Centro Lucy Montoro comemora 2 anos com atendimentos

A unidade de São José dos Campos da Rede de Reabilitação Lucy Montoro, do governo estadual, faz dois anos hoje e chega à marca de 110 mil atendimentos e 3.000 aparelhos de locomoção distribuídos gratuitamente. Para comemorar a data, a unidade fará um mutirão e entregará, de hoje à próxima sexta-feira, 458 equipamentos de locomoção, entre cadeiras de rodas e de banho, próteses e meios auxiliares. Os beneficiados são pacientes de toda a Região Metropolitana do Vale do Paraíba que já foram avaliados.

“Fazemos os mutirões regularmente para acelerar a entrega dos equipamentos”, disse a diretora técnica Maria Angélica Jajah. “Conseguimos reduzir a fila e estamos atendendo a pacientes que deram entrada no pedido neste ano”. A Rede Lucy Montoro é uma unidade especializada em atender pacientes com grande incapacidade motora, seja por amputação, lesão medular, doença degenerativa, paralisia cerebral, traumas diversos ou sequelas de derrames. Inaugurada em 17 de setembro de 2011, a unidade de São José conta com 105 funcionários, com profissionais de diversas disciplinas das áreas de saúde e terapia. Os atendimentos são feitos após encaminhamento das secretarias de saúde da região.

A unidade não atende de “portas abertas”, ou seja, a pacientes que não venham encaminhados pelos municípios. Cada cidade tem uma cota definida pelo governo estadual. “Quem chega aqui é avaliado pela equipe multidisciplinar, que estabelece o tratamento específico. Então, o paciente vem de duas a três vezes por semana para fazer os exercícios de recuperação. A gente também entrega os aparelhos a eles”, disse Maria Angélica, que reuniu a equipe ontem para comemorar o aniversário da unidade.

Vítima de uma doença rara, Ivone Pereira, 34 anos, perdeu as duas pernas e passou a usar próteses. Foi na Rede Lucy Montoro que aprendeu a andar com os aparelhos. “O tratamento é excepcional. A equipe faz tudo com carinho”, afirmou ela. José Carlos Simões Junior, 25 anos, chegou em uma maca sem conseguir mexer quase nada no corpo. Hoje, após mais de um ano de tratamento, já se considera independente. “Nasci de novo”, disse.