Volta das Pichações tem auxilio de Tecnologia para Combate

A Secretaria de Defesa do Cidadão vai usar tecnologia contra as pichações. O governo instalou um serviço de inteligência na Guarda Municipal e vai criar um banco de dados dos infratores, com um aplicativo para celular que possibilite à população enviar fotos e filmagens sem a sua identificação. O aplicativo, segundo o secretário José Luis Nunes, está em fase de testes e deve ser aplicado em breve. A prefeitura também vai instalar no COI câmeras móveis em locais que não possuem monitoramento eletrônico, para que a Guarda possa fiscalizar atos de vandalismo, pichações e outros crimes.

A cruzada também envolve a aplicação de multas mais pesadas, que podem variar de R$ 100 a R$ 15 mil, ações judiciais e parcerias com a Polícia Militar para acompanhar o registro das infrações. Em agosto, O VALE mostrou que os pichadores voltaram a agir em São José devido à falta de fiscalização. Segundo o secretário, a Guarda intensificou a fiscalização nas ruas e, na última semana, 5 pessoas foram detidas, 4 adultos e 1 adolescente. “Houve uma mudança no perfil do pichador. Antes, tínhamos mais adolescentes flagrados, agora são pessoas mais velhas. Em média, já aplicamos multa no valor de R$ 600 por danos ao patrimônio”, afirmou Nunes.

O banco de dados vai ajudar na identificação do perfil do pichador, a que grupo ele pertence, sua idade e até onde ele compra a tinta para pichar. A secretaria tem uma equipe de 13 pessoas para limpeza dos muros pichados. De janeiro a julho de 2013, a equipe pintou 2.312 muros. No ano passado, 3.945 muros. Quando um imóvel particular é pichado pela primeira vez, o proprietário fornece a tinta e a prefeitura, a mão de obra. No caso de reincidência, a prefeitura faz todo o serviço. A lei municipal 7.815/2009 proíbe pichações e fixação de papéis em áreas públicas e particulares. A multa pode variar de R$ 100 a R$ 15 mil. O infrator pode ter pena que varia de 6 meses a4 anos de detenção.

Cidade tem novo endereço para “Feira do Rolo”

Pelo menos três vez por semana, o ex-pedreiro José Aparecido dos Santos, 57 anos, sai de sua casa na Vila Maria, na região central de São José dos Campos, para tentar ganhar alguns trocados em uma nova ‘feira do rolo’ na cidade. Na última quarta-feira, às 14h30, ele tentava negociar três relógios, quatro baterias de celulares, dois carregadores e até uma bateria de carro em meio outras 25 pessoas na orla do Banhado. O comércio informal de produtos usados tem sido alvo de fiscalização da Secretaria da Defesa do Cidadão.

Para Santos, qualquer negócio ali feito é vantajoso por se tratarem de produtos velhos, usados e, em alguns casos, até com defeito. Um relógio, por exemplo, custa em torno de R$ 5. “A gente tem que correr atrás todos os dias para conseguir dinheiro para poder pagar as contas. O clima é legal entre todos nós aqui. É bom também para passar o tempo”, disse Santos. Entre os produtos postos à venda estão celulares (que lideram a lista), peças para computadores, diversos tipos e modelos de carregadores de celulares, relógios falsificados, peças de carros como bateria, caixa de som, entre outros.

Nem todos os produtos têm preço, pois boa parte dos ‘roleiros’ gosta mesmo é de troca-los por outros objetos vendáveis durante todo o dia. Desconfiando com a presença da reportagem de O VALE, o auxiliar de limpeza Carlos Augusto, 63 anos, disse que conseguiu uma ‘rara negociação’ com a compra de um relógio antigo. “Ele estava quebrado e sem bateria, mas gostei porque tinha cara de ‘velho’ e acabei trocando por um celular que tinha ganhado da minha vizinha”, disse.

Objeto de polêmica, feiras deste tipo em São José sempre estiveram no gosto da população. Na década de 80, a ‘Feira do Rolo’ acontecia na rua do prefeitura, na Vila Santa Luzia, na região central da cidade. O local reunia aos finais de semana mais de 1.000 pessoas e atraia visitantes de diversas cidades da região. A feira também já funcionou próxima ao estádio Martins Pereira. Hoje, ela tem o nome de Feira da Barganha e acontece na rua Itororó, no bairro Jardim Paulista, ao lado da Rodoviária Nova.

Lá, cerca de 60 comerciantes montam suas barracas para fazer troca e venda de produtos usados e novos, todos os domingos, das 7h às 13h. Ela também tem uma área de alimentação, onde comerciantes vendem pastel e caldo de cana. A Feira da Barganha é fiscalizada e gerenciada pela Divisão de Abastecimento da Secret]aria Especial de Defesa do Cidadão de São José. O secretário de Defesa do Cidadão, José Luís Nunes, disse por meio de sua assessoria de imprensa que as equipes de fiscalização têm atuado para coibir a ‘feira do rolo’ na Orla do Banhado, com vistorias frequentes no local.

Segundo a nota, a última ação ocorreu no feriado do Dia da Independência, quando foram apreendidos perfumes, carregadores de celular, chaveiros, relógios, roupas velhas e uma caixa de ferramentas de seis pessoas. “Alguns conseguiram evadir do local quando perceberam a presença dos fiscais. A secretaria intensificará ações de fiscalização com o apoio da Guarda Civil Municipal, de maneira a coibir este comércio.” O secretário informou ainda que a legislação municipal não permite esse tipo de feira na Orla do Banhado

Cidade começa a ter fiscalização nos Corredores de ônibus

Começa a valer a partir de amanhã a fiscalização dos corredores exclusivos de ônibus no trânsito de São José dos Campos. Os motoristas e taxistas que forem flagrados trafegando na faixas exclusivas, pagarão multa de R$ 85,13 e ganharão quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação. Por enquanto, segundo a Secretaria de Transportes, a fiscalização será feita apenas por agentes de trânsito, mas sem a presença deles a partir das 21h. A cidade conta atualmente com 80 agentes de trânsito. A Polícia Militar também poderá aplicar multas em casos de flagrantes, mas ela não será a prioridade do trabalho dos policiais nas ruas da cidade.

A nova regra aplicada pela prefeitura não contemplará com a fiscalização feita por radares fixos instalados ao longo dos corredores entre eles as avenidas Adhemar de Barros, José Longo e a rua Paraibuna. Segundo o secretário de Transportes, Wagner Balieiro, a secretaria prevê uma licitação para contratar cerca de 30 radares para a fiscalização eletrônica. O modelo dos equipamentos ainda está sendo estudado pela secretaria.

Os motoristas não serão multados por utilizar os corredores de ônibus para convergir à direita, estacionar nas vagas de comércios e de residências e para acessar as demais faixas da pista. O Ministério Público de São José vai se reunir com as secretarias de Transportes e de Assuntos Jurídicos no dia 15 de outubro para que sejam esclarecidos os critérios adotados na implantação dos corredores na cidade.

Rede Pública sofre com falta de médicos para População

A Região Metropolitana do Vale do Paraíba tem um déficit estimado em mais de 500 médicos na rede pública de saúde das cidades. O número representa cerca de 30% de aumento para o atual número de profissionais contratados pelas prefeituras, seja por concurso ou por organização social. O fosso entre a demanda de pacientes e a oferta de médicos é maior nas cidades com menos de 50 mil habitantes, que somam 27 dos 39 municípios da região. Na RMVale, estima-se que o total de médicos das redes municipais de saúde chegue a 1.900 profissionais, para pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde). O número foi levantado com base em dados do Ministério da Saúde e fornecidos pelas prefeituras.

Para uma população de 2,406 milhões de habitantes, a região precisaria de, pelo menos, 2.470 médicos. Assim, as cidades atenderiam o preceito da OMS (Organização Mundial de Saúde) que preconiza um médico para cada grupo de 1.000 habitantes. Como está hoje, a região conta com um médico para cada grupo de 1.266 habitantes, índice considerado inadequado. “A falta de médicos hoje já é evidente. E a tendência é que aumente, pois a população está aumentando e envelhecendo”, diz Gilson Carvalho, médico pediatra e de saúde pública.

“Morre e sofre gente pela falta de assistência médica. Não lá longe, mesmo na nossa região do sudeste maravilha! Na melhor das hipóteses falta de atendimento na prevenção e começo da doença, provocando dor e muitas vezes a morte”, disse. O desafio dos gestores públicos prefeitos e secretário de saúde é encontrar maneiras de fixar o médico no serviço público. Uma delas é aumentar os salários, que são considerados baixos. A outra é conceder benefícios para quem quiser atender nas periferias.

Entrevista  com Gilson Carvalho, médico de Saúde Pública

A falta de médicos hoje já é evidente’
Leia trechos da entrevista com o médico especialista em Saúde Pública, Gilson Carvalho:

As cidades dizem que faltam médicos para contratar. Porque isso ocorre?
Há várias causas. A profissão é das poucas, senão a única, que goza de mercado pleno. Mais postos de trabalho vagos que a quantidade de médicos disponíveis. Diante disto, entra-se na lógica de mercado. Há condições oferecidas pelas cidades que o médico vai levar em conta, o que pode provocar concorrência entre elas. O mecanismo mais comum de resolver esta disputa é via diferença salarial a maior, mostrando o quão determinante é este fator.

O serviço público não é atraente ao médico?
É um circulo vicioso onde os vícios se somam dos dois lados. O médico pode escolher trabalhar num plano de saúde em que a carga horária deva ser cumprida na íntegra e o salário e condições de trabalho não são tão melhores às que o público oferece. Mas, tem outras vantagens, como, por exemplo, ter um hospital onde tratar seus pacientes. Sempre são avaliadas e pesadas vantagens e desvantagens.

Faltarão médicos no país?
A falta de médicos hoje já é evidente. A tendência é que aumente, pois a população está aumentando e envelhecendo, os serviços de saúde crescendo e se especializando, o que cria novos postos de trabalho. O problema não é apenas futuro. É presente. Morre e sofre gente pela falta de assistência médica. A maior carência hoje é a de pediatras e clínicos gerais com formação específica. Mas, por vezes a falta de especialistas, como neurologistas, ortopedistas e dermatologistas, chama mais a atenção.

O que o sr. achou dos médicos estrangeiros vindo ao país?
Acho que temos que fazer algumas reflexões. O programa Mais Médicos tem questões extremamente positivas e outras negativas, o que não o torna aberração.

As prefeituras erram ao não investir na prevenção?
Os erros são vários. Um deles é focar a ação na doença e sua assistência, e não na prevenção. Mas não se deve cair no falso maniqueísmo de contrapor assistência e prevenção. As duas são necessárias dentro de um equilíbrio.

Programa do MEC beneficia aliado de Carlinhos na cidade

O grupo Cetec Educacional, sediado em São José dos Campos, foi contemplado com 20.000 vagas para cursos profi ssionalizantes oferecidas pelo governo federal por meio do Sisutec (Sistema de Seleção da Educação Profissional e Tecnológica), quase 10% do total disponibilizado para todo o Brasil (foram 239.792). O convênio vai injetar pelo menos R$ 112 milhões nos cofres do grupo até o ano que vem, caso todas as vagas sejam preenchidas o prazo para inscrições se encerra amanhã. O Cetec controla atualmente quatro instituições de ensino, entre elas a Etep e a Faculdade IBTA, e tem como presidente o empresário Thiago Rodrigues Pêgas, filiado ao PT. Ele chegou a ser cotado para compor o secretariado do governo Carlinhos Almeida (PT).

O Ministério da Educação nega ter privilegiado o grupo Cetec e diz que as vagas dos cursos técnicos foram distribuídas entre todas as instituições que fizeram adesão ao programa. A pasta não divulgou os critérios usados para essa divisão. Thiago Pêgas afirmou que suas instituições passaram por “rigorosa avaliação” do MEC antes de serem contempladas com cursos. O Sisutec foi lançado em julho pela presidente Dilma Rousseff (PT) com a proposta de facilitar o ingresso de estudantes carentes nos cursos de qualificação do Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego).

Os cursos, voltados a jovens que já concluíram o Ensino Médio, têm entre 800 e 1.200 horas de duração (entre um ano a um ano e meio). Segundo o Ministério da Educação, as instituições de ensino privadas que participam do programa são remuneradas de acordo com o número de alunos matriculados e com a região onde os cursos são oferecidos. Em São José, o repasse por aluno foi fixado em R$ 7 para cada hora de aula, totalizando R$ 5.600 no curso com menor duração (de 800 horas) e R$ 8.400 no mais longo (1.200).

O grupo Cetec foi o terceiro que mais recebeu vagas em todo o país, sendo superado somente pelo Centro Universitário Maurício de Nassau, de Recife (PE), contemplado com 37.500, e o Centro Universitário Sant’Anna, de São Paulo (SP), com 21.600. O Cetec controla atualmente a Etep, a Faculdade IBTA, a Faculdade Bilac e a Faculdade Vila Matilde (Faatesp), mas somente as duas primeiras foram incluídas no Sisutec. Tabelas do MEC mostram que o grupo absorveu mais de 90% das vagas destinadas a São José pelo programa. Foram 11.000 (9.000 na Etep e 2.000 no IBTA), em um universo de 12.140 o Colégio Tableau recebeu 1.120 vagas e o Senac, outras 20.

As 9.000 vagas restantes do Cetec foram distribuídas nos outros três municípios onde a instituição mantém unidades: Taubaté, Jacareí e capital. A oferta de cursos técnicos gratuitos do governo federal em São José foi uma das principais bandeiras do prefeito Carlinhos Almeida como deputado federal e, posteriormente, candidato ao Paço. A abertura das vagas do Sisutec chegou a ser divulgada em mais de uma ocasião no site oficial da prefeitura. A relação de instituições contempladas na Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte inclui ainda a Faculdade São Sebastião, com 210 vagas, e o Centro Universitário Módulo, de Caraguatatuba, com outras 600.

‘Fomos escolhidos pela nossa capacidade’, diz presidente do grupo. O MEC informou que as vagas dos cursos do Sisutec foram distribuídas entre todas as instituições que fizeram adesão ao programa. Segundo a assessoria de imprensa do ministério, novas adesões poderão ocorrer nas próximas edições do Sisutec (serão duas por ano). O presidente do grupo Cetec Educacional, Thiago Pê-gas, disse que “o MEC fez uma avaliação rigorosa das instituições que se candidataram às vagas”. “Ganhou quem tinha uma avaliação satisfatória do MEC e comprovou a estrutura e capacidade de atender a demanda dos cursos, que foi o nosso caso”, afirmou.

O empresário sustenta que sua ligação com o PT e o prefeito Carlinhos Almeida não pesaram nesse processo. “Não acredito que tenha havido indicação política.” “O processo de seleção foi todo feito pelo sistema do MEC, eletronicamente. O ministério exigiu muita coisa. Fomos escolhidos porque atendemos as exigências.” Procurada, a prefeitura se limitou a informar que não participou do processo de escolha das instituições.

Cronograma de obras no Litoral vai ser mantido, garante a Dersa

O governo do Estado anunciou ontem que vai manter o cronograma das obras dos contornos viários de São Sebastião e Caraguatatuba, que integram o projeto de duplicação da rodovia dos Tamoios. A expectativa é que o serviço comece já no mês que vem, sob um orçamento que pode chegar a R$ 1,9 bilhão (incluindo desapropriações). O traçado da nova ligação prevê desapropriações em pelo menos dois bairros de São Sebastião, o que gerou protestos de moradores. Nas últimas semanas, o coro foi engrossado pela Câmara e pelo prefeito Ernane Primazzi (PSC).

“Ainda haveria tempo para mudanças. O problema é que todas as alternativas apresentadas tem se mostrado inviáveis”, disse o diretor-presidente da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), Laurence Casagrande Lourenço. O governo do Estado alega que o traçado original dos contornos viários já foi alterado, fazendo com que o número de famílias atingidas por desapropriações caísse de 809 para 263. “O nosso primeiro traçado já tinha, inclusive, a aprovação do município. Durante o licenciamento prévio da obra, recebemos algumas sugestões da própria prefeitura de mudanças que poderiam reduzir os impactos da obra. Isso foi feito”, disse Lourenço.

“O problema é que, para levar o novo projeto adiante, precisamos de uma nova autorização. Neste momento, o prefeito não está querendo conceder essa licença”, emendou. O presidente da Dersa diz que pretende por fim ao impasse ainda em setembro, e que tem mantido diálogo com a prefeitura nesse sentido. “Tenho um traçado aprovado, que pode ser iniciado a qualquer momento, e tenho um segundo, que considero melhor, com menor impacto, mas que ainda depende dessa autorização da prefeitura”, afirmou Lourenço. “Em uma situação limite, caso não haja acordo, podemos fazer a obra com o traçado antigo. Será uma pena se a situação chegar a esse ponto.”

Ontem, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) acertou com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a liberação dos primeiros R$ 550 milhões para a obra dos contornos. Os recursos virão de um empréstimo de R$ 1 bilhão do Banco do Brasil os outros R$ 450 milhões deverão ser disponibilizados no ano que vem. O prefeito Ernane Primazzi informou, por meio de sua assessoria de imprensa, “que não há ainda nenhum acordo fechado em relação à obra”. Ele frisou “o esforço de todos para que o problema seja resolvido e atenda de maneira satisfatória todas as partes envolvidas”, mas prometeu “continuar lutando e protegendo” os interesses da cidade.

Em aula, ‘Aprendizes de Turismo’ exploram atrativos de Paraibuna

Conhecer a culinária e os principais atrativos de Paraibuna. O que parecia um simples passeio de lazer, na verdade, foi tema de matéria para um grupo de 1.800 alunos do 9º ano de 18 escolas municipais de São José dos Campos. A experiência fez parte do projeto “Turismo, culinária e alimentos: viajar para experiências”, da disciplina de Aprendiz de Turismo. Um dos temas abordados, entre agosto e início de setembro, foi a “Culinária do Vale do Paraíba: Paraibuna histórias e sabores”.

Os alunos conheceram pratos típicos, como o “afogado” (ensopado de carne de vaca servido com farinha de mandioca) e visitaram os pontos turísticos, entre eles a Bica d’água, a Câmara Municipal e a Igreja Matriz. “O momento é de uma aprendizagem além dos muros da escola”, afirmou a orientadora de ensino de Aprendiz de Turismo, Maria Aparecida Agra.

Em abril, os alunos também realizaram a vivência em São José, durante o 6° Festival Gastronômico, com descontos especiais em alguns estabelecimentos participantes. O projeto também prioriza a conscientização dos alunos sobre a importância da atividade turística em sua comunidade. Dessa forma, os participantes são preparados para atuar como agentes de divulgação do turismo junto à população.

Urbam vai reformar o antigo Fórum

A Prefeitura de São José dos Campos repassará o valor de R$ 1,4 milhão para a Urbam (Urbanizadora Municipal S/A) reformar o antigo prédio do Fórum, no centro, para a instalação do Cejusc (Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania). A empresa foi contratada sem licitação conforme o artigo 24 da lei 8.666/93, que dispensa a concorrência por se tratar de uma empresa de economia mista. Além de abrigar o Cejusc na primeira fase das obras, o local contará ainda com todos os cartórios eleitorais e o Procon a partir da segunda fase programada para a primeira semana de novembro, segundo o secretário de Governo, Marcos Aurélio dos Santos.

“A previsão do término da 1ª fase da obra é final de outubro, com a instalação do Cejusc. A segunda fase deve ser concluída em quatro meses”, disse por meio de sua assessoria. Segundo ele, o Cejusc atenderá demandas pré-processuais (casos que ainda não chegaram ao Poder Judiciário) e também processuais (que já têm ações em andamento) das áreas Cível e de Família para uma tentativa de acordo. Entre os principais casos que poderão ser resolvidos no complexo estão os relacionados, por exemplo, à regularização de divórcio, investigação de paternidade, pensão alimentícia, renegociação de dívida, relações de consumo e até brigas entre vizinhos.

No local serão realizadas, sob orientação e supervisão do juiz coordenador, as sessões de conciliação, segundo a presidente da OAB de São José, Silvia Dias. “A medida será interessante para toda a população, pois poderá contará com os serviços básicos em um único lugar. Nós, da OAB, aprovamos o investimento”, disse. A assessoria de imprensa do TJ (Tribunal de Justiça de São Paulo) informou ontem que o município ficou responsável pela contratação da empresa para a obra.

Evento em São José discute negócios na Copa

São José dos Campos será sede hoje da primeira reunião fora da capital sobre as expectativas de negócios de turismo com relação à Copa do Mundo de 2014, que será disputada no Brasil. A cidade foi pré-selecionada pela Fifa para ser uma das subsedes da Copa, podendo receber uma das seleções que disputarão o torneio representantes de Costa do Marfim já visitaram a cidade.

O encontro, que será realizado no Parque Tecnológico, entre 14h e 17h30, reunirá representantes ligados ao setor turismo, vindos do Ministério, do Conselho Estadual e da Secretaria de São José, além de executivos da Fifa e do Comitê Paulista da Copa de 2014. Também participará a seção paulista da Abih (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis). Segundo a Secretaria de Turismo de São José, o objetivo do encontro é “mostrar que a Copa do Mundo alavanca negócios em todos os setores”, mas, principalmente, no do turístico. “São José dos Campos tem condições favoráveis para ser eleita uma das subsedes da Copa”, disse a pasta, por meio de nota.

A Abih apresentará no encontro os investimentos que uma subsede tem que fazer em hospedagem e a importância na excelência de atendimento. Os representantes da Match-Fifa, empresa de hospitalidade da Federação Internacional de Futebol, abordarão as realizações e as experiências em outras Copas do Mundo, especialmente sobre a venda de ingressos, camarotes e merchandising. O Comitê Paulista mostrará os investimentos e as ações previstas pelo governo do Estado.

Já o Conselho Estadual de Turismo falará das ações voltadas para o mundial e o Ministério do Turismo abordará a importância da Copa para o país, São José e toda a Região Metropolitana do Vale do Paraíba. Os representantes da Secretaria de Turismo de São José irão expor o potencial da cidade para receber turistas e delegação de futebol.

Estado veta municipalização de 10 novas escolas na cidade

A Secretaria de Estado da Educação vetou a munici-palização de 10 escolas estaduais em São José dos Campos, quatro delas na zona rural da cidade. A proposta faz parte de um pacote de 22 escolas estaduais que o governo Carlinhos Almeida (PT) pretendia municipalizar até 2016. Com a negativa do Estado, confirmada na semana passada, as metas terão que ser revistas. “Teremos que retomar a negociação com um novo governo, a partir de 2015”, disse Célio Chaves, secretário de Educação de São José. Segundo ele, as “portas” da municipalização foram fechadas pelo secretário de Estado da Educação, Herman Voorwald.

Em encontro com professores estaduais na semana passada, em São José, Voorwald teria confirmado aos servidores que não aceitaria a municipalização. A justificativa seriam as dificuldades que o processo traria para professores estaduais, que perderiam benefícios pagos pelo Estado. Oficialmente, a Secretaria de Estado da Educação informou que é do Estado a primazia em oferecer escolas para municipalização, e que o convênio com São José não chegou a ser firmado. Para Chaves, a negativa do Estado atrapalha o projeto de ampliação da rede municipal de ensino, que vai ganhar seis novas escolas até 2016. As unidades estaduais faziam parte do pacote. “A fila de 8.000 estudantes pedindo transferência para escolas municipais mostra como há uma preferência pela nossa rede”, disse Chaves.

Segundo ele, há unidades estaduais com salas vazias ou pouco utilizadas próximas a escolas municipais sem vagas, o que provoca um desequilíbrio na rede de ensino fundamental, cuja responsabilidade é dividida entre município e Estado. “As famílias preferem as escolas municipais porque estamos mais próximos e podemos acompanhar o dia a dia.” Mesmo assim, o secretário de Educação não acredita que o episódio vá alterar a relação da cidade com o Estado. A municipalização depende da concordância do Estado e do município. Dirigentes e professores das unidades também são ouvidos. Feita a municipalização, os professores estaduais da escola são cedidos ao município, que ressarce o Estado pelo salário pago aos educadores.

Em contrapartida, a cidade recebe o valor do Fundeb, que é repassado pelo número de alunos das unidades municipalizadas. Nas 10 escolas estaduais, com cerca de 3.000 alunos, São José poderia receber cerca de R$ 12 milhões por ano. A Secretaria de Estado da Educação informou que o processo de municipalização de 10 escolas estaduais de São José dos Campos não chegou a ser aberto. Houve apenas uma consulta ao Estado, que tem a primazia de indicar aos municípios a possibilidade de municipalizar unidades estaduais.

No caso de São José, a indicação foi do município, mas acabou não sendo aceita pelo Estado. O convênio não foi fechado. O VALE apurou que o secretário de Estado da Educação, Herman Voorwald, em encontro com professores estaduais na semana passada, teria informado que o governo não aceitaria a municipalização em São José. A justificativa é que a troca tiraria benefícios que os professores recebem no Estado e deixariam de receber no município, o que provocaria reações.