Cidade pode ter nova Universidade de Medicina

A Unipac, de Juiz de Fora (MG), aguarda autorização do MEC (Ministério da Educação) para instalar uma faculdade de medicina de São José dos Campos, segundo informou a assessoria de imprensa do grupo. A Unipac já estaria em negociação com a prefeitura, por meio da Secretaria de Saúde, para instalar sua unidade em São José. O provável local para instalação da Faculdade de Medicina da Unipac seria no prédio da Tecnasa, no Jardim da Granja, região leste, onde já funcionou a Unip (Universidade Paulista). A assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde informou que São José está na disputa para a instalação de um novo curso de medicina no Vale do Paraíba e aguarda a seleção do MEC. O MEC já mapeou 60 municípios que têm condições necessárias para ofertar vagas de graduação em medicina. A Unitau, em Taubaté, tem curso de medicina. A prefeitura não confirmou o nome da Unipac como responsável pelo novo investimento.

O curso de medicina da Unipac já foi reprovado nas três últimas avaliações divulgadas pelo MEC, feitas com base no IGC (Índice Geral de Cursos Avaliados da Instituição). O índice mede a qualidade das instituições de educação superior, considerando a qualidade dos cursos de graduação e de pós-graduação (mestrado e doutorado). O IGC tem uma variação de pontuação de 1 a 5. Quem tem nota entre 1 e 2 é considerada uma instituição ruim. Em 2011, o curso de Medicina da Unipac recebeu a nota de 1,94. No ano anterior, 1,95 e, em 2009 foi 1,957. A assessoria de imprensa do MEC não informou como está o andamento do pedido da Unipac para se instalar em São José.

Por nota, a assessoria informou que as universidades públicas e privadas só poderão ofertar vagas caso tenham número de leitos disponíveis por aluno maior ou igual a cinco, número de alunos por equipe de atenção básica menor ou igual a três, existência de estrutura de urgência e emergência. As instituições também deverão ter pelo menos três programas de residência médica nas especialidades fundamentais: clínica médica, cirurgia geral, ginecologia-obstetrícia, pediatria, medicina de família e comunidade.

Nova Planta Genérica limita correção de distorções no IPTU

Todos os contribuintes de São José dos Campos terão aumento real de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) no ano que vem. Atualmente, o imposto é cobrado de 137 mil imóveis. Destes, 106.860 terão reajuste de até R$ 80, sendo 69.459 até R$ 40 e os proprietários de 37.401 pagarão entre R$ 40 e R$ 80 a mais do que em 2013. Outros 30.140 imóveis terão aumento acima de R$ 80, mas os valores ainda terão que ser calculados. É o que prevê o projeto de lei de revisão da Planta Genérica de Valores encaminhado pelo prefeito Carlinhos Almeida (PT) à Câmara na última terça-feira e que deve ser votado até o mês que vem. Uma lei municipal estabelece a correção a cada primeiro ano de governo.

A Planta Genérica de Valores é um dispositivo que padroniza os critérios de definição do valor venal dos imóveis e serve de base de cálculo para cobrança do IPTU e também do ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis). As últimas revisões ocorreram em 2007 e 2009, com aumentos de IPTU que chegaram a mais de 200% em alguns bairros. Segundo o secretário da Fazenda, José Walter Pontes, todos os 137 mil imóveis da cidade existem outros 15 mil que são isentos de imposto terão aumento de 10,31% em seus valores venais. Este valor corresponde a 4% de aumento real somados a 6,31% da inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) no período entre setembro de 2012 e agosto de 2013 e que servirá de cálculo para o IPTU.

“Como não houve tempo hábil para fazer um estudo mais completo, preferimos adotar uma medida que corrija distorções, mas que ao mesmo tempo penalize o menos possível os contribuintes. Esta foi a orientação do prefeito Carlinhos Almeida”, disse Pontes. “Não mexemos nas alíquotas do IPTU e fizemos um trabalho que garanta reajustes mais lineares. Não haverá casos como da última revisão em 2009 com aumentos que ultrapassaram 200%”, completou. A exemplo do que foi feito em 2009, foram estabelecidos limitadores anuais de reajuste de IPTU 25% para imóveis residenciais e 45% para terrenos e imóveis com fins que não sejam residenciais. “O projeto também prevê desconto de 7,5% para pagamentos à vista do IPTU. Hoje, o índice é de 5%. É mais uma forma de diminuir o impacto para os contribuintes.” Segundo Pontes, a expectativa de arrecadação de IPTU para 2014 é de R$ 145 milhões contra atuais R$ 120 milhões.

O vereador oposicionista Fernando Petiti (PSDB) disse que a bancada fará uma análise minuciosa do projeto. “Vamos atuar para evitar que os contribuintes sejam penalizados. No governo do PSDB foi feita uma revisão ampla para corrigir distorções. Agora também houve tempo e é isto que deveria ter sido feito.” Se o objetivo era garantir mais agilidade nos processos da Câmara de São José dos Campos, a primeira sessão com o GED (Gerenciamento Eletrônico de Documentos) ontem foi um fiasco. Os vereadores tiveram dificuldade para operar o sistema, que foi implantado na última terça-feira ao custo de R$ 1,6 milhão. A presidente da Câmara, Amélia Naomi (PT), abriu os trabalhos às 17h30 e a sessão ficou parada por pelo menos meia hora.

Neste espaço de tempo, os vereadores formaram uma fila para que fossem atendidos por um funcionário da CNC Solutions, empresa que disponibilizou os novos equipamentos. Agora, cada um dos 21 vereadores tem um cartão com sua assinatura eletrônica para apresentação de requerimentos e projetos de lei. As assinaturas em projetos, que são comuns durante as sessões de Câmara, também têm que ser realizadas com o novo dispositivo. “O sistema é muito bom e garantirá agilidade, mas ainda estamos em fase de adaptação. Vai melhorar com o tempo”, disse o vereador Carlinhos Tiaca (PMDB) no início da sessão de ontem. Já o professor Calasans Camargo (PRP) reclamou da demora para que a sessão fosse retomada. Ele foi flagrado ontem por O VALE acessando seu Facebook durante a interrupção dos trabalhos. “Você não está vendo que está tudo parado? Vamos ficar um olhando para a cara do outro. A pauta foi trancada e talvez vamos ficar aqui duas ou três horas sem fazer nada”, disse Calasans ao ser questionado sobre uso do Facebook.

Transporte Público da Região Sudeste devem ter alterações

Mudanças atendem às solicitações dos moradores e trarão benefícios para os usuários da região A Prefeitura de São José dos Campos vai realizar a partir desta quinta-feira (15) algumas alterações nas linhas da região do Putim, zona sudeste da cidade. As mudanças atendem às solicitações dos moradores e trarão benefícios para os usuários da região.

A principal melhoria será o início da operação do Corredor Sudeste- 360- Vila Adriana/ Terminal Central. A nova opção vai circular de segunda a sexta-feira, nos horários de pico, com ônibus articulados, apenas nos principais corredores. Pelo fato de não entrar nos bairros, a linha terá um tempo de viagem reduzido em relação às demais linhas. Já linha 302- Putim/Praça Afonso Pena passará a atender o bairro Vila Adriana em todos os horários. Na  212- Putim/ Praça Afonso Pena serão feitos apenas ajustes de horário.

Cidade tem inscrições abertas para Cursos Profissionalizantes

O Fundo de Social de Solidariedade de São José dos Campos abriu inscrições para novos cursos profissionalizantes “Iniciando na arte de emendar retalhos”. Os interessados podem se inscrever na sede do Fundo Social (Avenida Olivo Gomes, 100, Parque da Cidade), em Santana, ou pelo telefone 3924-7369.

As aulas terão início na segunda-feira (19) e seguem até o final do mês de setembro. A capacitação será nos seguintes locais:

  • Campo dos Alemães
    Segundas-feiras das 13h30 às 16h30
  • Jardim São José
    Quartas-feiras das 13h30 às 16h30
  • Vicentina Aranha
    Quintas-feiras das 13h30 às 16h30
  • Alto da Ponte
    Sextas-feiras das 13h30 às 16h30

No distrito de Eugenio de Melo, o curso começa no dia 3 de setembro e será realizado sempre às terças-feiras das 13h30 às 15h30. O curso de capacitação em máquinas de costura, realizado pelo Fundo Social de Solidariedade em parceria com a Universidade do Vale do Paraíba (Univap), teve a programação alterada. A carreta estará no Parque Interlagos no mês de setembro.

Cidade tem nova unidade Fábrica de Aeronáutica

Com investimento de R$ 1 milhão, nova fábrica produzirá materiais compósitos para a indústria aeroespacial; atividades devem começar no primeiro semestre do ano que vem. A empresa norte-americana Dallas Aeronautical Services (DAS) anunciou nesta quarta-feira (14) que irá instalar no Parque Tecnológico da Universidade do Vale do Paraíba (Univap), em São José dos Campos, sua primeira unidade fora dos Estados Unidos. O evento aconteceu no estande da empresa durante a Labace (Latin American Business Aviation Conference & Exhibition).

A nova fábrica produzirá materiais compósitos para a indústria aeroespacial executiva com foco no desenvolvimento de novas tecnologias e inovação. O projeto também envolve uma oficina de reparos em processo de certificação junto à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). A empresa pretende iniciar suas atividades no primeiro semestre de 2014, com investimento de cerca de R$ 1 milhão. A planta será instalada em uma área de aproximadamente 6,5 mil m² e atenderá também os setores de defesa, petróleo e gás, exército, marinha e aeronáutica. De acordo com o diretor geral da Dallas Brasil, Paulo Dominonni, a parceria com o Parque Tecnológico da Univap possibilitará que a Dallas conte com pesquisadores, doutores e profissionais capacitados para desenvolver os projetos da empresa com tecnologia brasileira. O objetivo é transferir a tecnologia americana, bem como desenvolver novas tecnologias e processos, que possibilitem ao Brasil crescer dentro da área de reparos, testes e manuseio de materiais compostos.

“Destaco a região de São José dos Campos onde estamos nos instalando, com grande infraestrutura e apoio ao desenvolvimento de pesquisas inovadoras o que irá nos possibilitar uma estratégia diferenciada no setor de reparo e produção de compostos”, afirma. A definição da área foi decidida em parceria com a Prefeitura de São José dos Campos, que desde a visita da empresa à cidade auxiliou a companhia em todo o processo. O município conta com as principais empresas do setor aeroespacial do país e o mais desenvolvido cluster do setor, além de universidades, centros de pesquisa de ponta e profissionais qualificados com atuação na área, o que certamente foi um diferencial para atrair o investimento da empresa.

“É com satisfação que a nossa cidade recebe a primeira unidade da DSA fora dos Estados Unidos. São José dos Campos está preparada para receber empreendimentos desse porte que agregam valor para o município, além de inovação e tecnologia para o desenvolvimento do nosso país”, destacou o prefeito.

Sobre a DAS

A Dallas Aeronautical Services (DAS) tem sede na cidade de Dallas, no Texas, onde opera há oito anos. A empresa realiza reparos em peças, dá apoio na engenharia dos equipamentos e fabrica componentes de aeronaves. Entre as linhas de jatos executivos manuseados pela empresa estão Gulfstream, Bombardier, Lear e Hawker Beechcraft, entre outras. Atualmente, a fábrica emprega 32 pessoas. Além da fábrica em São José dos Campos, uma nova oficina com cinco mil metros quadrados será construída no futuro para que a empresa expanda suas atividades.

Sobre o Parque Tecnológico Univap

O Parque Tecnológico Univap, cujo edifício sede foi inaugurado em abril de 2005, tem por missão promover uma interação entre a universidade e as empresas em ações de pesquisa e desenvolvimento para transferência de tecnologias, criando novos negócios que fomentam o desenvolvimento econômico da comunidade local e regional. Oferece um ambiente estruturado capaz de articular os recursos e competências dos seus integrantes.

Prefeitura realiza “ultrassom” nas árvores da cidade

As árvores de São José passarão por exame de ultrassom para checar a “saúde” delas. A medida é inédita em prefeituras do país. Com um aparelho chamado Arbotom, fabricado na Alemanha, técnicos da prefeitura irão avaliar as condições de árvores antigas e com risco de queda, por meio de diagnóstico por imagem. São José tem cerca de 120 mil árvores na zona urbana. O Arbotom funciona por sensores de frequência e pode identificar, com exatidão e rapidez, o grau de comprometimento e as lesões de árvores e suas raízes. A meta é prevenir acidentes, como o que ocorreu na rua Anchieta, na região central, em março deste ano. Uma árvore avaliada pelos técnicos caiu e quase atingiu uma mulher.

Os testes visuais de avaliação das árvores serão substituídos pelo ultrassom, capaz de fornecer imagens em 3D do interior delas. “Teremos um diagnóstico completo e real das árvores mais velhas e em lugares com risco de queda”, disse Antônio Carlos Wolff Nadolny, secretário de Serviços Municiais. “O aparelho permite a prevenção efetiva das árvores. Na rua Anchieta, a árvore que caiu foi aprovada em análise visual, e quase matou uma mulher. Tem que ser um trabalho mais técnico e detalhado.”

Segundo Nadolny, o aparelho foi alugado de uma empresa por seis meses, quando os resultados serão avaliados. O valor da locação é de R$ 5.000 por mês. Para comprar em definitivo o equipamento, a prefeitura terá que desembolsar R$ 85 mil. O aparelho também será usado para averiguar as condições de pontes e passarelas de madeira na cidade.

Segundo Balanço, Vans tem prejuizo de R$ 26 milhões

Relatório elaborado pelas empresas de ônibus de São José dos Campos aponta um prejuízo de pelo menos R$ 26,7 milhões causado pela atuação do transporte alternativo na cidade. O documento, encaminhado à Câmara no início do mês, traz um balanço financeiro das concessionárias. Atualmente, o transporte coletivo de São José é operado pelas empresas CS Brasil, Expresso Maringá do Vale e Viação Saens Peña. O suposto déficit causado pela atuação das vans se refere somente ao lote 3, operado pela Maringá única a mensurar esse impacto. O prejuízo teria sido acumulado entre julho de 2009 e novembro de 2012. As três empresas de ônibus pedem na Justiça o fim do transporte alternativo em São José, alegando que a atuação dos perueiros causa uma concorrência ilegal no sistema. Segundo as concessionárias, os contratos firmados com a prefeitura em 2008 dão a elas o direito à exclusividade na exploração do serviço.

A atuação dos perueiros é regulamentada por uma lei municipal de 1994. Hoje, 80 vans operam linhas. Não existem números oficiais sobre o número de passageiros transportados pelas vans em São José. No relatório enviado à Câmara, a Maringá cita “levantamentos” dando conta de que cada veículo transporta 300 passageiros ao dia. A empresa alega que 27 vans atuam em sua área de concessão, ‘retirando’ 8.100 passageiros dos ônibus. “Conforme estabelecido nos termos do edital de licitação, a Prefeitura de São José dos Campos assumiu explicitamente a obrigação de realocar os alternativos para serviços complementares, não concorrendo com os serviços delegados por meio do contrato de concessão. Tal obrigação não foi cumprida”, diz a Maringá.

Nenhuma das concessionárias se pronunciou sobre o assunto ontem. O secretário de Transportes, Wagner Balieiro, disse que a licitação feita pelo governo Eduardo Cury (PSDB) “não definiu qual seria o papel do transporte alternativo a partir dali”. “Os alternativos não foram incluídos nesse processo.” A ação contra os perueiros corre na 1o Vara da Fazenda. A prefeitura tem 60 dias para se manifestar.

A ação movida pelas empresas de ônibus pedindo o fim do transporte alternativo chegou a surpreender a prefeitura?
Isso era algo que poderia acontecer a qualquer momento. Já havia, inclusive, alertado os permissionários sobre isso em algumas reuniões que tivemos.

Por que isso já era esperado?
Na licitação feita em 2008, era fundamental definir qual seria o papel do transporte alternativo a partir dali, mas isso não ocorreu. Na época eu era vereador, e a bancada do PT apresentou uma emenda nesse sentido, mas ela acabou rejeitada. A licitação foi feita, as empresas vencedoras ganharam o direito de explorar o sistema e agora entraram com esse pedido na Justiça.

A prefeitura vai defender a atuação dos perueiros?
A prefeitura vai responder os questionamentos feitos e, depois, cumprir o que for decidido pela Justiça. Ela solicitou uma série de documentos, e a prefeitura tem 60 dias para se manifestar.

As vans vêm perdendo passageiros por conta de medidas determinadas pela prefeitura, como a implantação da bilhetagem eletrônica e, recentemente, a integração das linhas, que beneficiam apenas usuários dos ônibus. A administração tem interesse na permanência do transporte alternativo?
O fato de essas medidas beneficiarem apenas os usuários dos ônibus é reflexo da licitação feita em 2008. No momento em que alguma medida deveria ter sido tomada, isso não aconteceu. Os alternativos não foram colocados nesse processo.

A população corre o risco de ficar desassistida caso a Justiça decida retirar as vans de circulação?
Os usuários não serão prejudicados. Seja qual for a decisão da Justiça, eles terão o seu transporte garantido.

O transporte alternativo foi regulamentado em São José pelo governo PT em 1994. O que representaria para o partido uma eventual extinção do sistema?
O transporte alternativo reconhece todo o trabalho que o PT fez por ele, inclusive regulamentando a atividade.

Chamada para Curso Tecnicos da cidade nesta Quinta-feira

Processo seletivo será aberto duas vezes por ano; podem concorrer candidatos que prestaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2012. Será publica nesta quarta-feira (14) a primeira chamada de candidatos selecionados para vagas de ensino técnico inscritos na primeira edição do Sisutec (Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica). Os convocados devem fazer a matrícula na quinta-feira (15), e na sexta-feira (16), na instituição de ensino escolhida. Quem se inscreveu, e não está na primeira lista, tem chance de ser convocado na segunda chamada, que será publicada na segunda-feira (19), também na página do sistema, que fica no site do Ministério da Educação.

Em São José dos Campos, foram oferecidas nesta fase 2.840 vagas para 33 cursos mantidos por três instituições de ensino técnico e tecnológico (Faculdade IBTA, Colégio Tableau e SENAC). Têm prioridade os candidatos que cursaram o ensino médio completo na rede pública ou em instituições particulares com bolsa integral – para eles estão reservadas 85% das vagas oferecidas na seleção, todas gratuitas, em escolas técnicas e tecnológicas de todo o país. O processo seletivo será aberto duas vezes por ano e podem concorrer os candidatos que prestaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2012. Na seleção, são consideradas políticas afirmativas e cotas para pretos, pardos e indígenas, bem como estudantes que cursaram o ensino médio em escolas públicas.

São oferecidos cursos de Enfermagem, Farmácia, Logística, Meio Ambiente, Segurança do Trabalho, Radiologia, Informática, Internet, Programação de Jogos Digitais, Redes, Manutenção e Suporte em Informática.

Parque Tecnologico é disputado por mais de 70 empresas

Interessados devem apresentar plano de negócios com detalhes do projeto a ser desenvolvido; processo de seleção foi lançado em abril. O processo de seleção para ocupação de 50 espaços no Centro empresarial II do Parque Tecnológico de São José dos Campos já tem mais de 70 empresas pré-cadastradas. O processo formal de seleção será realizado por meio de chamada pública e conduzido por especialistas contratados para este fim. O edital será lançado no final de outubro. As empresas cadastradas por meio do site do Parque Tecnológico são de pequeno e médio porte e originárias de várias partes do país e do exterior. A maior parte, contudo, é de São José dos Campos e região.

Empresas interessadas em participar do processo de seleção deverão apresentar seu plano de negócios, com o detalhamento do projeto a ser desenvolvido, seguindo as orientações e o descritivo do edital – a ser lançado em novembro. As instituições classificadas serão aquelas que obtiverem maior pontuação. O processo de seleção foi lançado em abril, durante a Feira de Aeroespaço e Defesa Latino-Americana da América Latina (LAAD 2013, sigla em inglês), com o objetivo de atrair para a cidade pequenas e médias empresas, do país e do exterior, que atuam nos campos de tecnologia avançada e inovação.

Em sua primeira etapa, de abril a outubro deste ano, o Programa de Seleção de Empresas prevê a divulgação e conscientização das comunidades nacional e internacional para o empreendedorismo inovador de base tecnológica e para mostrar a oportunidade oferecida pelo Parque Tecnológico.  O Centro Empresarial II está em construção e o início de suas operações está previsto para o final do primeiro trimestre de 2014. O prédio tem 12 mil metros quadrados, construído em dois pavimentos.  Os espaços empresariais são constituídos por módulos com áreas que vão de 60 até 180 metros quadrados. O local terá oito salas de reunião de uso comum, recepção centralizada e laboratórios de uso compartilhado.  O apoio à criação e o desenvolvimento de novos empreendimentos inovadores e de base tecnológica constitui a principal missão do Parque Tecnológico de São José dos Campos.

Revap atraem moradores com mais de 800 vagas de empregos

Cerca de 30 empresas prestadoras de serviço para a Petrobras contratarão 452 trabalhadores para a manutenção da Revap (Refinaria Henrique Lage), em São José dos Campos. Só serão aceitos homens com mais de 18 anos e com experiência mínima de seis meses em refinaria. Os candidatos têm que se cadastrar no PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador) de São José, na rua Pedro Ernesto, 111, na Vila Sanches, região central. A seleção, que será feita pelas empresas, ocorrerá entre os dias 16 e 19 de agosto. Cada candidato cadastrado recebe uma carta indicando dia, horário e local da entrevista de seleção. Para cada vaga, em média, estão sendo encaminhados dois candidatos com o perfil desejado pelas empresas.

Segundo o PAT, o cadastro começou a ser feito na última sexta-feira, mas o movimento cresceu a partir de ontem, com mais de 800 pessoas procurando o serviço. Um deles é o desempregado Benedito Aparecido Ribeiro, 57 anos, de Jacareí, que procura trabalho como caldeireiro e montador. Ele saiu do PAT ontem satisfeito com a entrevista marcada para a próxima sexta-feira. Está confiante em conseguir o emprego. “Tenho 11 anos de experiência em refinaria e acho que consigo o emprego. Todo mundo quer ir para a Revap”, afirmou ele.

Quem quiser concorrer à uma vaga, tem que levar ao PAT os seguintes documentos: Carteira de Trabalho, RG, CPF e PIS ativo, todos originais. O serviço atende de segunda à sexta, das 8h às 17h. “É positivo para a cidade a oferta de vagas na Revap”, disse Miranda Ueb, secretário de Relações do Trabalho. A Petrobras vai gastar R$ 300 milhões para a manutenção de todo o parque industrial na refinaria de São José. Os trabalhos começarão em setembro, quando haverá a paralisação da Revap. “É uma parada programada, todas unidades fazem a cada seis anos, cada uma no seu tempo”, disse Elza Kallas, gerente-geral da Revap. “É apenas uma manutenção para que a unidade volte a sua condição original, até para aguentar mais seis anos de produção.” Além disso, segundo a empresa, serão investidos R$ 100 milhões para melhorar a eficiência dos processos produtivos na refinaria.

Com o investimento, estima-se que haja um aumento na produção de querosene de aviação (QAV), carro-chefe da unidade em São José. “São alguns gargalos que temos no processo. Resolvidos, vão permitir que a gente produza mais, principalmente querosene”, afirmou Elza. São produzidos 6.000 metros cúbicos por dia de querosene na Revap. Com o investimento, a Petrobras espera elevar este valor em 600 metros cúbicos. Em fevereiro deste ano, a Secretaria de Relações do Trabalho de São José negociou com a Revap e o Sindicato da Construção Civil a contratação de trabalhadores da cidade para as obras na refinaria, incluindo a manutenção. Segundo o secretário Miranda Ueb, chegou-se a um percentual de 60% de aproveitamento de trabalhadores de São José e da região. “A Petrobras se comprometeu a orientar as empresas contratadas a cumprir o acordo”, afirmou Ueb. Marcelo Rodolfo da Costa, presidente do sindicato, disse que a cidade não tem falta de mão de obra. “A Petrobras qualificou mais de 7.000 trabalhadores nos últimos tempos por meio da Revap.”