Cidade tem inscrições abertas para Escola da Embraer 2014

Os alunos da rede pública da região, que desejam fazer o ensino médio no Colégio Embraer Juarez Wanderley, em São José dos Campos, em 2014, já devem começar a se preparar para o processo seletivo. O Instituto Embraer de Educação e Pesquisa, mantenedor do colégio, publicou edital com as datas de inscrições que deverão ser feitas, eletronicamente, de 20 a 27 de setembro, pelo site da Vunesp www.vunesp.com.br. A inscrição custa R$ 20 e deve ser paga nos bancos.  Em São José dos Campos, serão oferecidas 200 vagas, paras os moradores da região. O colégio também tem uma unidade em Botucatu, com 120 vagas.

Segundo a empresa, para participar da seleção, o candidato deverá, obrigatoriamente, estar cursando desde o início do ano letivo de 2013, a 8ª série (ou 9º. ano) do ensino fundamental em uma escola da rede pública municipal ou estadual de São José dos Campos, Jacareí, Caçapava ou Taubaté, para concorrer às vagas do colégio da cidade. O interessado também precisa morar com os pais ou responsáveis nessas cidades e ter nascido após 30 de junho de 1997. Os candidatos terão que fazer uma prova de conhecimentos (questões na forma de teste de múltipla escolha) e uma redação. Os alunos com melhor pontuação serão selecionados para 80% das vagas. As restantes estão destinadas a candidatos que pertençam a famílias com renda mensal bruta per capita igual ou inferior a 1,5 salário mínimo.

As provas serão realizadas no dia 10 de novembro de 2013, das 13h30 às 18h, em local ainda a ser definido pelo Colégio Embraer. Os selecionados receberão bolsa integral de estudos, uniformes, materiais didáticos, alimentação na escola e transporte de ida e volta. Os alunos estudam em período integral, 10 horas por dia. O Colégio Embraer foi criado em São José, em 2002, “com a missão de proporcionar ensino de qualidade a 600 jovens, nas três séries do ensino médio, e prepará-los para ingressar nas melhores universidades do país e do exterior”. Segundo a assessoria, desde 2008 os alunos atingem o índice de 100% de aprovação nos exames vestibulares, sendo que mais de 80% são aprovados nas melhores universidades públicas do país. Além disso, o Colégio Embraer tem obtido boa colocação no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). No total, mais de 1.800 alunos já foram formados em São José dos Campos.

Com Plebiscito, foi definido a manutenção da ECO na cidade

Com 22% dos eleitores previstos oficialmente para a votação, o plebiscito realizado pela Prefeitura de São José dos Campos, no último domingo, definiu pela manutenção da Estação de Conexão de Ônibus (ECO) do Campos de São José, na região leste da cidade. Participaram da votação 2.292 moradores da região. A prefeitura esperava 10 mil pessoas, segundo divulgou a assessoria de imprensa da Secretaria de Transportes. Foram 1.373 votos favoráveis e 905 contra. Ainda foram registrados 11 votos nulos e 3 em branco. Segundo moradores ouvidos pelo O VALE, o resultado teria agradado à administração atual, que teria avaliado que a destruição da mesma não seria positiva. Durante a campanha do ano passado, o PT chegou a defender o fechamento da ECO.

A votação foi acompanhada por fiscais da prefeitura, representantes de moradores e pela Defensoria Pública. O baixo número de participantes, causou surpresa no defensor público, Jairo Salvador. “Acho que a prefeitura superestimou o número de pessoas que iriam votar. O plebiscito foi bem divulgado, mas muitas pessoas resolveram não votar. O resultado da votação reflete as melhorias que já foram feitas na ECO pela prefeitura”, disse o defensor. A prefeitura disponibilizou urnas em dez bairros para os moradores decidirem se queriam manter o sistema atual ou voltar ao anterior. Desde que foi implantada em 2010, a ECO divide a opinião dos usuários.

O aposentado Benedito Marques, 65, morador do Campos de São José, gostou do resultado. “O bairro precisa progredir. Aqui não tinha nada, agora tem a ECO que serve bem aos moradores porque os ônibus não andam mais lotados”. O comerciante Edson da Silva Domingos, 46, do Jardim Helena, também aprovou o resultado, mas espera que a prefeitura coloque mais ônibus para atender aos moradores do Serrote. “Aqui só falta construir banheiro e colocar mais um ônibus para atender ao Serrote, fora do horário de pico”. A professora Rail Cassemiro dos Santos, 35, do Campos do São José, não gostou do resultado. Segundo ela, a baldeação que é feita na ECO, atrasa muito. “Antes o ônibus passava perto de casa, era mais rápido. Eu queria que voltasse ao sistema anterior”.

O secretário de Transportes, Wagner Balieiro, disse que o resultado foi semelhante a uma pesquisa que o governo já tinha feito no início do ano. Agora, com esse resultado, a secretaria vai dar prosseguimento às melhorias na ECO. “A região recebeu o primeiro ônibus articulado para fazer a linha Campos de São José-Centro. Também fizemos um painel com os horários dos ônibus para os moradores se programarem. Nós também vamos construir banheiros e, se houver demanda, vamos colocar mais ônibus para atender aos bairros”, disse.

Com a subida do Dólar, preço do Pão Francês pode subir

O dólar comercial chegou a R$ 2,416 na venda ontem, no fechamento do mercado, e preocupou os consumidores. Acumulando alta de 5% desde a semana passada, a moeda americana pode provocar subida de preços na região. Segundo economistas, estão na mira os produtos importados, como azeites, vinhos e bacalhau, e os itens que têm toda ou parte da matéria prima vinda de fora do país, como o pão francês. Um dos principais ingredientes do pãozinho, a farinha de trigo, é parte importado pelos fabricantes e pode ficar mais cara a partir dos próximos dias. Segundo o empresário Emerich Mortl, da padaria São Miguel, em Santana, zona norte de São José, o preço do quilo do pão subiu cerca de 5% nos últimos dois meses por causa da variação da farinha de trigo.

“Na verdade, o preço da farinha aumentou 25%, mas nós repassamos apenas 5% para o consumidor. Não dá para colocar toda a variação no preço do pão”, disse. Com o maior valor registrado desde março de 2009, o dólar tem um duplo impacto no Vale do Paraíba. Segundo o economista Edson Trajano, a valorização da moeda americana abre a possibilidade de encarecer produtos, mas também traz mais rentabilidade às empresas exportadoras. “Quase todo o segmento de informática, por exemplo, depende de componentes importados. Os produtos podem ficar mais caros”, afirmou Trajano, que é pesquisador do Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais), da Unitau (Universidade de Taubaté). O economista Roberto Koga chama a atenção para outros itens que subirão de preço com a alta do dólar, como as viagens para o exterior e a fatura do cartão de crédito internacional. “Quem gastou lá fora vai receber a fatura mais cara”, informou.

Segundo o diretor regional da Apas (Associação Paulista de Supermercados), Fernando Shibata, os consumidores ainda não se depararão com a elevação do preço dos produtos nos supermercados. “Entretanto, caso o aumento do dólar seja contínuo, em algum momento o fato vai impactar no bolso do consumidor”, afirmou ele.

Fim de fabricação de carro leva Sindicato as ruas da cidade

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos vai às ruas contra o fim da produção do Classic na fábrica da General Motors na cidade. Ontem, dirigentes estabeleceram uma agenda de mobilização até o próximo dia 30 de agosto, quando a GM promete encerrar a fabricação do modelo em São José. A data coincide com o final do período de licença remunerada de 897 trabalhadores ligados ao MVA. Eles estão em casa desde 5 de agosto.

Em anúncio feito anteontem, que surpreendeu os sindicalistas, a GM antecipou para agosto o fechamento do MVA. A empresa desconsiderou acordo assinado em janeiro deste ano, com o sindicato, que previa a continuidade da produção no setor até 31 de dezembro, com a manutenção dos empregos. “Criou-se uma nova situação que exige o fim da produção do Classic em São José, que tornou-se economicamente inviável”, explicou Luiz Moan, diretor de relações institucionais da GM, em reunião anteontem com o sindicato.

Antônio Ferreira de Barros, o ‘Macapá’, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José, disse que a mobilização começa na próxima quarta-feira, com uma assembleia, e segue no dia 30 de agosto, com um paralisação geral da categoria.

A partir do dia 25 de Agosto, começa a funcionar o nono número

No próximo dia 25 de agosto (domingo), os números de celular do interior de São Paulo (DDD 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18 e 19) ganham um nono dígito, assim como já aconteceu com os da capital paulista. A medida – que aumenta de 37 milhões para 90 milhões de combinações em cada área – atingirá todo o Brasil até 2016, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Confira abaixo uma entrevista com
Valdomiro Souza, Gerente de Infraestrutura de TI e Operações da Zenvia, uma das maiores empresas de mobilidade no Brasil.

O que muda a partir do dia 25 deste mês?
Basicamente, para acessar os celulares do interior paulista, por voz ou por mensagem, os interessados devem acrescentar o número “9” à esquerda do número existente (Ex: 9 XXXX-XXXX). Há um período determinado de adaptação, no qual as ligações serão completadas com os oito dígitos atuais, após ouvir uma mensagem de orientação quanto à mudança.

Quais os impactos decorrentes dessa alteração, principalmente para quem trabalham com TI?
Os principais impactos estão nas regras de validação dos números. No caso da Zenvia, por exemplo, tivemos que adicionar em uma centena de aplicações estas novas regras de validação, além do trabalho de atualização de bases de dados, favorecendo nossos clientes que não precisarão fazer qualquer atualização nesse sentido. Trata-se de um trabalho delicado, pois todas as regras de negócio existentes não podem ser impactadas de outra forma, apenas na validação necessária com o nono dígito. Além disso, faremos testes de homologação com as operadoras de telecomunicações e internamente para nos certificarmos que as mudanças seguem as regras da Anatel. A partir do primeiro minuto do dia 25, toda a equipe de TI da Zenvia trabalhará, em um pequeno intervalo de tempo, para executar tais alterações e validações, em paralelo aos times das operadoras.

Pode citar alguma dica que facilite a migração?
A melhor forma de executar a migração é seguindo a regra: números de telefone com DDDs de 12 a 19 iniciados por: 6, 8, 9, 70, 71, 72, 73,74, 75,76 e 79 são celulares e recebem o nono dígito. Os números iniciados por: 2, 3, 4, 5, 77 e 78 não são celulares e, portanto, não ganham o nono dígito. De qualquer forma, a Anatel disponibilizou uma cartilha com as melhores práticas para a migração.

O que a Zenvia fez para aumentar a comodidade dos seus clientes?
Iniciamos esse trabalho de adequação em 2012, com a primeira fase de migração para o nono dígito ocorrida com o DDD 11. Um dos grandes desafios é implementar uma solução que permita a automática adequação quando encaminhamos ou recebemos números antigos (com oito dígitos), das regiões que foram atingidas pela mudança. A adequação de software atingiu mais de 300 milhões de registros em nosso banco de dados. O objetivo da Zenvia é desobrigar nossos clientes de dedicar tempo a isso, minimizando, assim, o impacto em seus sistemas atuais.

Você sugere algum aplicativo que atualize a agenda do celular automaticamente?
Existem boas opções gratuitas de Apps nas lojas do Google Play (plataforma Android) e App Store (plataforma iOS/Iphone). Porém os demais smartphones e feature phones exigirão a edição manual de cada contato.

Telefones via rádio serão atingidos com a mudança?
Conforme resolução Anatel n.º 553/2010, os planos de numeração destinados ao Serviço Móvel Especializado (SME/Rádio) não sofrerão alterações, permanecendo com códigos de acesso com oito dígitos.

Empresas querem dinheiro público para cobrir ‘rombo’

O relatório do fluxo de caixa e do balanço econômico das empresas de ônibus que operam o transporte público em São José dos Campos sugere o repasse direto de dinheiro do poder público para cobrir os prejuízos que elas estariam tendo na prestação dos serviços. Nos dados encaminhados pelo secretário de Transportes, Wagner Balieiro, à Câmara de São José, no final de junho, a Expresso Maringá, uma das três empresas concessionárias, afirma que “seria necessário um aporte direto do poder concedente (prefeitura) no valor de cerca de R$ 43,8 milhões (atualizados em dezembro de 2012), à empresa concessionária, para cobrir os desequilíbrios financeiros com as operações”.

A Maringá e a CS Brasil exploram o transporte público na cidade desde 2008 e a Saens Peña, desde 2010. O contrato de concessão dos serviços públicos tem um prazo de 12 anos. A CS Brasil aponta que nos primeiros cinco anos do contrato as perdas acumuladas foram de R$ 50,1 milhões. A Saens Peña diz que seu déficit é de R$ 8,2 milhões em dois anos de concessão. Pelos dados das empresas, a exploração dos serviços de transporte público em São José seria um “mau negócio”, com prejuízos acumulados de cerca de R$ 102 milhões. As empresas alegam que a prefeitura fez novas exigências que não estavam previstas no edital, publicado em 2007, durante a gestão do ex-prefeito Eduardo Cury, que “afetaram significativamente os resultados projetados para o fluxo de caixa da concessão”.

Entre essas exigências estão o aumento da frota a partir do segundo ano do contrato, aumento da quantidade de viagens e da quilometragem rodada e a exigência de contratação de cobradores para os micros ônibus. Elas também disseram que tiveram prejuízos com a contratação de pesquisadores, mais cartões de passe eletrônico e com a compra de sapatos para os funcionários. A Avetep (Associação Valeparaibana de Transporte Público), não quis comentar o assunto com O VALE. O ex-secretário de Transportes, Anderson Farias Ferreira, contesta as empresas e diz que todas as exigências estavam previstas no edital de licitação. “Se elas estão tendo prejuízo, por que continuam operando em São José”, questionou. O vereador Luiz Mota (DEM), da Comissão de Transportes, também não acredita em prejuízos. “Acho que é um alegação para forçar o aumento da tarifa.”

Obras de melhorias podem ser barradas pelo Ministério

O Ministério Público em São José dos Campos ameaça recorrer à Justiça contra as obras de infraestrutura compensatórias que a prefeitura pretende realizar nos bairros que ficaram de fora das metas de regularização do município. Dos 160 bairros clandestinos, só 27 serão regularizados até o fim do mandato do prefeito Carlinhos Almeida (PT). Nos demais, o governo planeja melhorias como pavimentação e mutirões de pintura de casas em parceria com a iniciativa privada. Cerca de 80 mil pessoas vivem atualmente nos loteamentos irregulares.

O promotor de Habitação, Gustavo Médici, diz que a maioria dos bairros está em áreas de preservação ambiental ou de risco, onde a regularização não é possível. Segundo ele, “em termos jurídicos, é completamente proibido realizar obra em parcelamento irregular”. A media caracterizaria desperdício de dinheiro público. “Fazer ruas, parquinhos, pinturas, não dá. Se for ilegal, eu entro com ação contra o governo”, diz. A dona de casa Cecília Ramos, 67 anos, moradora da Vila Rhodia (zona norte), conta apenas com luz elétrica em casa. Nas estatísticas, ela integra o grupo de 26% dos bairros clandestinos que só contam com rede de energia. Somado aos que têm luz e água, o índice chega a 76,5%.

Somente 3,09% têm água, luz, esgoto, pavimentação e drenagem. Eles devem ser regularizados primeiro. Sem conhecer os números, Cecília espera garantir a posse do imóvel e ficar onde está. “Gosto daqui. Já fui morar no Campo dos Alemães e voltei por causa da violência”, conta ela. Para compensar a revisão da ofensiva, o governo iniciou uma ‘operação belezura’ nos loteamentos. Pintou casas, colocou bloquetes e fez obras de paisagismo e estética no Costinha (zona norte). Promete fazer o mesmo em outros sete bairros. O Ministério Público de São José dos Campos pressiona a prefeitura a decidir rapidamente o destino dos bairros clandestinos, especialmente aqueles em áreas de risco.

Em reunião no começo do mês de agosto, a Promotoria de Habitação cobrou um cronograma de ações da administração para estes loteamentos.  O governo terá até 60 dias para entregar um roteiro com os prazos que seguirá para regularizar os bairros tecnicamente viáveis e retirar as famílias dos lugares inadequados. Segundo o promotor Gustavo Médici, o tempo de acomodação do novo governo está acabando. “Ele herdou a administração com todos os problemas que já tinha. Não posso aguardar muito tempo para que ele se reestruture”, disse. “O prefeito tem o dever de se agendar dentro da prefeitura e dar continuidade à administração, mas eu não posso ficar aguardando indefinidamente”, completou. Médici afirmou que a regularização tem que seguir normas técnicas, e não políticas.

Priorizar os loteamentos conforme o grau de risco e aqueles sem entraves técnicos. “Havendo possibilidade técnica de regularizar, o MP adota o entendimento de que se deve regularizar. Quando tecnicamente não dê para fazer a regularização, eu sou contra ela.” Para o promotor, a demora na decisão de quais bairros serão regularizados não se sustenta mais. “O prefeito está numa situação de risco pessoal. Ele já tem esses dados e, teoricamente, teria que adotar providências urgentes em inúmeros casos. Preciso de prazos e cronogramas”, disse Médici. “Há pouco tempo para adequação. O que preciso é que o prefeito apresente uma pauta factível para justificar o meu aguardo.”

Escola da cidade tem inscrições abertas para o EJA

Inscrições acontecem entre os dias 19 a 23 na secretaria da escola; é necessário apresentar cópia do RG, CPF, comprovante de endereço, transferência ou declaração de escolaridade e 1 foto 3X4. A nova escola de ensino fundamental do Jardim República, Professor Hélio Walter Bevilacqua, na região sul de São José dos Campos, começa a oferecer os cursos de Educação de Jovens e Adultos (EJA) para os ensinos médio e fundamental (do 6º ao 9º) a partir do dia 2 de setembro.

As inscrições estarão abertas a partir da segunda-feira (19) e seguem até o próximo dia 24, na secretaria da escola (Rua Oscar Ferreira da Silva, número 155).  A unidade é uma parceria entre Prefeitura de São José dos Campos e o Governo do Estado. No período de 19 a 23, as inscrições acontecem das 8h30 às 11h e das 13h às 15h30. Já no dia 24, sábado, será esquema de plantão com funcionamento das 8h30 às 11h30.

Para a inscrição, é necessário apresentar cópia do RG, CPF, comprovante de endereço, transferência ou declaração de escolaridade e 1 foto 3X4. Mais informações pelo telefone 3939-2310. Podem cursar o EJA Ensino Médio qualquer pessoa a partir de 18 anos de idade que tenha cursado o ensino fundamental. Já para o EJA II Ensino Fundamental (Anos Finais/do 6º ao 9º), é necessário ter a partir de 15 anos completos e ter concluído o 5º ano do ensino fundamental.

Cidade tem plebiscito para decidir futuro da Estação de Conexão

A Prefeitura de São José dos Campos realiza neste domingo (18) um plebiscito na região do Campos de São José, zona leste da cidade, para decidir o futuro da Estação de Conexão (ECO). A votação acontece entre 9h e 17h. Serão disponibilizadas urnas em dez bairros ao redor da ECO. Nelas, moradores e usuários do sistema de transporte coletivo da região poderão optar pela permanência ou pelo fim da estação. Cerca de 10 mil pessoas são esperadas para a votação.

Em fevereiro de 2013, a Prefeitura realizou pesquisa de satisfação dos usuários. O objetivo foi promover adequações no sistema e atender às solicitações dos usuários. Em maio, a região recebeu a primeira série de audiências públicas, onde foram apresentados os projetos de melhorias aos moradores. Com a permanência da ECO (que recebe melhorias desde o início do ano), a Prefeitura dará início às obras dos projetos apresentados. O plebiscito terá início às 9h. Para facilitar a participação popular, a Secretaria de Transportes vai disponibilizar urnas nos bairros Campos de São José, Mariana 1 e Mariana 2I, Pousada do Vale, Santa Cecilia 1, Santa Cecilia 2I, Serrote, Jardim Helena, Monterrey e Cajuru.

Para participar
Todos os moradores ou proprietários de lote poderão votar uma única vez. É necessário apenas ser maior de 16 anos e apresentar um documento com foto e o comprovante de residência. Serão aceitos quaisquer comprovantes emitidos pelo município como água, luz, telefone, além de contratos de locação em nome do próprio eleitor, dos respectivos pais ou cônjuge. Não serão aceitas correspondências particulares. Também não será permitido o voto por procuração. A coordenação do plebiscito é de responsabilidade da comissão organizadora formada por representantes dos moradores, Secretaria de Transportes, Secretaria de Governo e Defensoria Pública.

Sindicato dos Metalurgicos devolvem verbas para trabalhadores

A direção do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos vai devolver R$ 2 milhões a 15 mil trabalhadores associados a partir desta semana. O dinheiro é referente à parte recebida pela entidade (60%) do Imposto Sindical, que é pago anualmente pela categoria. Junto à devolução, a entidade iniciou campanha nas fábricas para tentar ampliar o número de associados. Hoje, a base tem mais de 43 mil trabalhadores em empresas em São José, Jacareí, Caçapava, Santa Branca e Jambeiro, mas pouco menos de 35% são sindicalizados. A decisão de devolver o dinheiro vai contra decisão do Tribunal Regional Federal de São Paulo, que determina a obrigatoriedade da cobrança do imposto. Cobrado de diversas categorias trabalhistas, o Imposto Sindical corresponde a um dia de salário e é descontado compulsoriamente, todo mês de março, dos trabalhadores com carteira assinada, mesmo que não sejam filiados ao sindicato de sua categoria. Desde 1999, o Sindicato dos Metalúrgicos de São José briga na Justiça com a União pelo direito de não realizar a cobrança. Durante todo esse período, o dinheiro não foi recolhido mas, em outubro de 2012, uma decisão judicial obrigou a cobrança neste ano.

A entidade aguarda agora avaliação de recurso encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça e ao Supremo Tribunal Federal. “Defendemos que o trabalhador deve contribuir voluntariamente para o sindicato, tornando-se sócio ou pagando as taxas negociais aprovadas em assembleia”, disse o presidente do Sindicato Antonio Ferreira de Barros, o ‘Macapá’. Pela legislação brasileira, do total descontado do salário dos trabalhadores, 60% é repassado aos sindicatos, 15% às federações, 5% às confederações e 20% fica com o Ministério do Trabalho. Por isso, o sindicato só poderá devolver os 60% referentes à sua parte do imposto.

Segundo o presidente do sindicato, a entidade está visitando as fábricas para tentar ampliar o número de associados. Um formulário de adesão é entregue nas entradas dos turnos. Os metalúrgicos que não são sindicalizados podem receber a devolução ao se tornarem sócios durante a campanha que começou esta semana nas fábricas da base.