Aeroporto de São José tem futuro incerto

O aeroporto de São José dos Campos está com futuro incerto. A demora em aprovar o plano diretor, que prevê a construção de um novo terminal com acesso pela Rodovia dos Tamoios, e as sucessivas promessas (não cumpridas) de investimentos trazem mais dúvidas do que certezas.
Para especialistas, essas incertezas afastam empresas, dificultam o planejamento e colocam em risco o aeroporto como alternativa viável à demanda de passageiros durante a Copa do Mundo no Brasil, em 2014.

O principal desafio é superar a limitação do atual terminal de passageiros, que coleciona problemas, como a falta de banheiros nas áreas de embarque e desembarque, ausência de esteiras nas companhias para carregar as bagagens, além de faltar ar condicionado no saguão.
O espaço já é insuficiente para o movimento de passageiros registrado entre janeiro e abril deste ano, com 64 mil pessoas, quatro vezes maior do que no mesmo período do ano passado, com 14 mil.
As responsáveis pelo salto foram as empresas Trip e Azul, que operam voos regionais para vários pontos no país a partir de São José.

Segundo Rodrigo Mendicino, gerente geral de Vendas, os voos de São José têm apresentado bons resultados. A tendência é darmos continuidade à expansão da malha aérea da Trip.
Quanto à possibilidade de receber cargas, o consultor de logística José Geraldo Vantine vê ainda mais limitações no aeroporto de São José.
Para ele, a mistura entre as áreas militar, industrial e comercial, que marca o aeródromo, precisa ser equacionada. A melhor saída é a construção de um novo terminal, com acesso pela Tamoios.
Valentine explica que, o futuro do aeroporto começou no passado, só não foi colocado em prática. A gestão deficiente da Infraero leva à instabilidade e as empresas não vêm.

Infraero

A Infraero está estudando meios de aumentar a capacidade de atendimento do terminal de passageiros do aeroporto de São José dos Campos.
Por enquanto, a alternativa mais viável será apostar em uma estrutura provisória, através de módulos operacionais com cerca de 1.000 metros quadrados. Eles elevarão a capacidade de atendimento de 100 mil passageiros por ano para 600 mil.
De acordo com a Infraero, com crescente aumento do movimento, esse estudo poderá ser modificado.

A empresa confirmou ainda que o aeroporto de São José está inserido no contexto estadual, podendo ser utilizado em ações que complementem as operações dos demais aeroportos de São Paulo.
Outra confirmação foi da prorrogação do contrato com o DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), proprietário da área do aeroporto, que vence em outubro deste ano. De acordo com o órgão militar, está em andamento uma nova portaria prorrogando até 2013.
As empresas regulares que operam no aeroporto são Trip e Azul, com voos diários para Rio de Janeiro, Curitiba, Confins e Belo Horizonte. O aeroporto recebe ainda aeronaves da aviação geral. A Infraero comentou que o terminal também recebe cargas de importação e exportação diariamente.

FONTE: OVALE