Prefeitura e Policia militar fecha cerco com baladas noturnas

A Prefeitura de São José dos Campos e a Polícia Militar fecharam o cerco contra as festas itinerantes, boates, casas noturnas e de espetáculos, responsáveis por atrair centenas de pessoas em locais que, quase sempre, não oferecem infraestrutura e segurança adequadas. Balanço realizado pelo 46º BPM-I (Batalhão da Polícia Militar do Interior), responsável pelas regiões leste e sul de São José, áreas que mais concentram as reclamações, aponta 21 estabelecimentos autuados e oito lacrados por não estarem de acordo com a legislação de segurança nos sete primeiro meses deste ano.

Neste período foram vistoriados 62 estabelecimentos. A força-tarefa é coordenada pela Secretaria de Defesa do Cidadão, em parceria com a Polícia Militar. A ofensiva tem surtido efeito, com notificações aos ‘donos da noite’ que, muitas vezes, têm seus estabelecimentos lacrados por falta de extintores, por exemplo. As casas noturnas dos bairros Residencial União, Jardim Morumbi e bares responsáveis por promoverem ‘pancadões’ em suas calçadas na zona sul da cidade são os principais alvos das equipes de fiscalização.

São vistoriados itens relacionados à Vigilância Sanitária, saídas de emergência, extintores de incêndio, segurança e áreas destinadas ao socorro dos clientes. Segundo o secretário de Defesa do Cidadão, José Luís Nunes, as fiscalizações em casas noturnas, bem como em outros tipos de estabelecimentos ocorrem durante a Operação Sossego, realizada em conjunto com a Polícia Militar; além de atividades em parceria com outras instituições como Vigilância Sanitária e Conselho Tutelar.

“A Operação Sossego tem como objetivo disciplinar o funcionamento de estabelecimentos comerciais e manter o sossego público. Essa operação é realizada pela Fiscalização de Posturas Municipais juntamente com a Guarda Civil Municipal aos finais de semana, sendo monitorados determinados comércios, a exemplo de bares, casas noturnas, lanchonetes”, disse. Segundo ele, são escolhidos aproximadamente 30 locais pré-determinados, além de demais estabelecimentos dos quais surjam reclamações durante os plantões. Os pontos comerciais pré-determinados são aqueles que apresentam ou já apresentaram histórico de reclamações.

“Quanto aos problemas de infraestrutura dos estabelecimentos, são realizadas ações em apoio ao Corpo de Bombeiros. Após efetuarem sua vistoria técnica, eles enviam à prefeitura as informações das irregularidades que constataram, para adotarmos os procedimentos complementares cabíveis”, disse Nunes. Entre os principais problemas encontrados estão a falta de licenciamento para o exercício da atividade, exercício de atividade divergente da licenciada, perturbação do sossego público, não manter a ordem pública, a falta do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros ou a validade expirada. “As operações conjuntas e a atuação ostensiva da Polícia Militar tem inibido a ocorrência de “fluxos” e “pancadões”, e tem como objetivo principal evitar que ocorram”, disse.

Os vizinhos das casas noturnas e bares que promovem festas em suas calçadas, muitas vezes, recorrem às autoridades de forma anônima. “Sexta, sábado e domingo são os piores dias. Minha família não consegue dormir de tanto barulho e bagunça na rua. Em frente à minha casa, no dia seguinte, só vejo bitucas de cigarros, latas e copo de plástico”, disse uma moradora do Residencial União, na zona sul de São José. O barulho atormenta Lídia da Silva, 20 anos, do Parque Industrial. Segundo o capitão Wilker dos Santos Lopes, da PM, a presença de policiais é constante. “A PM está presente em todas as operações em conjunta com a prefeitura e tem dado grandes resultados, incluindo flagrantes de entorpecentes, recuperação de carros roubados e até a captura de foragidos da justiça”, disse Lopes.

Venda de Prédio salva Urbam de Prejuízo na cidade

A venda de uma área em uma das regiões mais valorizadas da zona sul de São José dos Campos livrou a Urbam (Urbanizadora Municipal S/A) de terminar 2012, último ano do governo Eduardo Cury (PSDB), com saldo negativo de R$ 11 milhões em seu caixa. O terreno, situado na avenida Cassiopéia, no Jardim Satélite, foi repassado à rede Piratininga, que já mantinha um supermercado no local por meio de um contrato de locação. A gleba ainda abrigava um antigo posto de combustíveis.

Com o negócio, fixado em R$ 15,777 milhões, a Urbam conseguiu fechar o ano com lucro de R$ 4,7 milhões, conforme aponta o balanço oficial publicado pela empresa. A urbanizadora é uma empresa de economia mista vinculada à Prefeitura de São José e hoje presta serviços ao governo municipal nas áreas de obras, limpeza pública e serviço funerário, além da gestão dos terminais rodoviários, do estádio Martins Pereira e do loteamento do Parque Tecnológico.

A venda do terreno na avenida Cassiopéia foi feita por meio da concorrência pública 302/2011. A assinatura do contrato e a transferência do imóvel à empresa Comercial de Produtos Alimentícios Piratininga Ltda (dona da rede Piratininga) ocorreram na gestão de Alfredo de Freitas de Almeida como presidente da Urbam. A vereadora Angela Guadagnin (PT), prefeita de São José entre 1993 e 1996, diz que o caso reflete “um grave problema de gestão”. “O PSDB usava a Urbam como um braço do governo, e não como uma empresa municipal. Isso levou a um descontrole nas contas”, disse. “A empresa assumia uma série de demandas da prefeitura mesmo quando não podia. Eles faziam propaganda de ótimos gestores, mas a situação mostra que não era bem assim.”

Hoje, mais de 90% do orçamento da Urbam vêm de serviços prestados à própria prefeitura, sobretudo obras os outros 10% são provenientes do serviço funerário municipal, da gestão dos terminais rodoviários e da venda de materiais recicláveis coletados na cidade. Segundo dados do Portal da Transparência, só no ano passado a empresa recebeu R$ 161,8 milhões dos cofres da administração direta, superando as receitas de pelo menos 20 prefeituras da região. “Vou procurar me informar sobre a venda desse terreno com o atual presidente e, se for o caso, apurar que motivos levaram a isso.”

O ex-presidente da Urbam, Alfredo de Freitas de Almeida, não foi localizado. Designado pelo PSDB como ‘porta-voz’ para assuntos relacionados ao governo passado, o presidente do partido, Anderson Farias Ferreira, disse que a venda do terreno “foi uma decisão estratégica”. “Era uma área que não interessava ao poder público. Não havia possibilidade de instalar nenhum equipamento ali. Além disso, o valor do aluguel que a Urbam recebia era muito baixo”, afirmou. “Essa venda permitiu outros investimentos, como no Parque Tecnoló-gico, onde o governo comprou novas áreas que se valorizaram rapidamente.” Ferreira diz ainda que o PSDB “deixou a conta da Urbam com R$ 10,5 milhões”.

Cartilha combate revista íntima nos presídios

Familiares de detentos encarcerados nas unidades paulistas passarão a receber este mês uma cartilha para ajudar na conscientização sobre o crime da ‘revista vexatória’. Apesar de oficialmente ser um ato ilegal, a prática é considerada comum durante as visitas nos presídios da região. Pelo menos uma dezena de ações tramita na Justiça com denúncias de parentes de presos que foram submetidos a constrangimentos. Um dos exemplos é a pessoa nua ser forçada a agachar e exibir as partes íntimas. A primeira ação foi protocolada pela Defensoria Pública de São Paulo há cerca de dois meses.

Com as cartilhas, a Defensoria Pública espera estimular mais denúncias contra o procedimento. Inicialmente, serão impressas cerca de 10.000 unidades. A expectativa é que o material esteja pronto para ser distribuído até a segunda quinzena de setembro. “Ainda não há uma demanda tão grande. Existe uma cultura entre os familiares dos presos de que é assim mesmo. Eles vivem em uma situação degradante. A visita é um direito do preso e essencial para a sua ressocialização”, disse o o coordenador do Núcleo de Situação Carcerária da defensoria, Bruno Shimizu.

De acordo com Shimizu, não se trata de cancelar as revistas, mas sim de adotar procedimentos que evitem, de fato, o ingresso de celulares, drogas e outros objetos proibidos nas unidades. “A revista tem que ser feita no presidiário e não no familiar”, afirmou. “A gente quando vem aqui é obrigada a sentar em um banquinho com um furo no meio para ver se cai alguma coisa. Tem gente que chega a sentar ali até três vezes. E eles falam gritando com a gente”, disse a mulher de um detento do CDP (Centro de Detenção Provisória) de São José, que não quis se identificar. Ela também reclama da falta de higiene no procedimento de revista.

Na comarca de Taubaté, o defensor público Saulo Dutra de Oliveira protocolou em junho um habeas corpus coletivo no STJ (Superior Tribunal de Justiça) para tentar reverter uma determinação que autoriza a revista íntima pessoal e a coleta de provas dos visitantes da população carcerária dos presídios da região. “Fiz um habeas corpus coletivo ao STJ em função da urgência do caso”, afirmou o defensor.

A polêmica começou em 2012, quando a juíza Sueli Zeraik, da Vara de Execuções Criminais de Taubaté, autorizou a medida para controlar o acesso de drogas e materiais ilícitos nas unidades. Uma liminar concedida em dezembro daquele ano pelo TJ-SP vetou a autorização. A decisão foi revertida em maio deste ano. O defensor ingressou com um recurso, mas não obteve sucesso no TJ e apresentou um recurso ordinário constitucional, também ao STJ.

Prefeito corre risco de terminar mandato sem concluir obras

As quatro principais obras viárias projetadas pelo governo Carlinhos Almeida (PSDB) em São José dos Campos correm o risco de não serem concluídas no atual mandato, que termina em dezembro de 2016. A Via Banhado e a Via Cambuí, que juntas têm custo estimado de R$ 203,7 milhões, estão com projetos atrasados com previsão de entrega neste mês, eles só serão liberados ao governo em janeiro próximo. Nos dois casos, a prefeitura também terá que fazer desapropriações antes de licitar as obras.

Os maiores desafios são para viabilizar a Via Banhado, projeto que enfrenta polêmica após o governo decidir eliminar o viaduto previsto para a região central. A prefeitura terá que remover as famílias que moram na área do Banhado e vencer os entraves para conseguir a licença ambiental necessária para a obra. Já o prolongamento da Via Oeste do Jardim das Indústrias até o Limoeiro, cujas obras têm estimativa de custo de R$ 14 milhões e estão paralisadas desde março do ano passado, enfrenta batalha judicial.

Isto porque a Construtora Terra Simão, que teria que fazer a obra como contrapartida por empreendimentos que construiu na zona oeste, agora recusa-se a financiar o serviço. Já o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) ainda depende de projetos e liberação de verba do governo federal. O primeiro trecho, que é o sul e terá 18 quilômetros, deve ter início apenas em 2015. “São obras importantes para São José e serão realizadas, mas ainda não dá para definir os prazos de início e fim”, afirmou o secretário de Transportes, Wagner Balieiro. Segundo ele, só após a conclusão dos projetos executivos será possível definir custos e prazos para as obras. “Herdamos do governo do PSDB projetos com poucos detalhes e que não tinham nem levantamentos topográficos. Só após os projetos estarem concluídos é que poderemos definir custos e prazos destas quatro obras”, disse Balieiro.

“É uma série de fatores que ainda precisam ser definidos. Por exemplo, a Via Banhado e a Via Cambuí ficarão mais caras, porque as previsões de desapropriações do governo anterior foram subestimadas”, completou o secretário. Segundo ele, a maior preocupação é com projetos bem feitos e não com prazos. “Vamos agilizar o máximo possível, mas com a preocupação de fazer obras e projetos de qualidade para que comecem e terminem. Não podemos ter de novo casos como o do Teatro invertido, da Arena de Esportes e do novo Fórum, que geraram transtornos e prejuízos ao cofres públicos.”

Corredores de Ônibus dividem opiniões na cidade

Há um mês, os motoristas que dirigem pelas ruas e avenidas centrais de São José passaram a conviver com novas faixas exclusivas de ônibus, criadas pela Secretaria de Transportes para dar mais agilidade ao transporte coletivo. A mudança gerou críticas dos motoristas e elogios dos usuários de ônibus. Quem anda de carro reclama do privilégio dado aos ônibus e do pouco espaço que passaram a ter para circular nas vias. Para quem anda de ônibus, a mudança foi boa porque já começaram a chegar um pouco mais cedo em casa. Esse segundo grupo, no entanto, reconhece que o sistema precisa de melhorias. “O ônibus está andando mais rápido, mas continua superlotado nos horários de pico”, disse a promotora de vendas Salete Bérgamo.

A prefeitura faz um balanço positivo da implantação do sistema e diz que serão feitos os ajustes necessários para aperfeiçoar o projeto. A reportagem de O VALE ouviu usuários, motoristas e especialistas que apontaram o que eles ainda consideram “os sete erros dos novos corredores”.Na rua Paraibuna e na avenida Adhemar de Barros, os comerciantes reclamam da perda de vagas de estacionamento que antes eram usadas pelos seus clientes. Com os corredores, essas vias acabaram perderam 86 vagas.

Na Adhemar de Barros, considerado o mais confuso dos corredores, os motoristas apontam que a sinalização vertical induz ao erro. Sobre a faixa 4 (para carros), a sinalização vertical indica que ali seria a faixa 3, exclusiva para os ônibus. Na João Guilhermino, o corredor de ônibus tem provocado grandes congestionamento no ponto de ônibus da Praça Melvin Jones, no horário de pico. Na avenida São José/Madre Tereza, os motoristas reclamam das ilhas instaladas para separar os corredores, que diminuiram o espaço para os carros.

Competição SAE BRASIL Demoiselle acontece domingo

 A mais nova competição SAE BRASIL Demoiselle acontece no próximo domingo, dia 1º de setembro, no Ginásio Poliesportivo da ADC Embraer, em São José dos Campos, SP. A competição com as pequenas aeronaves possui 10 equipes inscritas, todas formadas por estudantes de ensino médio de escolas públicas e privadas de São José dos Campos, Jacareí e Botucatu, cidades do Interior paulista. Os voos começam às 10h e prosseguem até as 13h30.

Para participar, as equipes, que somam cerca de 100 estudantes, foram desafiadas a projetar, construir e fazer voar uma aeronave de pequeno porte, propulsionada à hélice e movida pela torção de um elástico, seguindo regras estabelecidas pela SAE BRASIL, disponível no site. Com esta competição, a SAE BRASIL tem por objetivo disseminar o interesse e conhecimento da engenharia e de técnicas de projeto aeronáutico, em particular a partir do fascínio e atração que a aviação exerce sobre o homem.

São José dos Campos – a cidade será representada por 7 equipes, uma delas a Ayr Picanço, formada por nove estudantes da Escola Estadual Ayr Picanço, e que levará um monoplano feito em madeira balsa e papel filme. “Também pretendemos utilizar materiais reciclados de sucatas na construção”, adianta Chang Yu Ming, capitão da equipe e primeiranista do ensino médio. A lista das demais equipes segue anexa.

Composta por 10 alunos do 1º ano, a equipe Ipanema também já faz testes de vôo na aeronave, construída com madeira balsa, cola bastão e papel filme. Os estudantes levarão duas hélices, uma de plástico e outra em madeira balsa, que pode ser moldável. “Nossa equipe está se esforçando bastante para vencer”, diz Nathália dos Santos Barbosa, capitã da equipe.

Jacareí – Única representante de Jacareí, a equipe Águias de Papel, formada por 10 estudantes do Colégio Resende, optou pela fibra de carbono na construção do protótipo, por ser um material leve e resistente. Animada, a equipe se prepara para os testes da aeronave. “Todos da equipe se interessam pela física e pretendem seguir engenharia, por isso estamos muito empolgados para a competição que é uma grande novidade para a escola”, comenta a capitã Danielle da Silva Reis, estudante do 1º ano.

Projetos – Construídas em madeira, papel ou outro material, as pequenas aeronaves devem pesar no mínimo 7 gramas, terem no máximo 40 cm de envergadura (distância entre uma ponta de asa a outra) projetada, hélices de 23 cm de diâmetro máximo e estrutura capaz de suportar a força que o elástico faz sobre ela ao ser torcido por várias centenas de voltas até o lançamento, feito a mão. O desafio é fazer a aeronave, não controlada, voar maior tempo possível numa área delimitada. A equipe que obtiver o maior tempo de voo durante a competição sagrar-se-á vencedora. Além de troféu, os integrantes da equipe vencedora poderão acompanhar, na área vip, a 15ª Competição SAE BRASIL AeroDesign, agendada para 24 a 27 de outubro, no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos, SP. As segunda e terceira colocadas receberão medalhas.

Demoiselle – Os aviões monoplanos (uma hélice) deverão ser construídos e testados antes da competição. Para a construção será permitido o uso de madeira, papel, filme plástico, cola, fibra de carbono e fibra de vidro, linha, arame, tubo plástico, elásticos, além de qualquer material denso para o lastro (se necessário para balanceamento). O elástico utilizado nos voos oficiais será fornecido pela organização. Cada equipe terá um intervalo de 55 minutos para realizar, no mínimo, três voos.

O termo Demoiselle é uma homenagem da SAE BRASIL ao segundo avião projetado e construído por Alberto Santos Dumont, menos conhecido que o 14 Bis, mas cuja concepção estrutural é considerada excepcional, vindo a influenciar, no começo do século 20, toda a então indústria da aviação, especialmente a europeia.

Demais competições – A SAE BRASIL realiza mais três competições estudantis, estas voltadas para estudantes de graduação em engenharia: a Baja SAE, em que estudantes projetam e constroem veículos off-road; SAE AeroDesign, que estimula o projeto e construção de aeronaves em escala reduzida; e Fórmula SAE, voltada ao desenvolvimento e construção de carros tipo Fórmula a combustão ou elétricos. As três competições seguem os padrões da SAE International e as equipes vencedoras têm conquistado brilhante espaço para o Brasil nos Estados Unidos, onde são realizadas.

Para Ricardo Reimer, presidente da SAE BRASIL, o objetivo maior do conhecimento tecnológico está no processo de inovação e de introdução de novas tecnologias para sua utilização sistêmica, com fins econômicos e sociais. “É essa a filosofia que a SAE BRASIL adota em suas competições estudantis, que desafiam os estudantes de engenharia à ousadia e à criatividade aplicadas aos projetos desenvolvidos por eles”, afirma.

Quando – 1º de setembro de 2013.
Onde – Ginásio Poliesportivo da ADC Embraer
Endereço – Av. Brigadeiro Faria Lima, 2170 (ao lado da Embraer) – Jd. Aeroporto – São José dos Campos/SP

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Programação

  • 9h – 10h Recepção das equipes
  • 10h – 11h Abertura da 1ª janela para voos oficiais
  • 11h – 12h Abertura da 2ª janela para voos oficiais
  • 12h – 13h Abertura da 3ª janela para voos oficiais
  • 13h – 13h30 Fechamento da janela para todos os voos /Apuração resultados
  • 13h30 – 13h45 Divulgação dos resultados e premiação
  • 13h45 – 14h Encerramento da 1ª Competição Demoiselle

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Busca por tratamento contra o fumo cresce 30% em 4 anos

No Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado nesta quinta-feira (29),  São José dos Campos tem motivos para comemorar – aumentou em 30% nos últimos quatro anos a procura de pacientes na rede pública de saúde para pedir ajuda para parar de fumar. A estimativa da prefeitura é que 113 mil moradores da cidade sejam fumantes. De acordo com o Ministério da Saúde, o fumo é a principal causa de mortes evitáveis no mundo e está ligado ao desenvolvimento de mais de 50 doenças. Segundo especialistas, o aumento da procura pelo tratamento está ligado à Lei Antifumo, que proíbe desde 2009 o fumo em ambientes fechados.

A médica oncologista, Cristine Bittencourt, explicou que o cigarro está ligado principalmente ao câncer. “Cerca de 90% dos casos de câncer são ligados ao tabagismo e dos outros 10%, podemos considerar que pelo menos metade são de casos de fumantes passivos, aqueles que inalam a fumaça do cigarro”, explicou. Na rede de São José, metade dos que procuram ajuda conseguem parar de fumar. A dona de casa Ivoneide da Silva é uma destas pessoas que tentou parar de fumar, não conseguiu e decidiu buscar auxílio profissional. “Eu quero ter um pouco mais de saúde, poder abraçar meus filhos e eles dizerem: ‘mãe, você está cheirosa'”, afirmou.

Para Suzana Rosa, que parou de fumar depois de 30 anos de dependência, a ajuda foi fundamental. “No começo não foi fácil: sonhava com cigarro. O que ajuda são as reuniões semanais, onde você sente um apoio e vê que não está sozinho”, contou. No Centro de Atenção Psicossocial de Álcool e Drogas (Caps AD), além das reuniões, os fumantes também recebem apoio médico e psicológico. Uma campanha promovida pela Secretaria de Saúde em parceria com de um instituto de oncologia da cidade foi realizada no Parque Vicentina Aranha, na região central.

O ex-fumante João Pires, que parou de fumar há 17 anos, conhece os males provocados pelo fumo. Ele foi internado duas vezes em menos de quatro meses por conta do hábito. “O médico disse que eu tinha que escolher entre a vida e a morte, que aquela seria uma escolha minha. Eu escolhi pela vida”, definiu.

Nono dígito dificulta acesso à internet

Consumidores que contam com internet via celular reclamaram ontem de problemas na conexão depois que os aparelhos ganharam o nono dígito, no último domingo. Segundo eles, a conexão chega a falhar completamente em alguns casos. Em outros, mostra-se lenta e não permite uma navegação normal pelo celular. “Não tenho conseguido acessar a internet pelo celular desde segunda-feira. Acho que tem a ver com o nono dígito. Não sei direito”, afirmou Natália Cabral dos Santos, 19 anos, agente da Cooperativa Futura, de São José dos Campos.

Ela disse que entraria em contato com a operado hoje para tentar resolver a questão. Eduardo Chaves, 36 anos, projetista de São José, também teve dificuldades ontem para acessar a internet pelo smartphone. Segundo ele, o sinal variou durante boa parte do dia, sem se tornar estável por mais de uma hora. Ele atribui o problema à entrada do nono dígito no número dos celulares da Região Metropolitana do Vale do Paraíba. “Acho que houve um problema técnico nessa mudança de número que deve ter causado a queda do sinal. Espero que amanhã (hoje) esteja tudo bem, senão vou pedir desconto na minha conta”, afirmou.

Por determinação da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), todos os celulares de DDD 12 ganharam o nono dígito, um 9 à esquerda do número atual, no último domingo. O formato passou a ser 9xxxx-xxxx para permitir a ampliação para 90 milhões de combinações possíveis. Por nota, as principais operadoras de telefonia móvel informaram ontem que não havia nenhum problema na rede de celulares em São José dos Campos. Quaisquer dificuldades encontradas pelos consumidores devem ser relatadas aos serviços. A exceção foi a Claro, que colocou uma mensagem para os clientes dizendo que a rede estava com problemas e voltaria à normalidade hoje.

Segundo IBGE, Vale do Paraíba tem mais de 2 mi de habitantes

A Região Metropolitana do Vale do Paraíba alcançou 2.406.735 moradores em julho deste ano, segundo estimativa divulgada ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e viu crescer a sua população acima dos índices nacional e estadual. Entre 2010 e julho de 2013, de acordo com o levantamento do IBGE, a região ganhou 142.141 novos habitantes, o que representou 6,27% de crescimento. No mesmo período, o Brasil viu subir em 5,40% a população do país e o Estado de São Paulo, em 5,84% os residentes paulistas. São Paulo chegou a 43,663 milhões de habitantes e o país, a 201,032 milhões de pessoas. Na RMVale, todas as 39 cidades registraram crescimento no número de residentes desde 2010, quando o IBGE realizou um censo em todo o país.

Na estimativa do ano passado, comparada com 2010, oito municípios haviam registrado queda no número de moradores.,São José (673.255 residentes), Taubaté (296.431) e Jacareí (223.064) continuam sendo as maiores cidades em número de moradores na RMVale. Na ponta contrária, aparecem as menores cidades da região: Arapeí (2.541 habitantes), Areias (3.839) e Redenção da Serra (3.952). Entre 2010 e julho deste ano, as cidades que registraram o maior aumento proporcional da população foram Potim (10,84%), Ilhabela (9,88%) e Jambeiro (9,70%). Os municípios que cresceram menos, também proporcionalmente, foram Piquete (1,21%), Cunha (1,76%) e Arapeí (1,92%).

A mudança de pessoas para a região por causa de trabalho, na avaliação do IBGE, é o principal motivador do crescimento das cidades. Nos pequenos municípios, pelo mesmo motivo, o aumento da população é mais lento. “Algumas cidades que tiveram baixo crescimento foi por causa da falta de atrativos e de vagas para trabalho”, disse Bruno Garkauskas Ramos, chefe do escritório do IBGE em São José dos Campos. Foi o que ocorreu com as três maiores cidades da região. Elas cresceram acima da média nacional por causa da crescente migração atrás de emprego. O número de residentes em São José saltou de 629.921 para 673.255, entre 2010 e julho deste ano, aumento de 6,88%. Em Taubaté, em igual período, os moradores subiram de 278.686 para 296.431, crescimento de 6,36%. A população de Jacareí pulou de 211.214 para 223.064 no período, aumento de 5,61%.

Com cinco filhos com idade entre 14 anos e 11 meses, a autônomo Elza de Souza, 31 anos, e o marido Anderson Martins, 34 anos, vieram para São José atrás de trabalho. Eles vêm de famílias numerosas e acabaram ocupando uma casa no bairro Rio Comprido, na região sul da cidade, à espera de melhores oportunidades de emprego. “Operei para não ter mais filhos. Cinco está bom demais. Estou feliz com a minha família”, disse Elza. O IBGE estima que a população da Região Metropolitana do Vale do Paraíba cresça até 2042, quando deve seguir o padrão brasileiro e começar a reduzir gradativamente. Nas contas do instituto, os residentes da região, que cresceram acima da média nacional entre 2010 e julho deste ano, podem chegar a 2042 com uma população beirando 3 milhões de pessoas.

A partir daí, em razão da diminuição das taxas de fecundidade e do aumento da expectativa de vida, a população tende a reduzir e envelhecer. “O Vale deve seguir o padrão de São Paulo e do Brasil. Não vemos a região muito fora dessas linhas de variação populacional”, disse Bruno Ramos, chefe do escritório do IBGE de São José dos Campos. Para o sociólogo Matheus Gomes, da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), o Vale ainda atrairá muitos residentes nas próximas décadas por causa do desenvolvimento industrial. A nova estimativa do IBGE foi feita com base em outra, de 2012, e também nos dados do Censo 2010. Ela representa a população residente nos municípios no dia 1º de julho de 2013. A projeção é feita anualmente a pedido do TCU (Tribunal de Contas da União) e serve de base para o repasse de recursos do orçamento aos municípios.

Operários de 14 fábricas estão parados, segundo sindicato

Trabalhadores de 14 fábricas em São José dos Campos, Jacareí e Caçapava estão parados desde o início desta sexta-feira, Dia Nacional de Paralisações, segundo informações do Sindicato dos Metalurgicos de São José. Na General Motors a paralisação  começou no terceiro turno e teria tido a adesão de 100% dos operários. Segundo o sindicato, os trabalhadores não chegaram a descer dos ônibus.

Por  volta das 7h30, operários de fábricas instaladas no bairro Chácaras Reunidas participavam de uma assembleia. Um dos acessos à área industrial do bairro estava bloqueado. Em Jacareí, grupo de trabalhadores planejava uma passeata ainda para esta manhã, na estrada velha. Segundo a assessoria o sindicato, estão paradas as seguintes fábricas: General Motors, Friulli, Wireflex, Enifer, Pirâmide, MS Ambrogio, Usimoren e Forming Tubing, em São José dos Campos; Parker Hannifin, Emerson, Volex e Wirex Cable, em Jacareí; 3C e Blue Tech, em Caçapava.