eleições, a expectativa é que sejam em média 366 mil votos válidos. Esse número, então, seria dividido pela quantidade de vagas na Câmara da cidade, que no caso de São José são 21. Ou seja, o quociente eleitoral de São José seria de aproximadamente 18 mil votos.

Nesse cenário, as coligações precisariam atingir esse número para eleger pelo menos um vereador. Se uma coligação tivesse dez vezes mais votos que isso, o quociente partidário da coligação seria dez e os seus dez vereadores mais votados seriam eleitos. Por isso, se um único candidato receber muitos votos ele ajuda a eleger outros da mesma coligação, até aqueles que não receberam tantos votos.

“No processo eleitoral brasileiro, o privilégio, a ênfase, é no partido e não na pessoa. E é por isso mesmo que os partidos lançam candidaturas em todos os cantos da cidade, exatamente para encher o quociente partidário, exatamente para que ele tenha possibilidade de mandar o maior número possível de cadeiras na Câmara Municipal”, explicou o cientista político, José Maurício Cardoso.

G1 (Vnews)

Publicado em: 04/10/2012

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