Terceirização do 190 vai liberar 65 PMs para as ruas

A nova medida do governo do Estado em terceirizar o atendimento emergencial 190, da Polícia Militar, colocará pelo menos 65 policiais a mais nas ruas de São José dos Campos. A estimativa é do secretário de Segurança Pública do Estado, Fernando Grella, sobre o número atual de policiais que hoje trabalham no Copom (Comando de Operações da Polícia Militar) da cidade. Atualmente são 130 soldados que atuam no processo de atendimento e despacho das viaturas da PM para as ocorrências nas 39 cidades que formam a RMVale.  Segundo Grella, o edital para a contratação da empresa para o atendimento está em fase de finalização pela Secretaria de Governo.

A mudança na operação do CPI-1 (Comando de Policiamento do Interior 1) atende a um projeto-piloto do governador Geraldo Alckmin, que visa tirar os policiais dos atendimentos e coloca-los nas ruas a fim de aumentar o efetivo. Em todo o Estado, de acordo com a PM, o serviço 190 conta hoje com 700 policiais e atende uma média diária de 150 mil ligações, sendo que 80% delas não geram ocorrências policiais. Segundo a PM, para atender adequadamente a demanda seriam necessárias 1.200 pessoas no serviço.

O comandante e coronel Cássio Roberto Armani, avalia positivamente a medida do Estado e afirma ainda que a terceirização deve contribuir para o melhor emprego do policial militar. A formação do policial militar é extensa, voltada para procedimentos operacionais padronizados, treinamento de tiro, noções sobre matérias jurídicas e administrativas da Instituição, além de Direitos Humanos, entre outros. “Em diversos países mais avançados, os atendentes são civis bem treinados, portanto não se trata de novidade em termos de gestão pública. A supervisão continuará sendo feita por oficiais e sargentos.”

Segundo ele, esses profissionais (supervisão) possuem boa experiência profissional de atendimento operacional para orientar os casos que possam gerar dúvidas ou que sejam complexos, além de fiscalizar a atuação dos novos profissionais. Vale salientar que o despacho das ocorrências (comunicação entre o COPOM e as viaturas policiais) continuará sendo feita por PMs com experiência operacional.” O CPI-1 deve investir em treinamento junto à prestadora de serviço para que o padrão Polícia Militar continue, segundo Armani.  “E isto deverá ser um dos componentes da licitação que está sendo planejada pelo Comando, com a participação das Unidades onde ocorrerá tal mudança”, afirmou.

O Copom de São José dos Campos atende mensalmente cerca de 186 mil ligações, uma média de 6.200 pedidos de socorro por dia em todo o Vale do Paraíba e Litoral Norte. Um velho problema ainda é o trote, responsável por 21% dos pedidos de emergência, o que gera uma média diária de 1.240 atendimentos perdidos. Segundo o comandante Cassio Armani, por meio do sistema de atendimento são despachadas viaturas do rádio patrulhamento, policiamento ambiental, rodoviário, bombeiros e ronda escolar. O despacho das viaturas e o atendimento são feitos pelo sistema de rádio comunicação. Além disso, o sistema permite o acompanhamento e o deslocamento de 100% da frota, por meio de um tablet chamado de Terminal Móvel de Dados, que permitem aos PMs acessarem o banco de dados da PM.

Ruas resistem como fonte de renda nas cidades da região

A maior vitrine do mundo. Quem trabalha nas ruas tem o privilégio de ser visto, ouvido e falado por muitos, gastando relativamente pouco em investimento. Ao mesmo tempo, contudo, anda muito perto da fronteira que separa a legalidade da clandestinidade. Das três maiores cidades da Região Metropolitana do Vale do Paraíba, apenas Jacareí ainda concede licenças para trabalhadores de rua, os chamados ambulantes. Ainda assim, a prefeitura segue critérios rígidos de escolha da área e exige análise prévia do pedido. São José dos Campos nega novas licenças aos ambulantes desde 1996, segundo a Adei (Associação de Economia Informal). Taubaté, que trava uma guerra com os comerciantes de rua, que não querem ser transferidos de lugar, também suspendeu a concessão de licenças.

Nos três municípios, o número de ambulantes chega a 5.500, sendo que apenas 1.632 são regularizados. Os demais batalham para sobreviver driblando fiscais e as dificuldades de trabalhar nas ruas. O VALE  foi atrás de histórias de pessoas que tiram o sustento das ruas, em atividades quase sempre informais, e descobriu pessoas como a lindeza pitoresca, o pastor do algodão e o Chaves das coxinhas. Todos eles têm uma coisa em comum: consideram as ruas mais do que uma fonte de dinheiro. É quase um palco para eles, um picadeiro de circo para desfilar algum tipo de habilidade artística. Nas ruas, segundo eles, não basta oferecer um produto. Tem que encantar.

Outro segmento que tende a crescer na região é o da comida de rua, que renderá R$ 1,6 bilhão em vendas nos Estados Unidos, neste ano. Em São Paulo, a Câmara aprovou projeto para oferecer mais do que lanches e salgados nas ruas.

Alianças com ex-adversários causam racha no PT de São José

A política de alianças adotada pelo governo Carlinhos Almeida será um dos temas centrais do processo eleitoral que vai definir a nova direção do PT em São José dos Campos. Dois candidatos concorrem ao comando da legenda: o atual presidente, Giba Ribeiro, ‘patrocinado’ pelo prefeito, e o advogado e ex-sindicalista Armando Pereira da Silva, o Cebola, que tem o apoio de correntes minoritárias do diretório. A eleição está marcada para o dia 10 de novembro. A chapa de oposição contesta os rumos que a sigla tem tomado na cidade, em especial as recentes composições com inimigos históricos do PT –para garantir apoio político na Câmara, Carlinhos abriu espaço no governo para partidos como DEM, PPS e PP.

“A governabilidade é importante, os acordos políticos são importantes, mas você não pode perder a sua identidade por isso”, afirmou Cebola. “A militância está muito sentida com tudo isso. Há um constrangimento.” O prefeito tentou, sem sucesso, construir um consenso dentro do PT para evitar a disputa interna. Teme que o processo deixe sequelas no partido às vésperas de um ano eleitoral em 2014, Carlinhos lançará a candidatura da mulher, a vereadora Amélia Naomi, à Câmara dos Deputados.

“Temos uma divergência profunda com a outra chapa. PPS, DEM e PSDB fazem oposição ao PT, e não podemos concordar que o partido se alie a eles”, disse Cebola. “O PPS, falando o que vem falando do PT, tem o Miranda Ueb ocupando um cargo importantíssimo para o meio sindical, que é a Secretaria de Emprego e Relações do Trabalho. Temos também o Santos Neves [suplente de vereador pelo DEM], que renunciou ao mandato de vereador para não ser cassado, e o Zé Luís [José Luís Nunes, secretário de Defesa do Cidadão, também do DEM], que foi vice do PSDB”, completou.

O candidato de oposição entende que as alianças com grupos que sempre estiveram ligados ao PSDB na cidade “podem custar caro” ao PT. “São tantas pessoas no governo ligadas ao PSDB que muitos moradores dizem que não mudou nada com o novo governo. Só a cor”, disse. “Se a população não consegue reconhecer diferenças entre o atual governo e o anterior, ela poderá não ver motivos para manter o PT. Membro da chapa que apoia Cebola, o sindicalista Gino Genaro, dirigente do SindCT (Sindicato dos Servidores Federais da Área de Ciência e Tecnologia), acredita que o partido tem se distanciado das suas origens.

“As instâncias não se reúnem, o partido tem se afastado das lutas”, afirmou. “Nessas recentes manifestações que aconteceram, muita gente do PT não sabia ao certo o que fazer. E era um movimento de massa, exatamente de onde o partido surgiu. Precisamos resgatar isso.” Cebola vai na mesma linha. “Defendemos o governo, nós o elegemos, mas isso não quer dizer que precisamos concordar com tudo o que for feito por ele. Queremos resgatar a identidade e a liberdade do PT. Partido não é governo.” O presidente Giba Ribeiro afirma que o processo eleitoral do PT é democrático e que o registro de uma chapa concorrente não representa, necessariamente, uma cisão no partido. Ele entende, porém, que “é momento de fortalecer a unidade do partido”. “Temos pela frente um processo importante que requer inteligência, unidade. Nosso adversário não está dentro do PT. Está fora”, afirmou.

O dirigente também minimizou as críticas feitas pela chapa de oposição às recentes alianças do partido.  “Existe uma certa autonomia considerando o quadro, a conjuntura local. Agora, devemos discutir isso no fórum apropriado. Passada a eleição, teremos grandes desafios pela frente”, disse Giba. Responsável pela articulação política do prefeito Carlinhos Almeida, o secretário de Governo Marcos Aurélio dos Santos minimizou as divergências internas do PT. “Procuramos construir um consenso, mas esse sempre foi um processo bastante democrático. Qualquer grupo tem o direito de querer marcar posição, de que querer fazer a disputa. Isso não significa que o partido esteja rachado”, disse.

Ele ressaltou que a chapa apoiada pelo governo tem a adesão das principais correntes do partido. “Houve uma grande união de tendências que sempre montaram chapas, entendendo que era importante para o partido, neste momento, demonstrar unidade. Houve esse consenso, exceto por essa chapa que está saindo”, completou. Marcos Aurélio evitou comentar as críticas às alianças do governo, sustentando que a prefeitura “não deve ser o centro do debate”. “A crítica, às vezes, ajuda a construir. Agora, ela tem que ter razão, fundamento”, disse. “Agora, esse debate se dará internamente.”

A eleição do dia 10 de novembro vai acontecer simultaneamente nos diretórios do PT espalhados por todo o país e também envolverá a escolha de novos dirigentes estaduais e nacionais. Podem participar do PED (Processo de Eleições Diretas) os filiados há mais de um ano que estejam em dia com suas obrigações financeiras junto ao partido.

São José fecha pista do viaduto da Kanebo nesta segunda

Motoristas de São José dos Campos devem ficar atentos a partir de amanhã, quando terá início a interdição parcial do viaduto da Kanebo, que liga o centro à região sul, durante cerca de 30 dias, por causa das obras de duplicação do viaduto. A Secretaria Municipal de Transportes informa que, nesse período, o trânsito no sentido centro-bairro será feito apenas em uma faixa de rolamento, a da esquerda, inclusive no final de semana.

De segunda a sexta-feira, as duas faixas serão liberadas somente nos horários de pico, das 6h às 8h e das 16h às 18h. A alça de acesso ao viaduto Kanebo para quem transita no sentido Rio-São Paulo também estará fechada. O trânsito no sentido bairro-centro continuará em duas faixas de rolamento do viaduto. Quem está na região central e deseja chegar ao Parque Industrial, na zona sul, a rota alternativa é a Via Oeste para o Jardim das Indústrias, passando pelas ruas: Corifeu de Azevedo Marques, dos Cajueiros, Manoel Bosco Ribeiro, avenida João Batista Soares de Queiroz até o viaduto da Johnson. Quem preferir pode utilizar a avenida Cassiano Ricardo, depois a Deputado Benedito Matarazzo, chegando até o viaduto da Johnson. O acesso à região sul também pode ser pelo Anel Viário até a avenida Mário Covas, de onde é possível seguir pelas avenidas Iguape ou Cassiopéia, conforme preferência.

Viaduto Kanebo será parcialmente interditado a partir desta segunda

Em consequência das obras de alargamento do viaduto Kanebo, a partir desta segunda-feira (23 de setembro), haverá interdição parcial no local durante cerca de 30 dias. Nesse período, o trânsito no sentido centro-bairro será feito apenas em uma faixa de rolamento, a da esquerda, inclusive no final de semana. De segunda a sexta-feira, as duas faixas serão liberadas somente nos horários de pico, das 6h às 8h e das 16h às 18h. A alça de acesso ao viaduto Kanebo para quem transita no sentido Rio-São Paulo também estará fechada. Já o trânsito no sentido bairro-centro continuará em duas faixas de rolamento do viaduto.

Uma ampla campanha informativa foi elaborada pela prefeitura para informar os motoristas e orientá-los no sentido de evitar a passagem pelo local durante essas obras. Agentes de trânsito, placas e paineis eletrônicos estão sendo instalados pela Secretaria de Transportes para orientar e indicar as rotas alternativas com destino à zona sul da cidade. A obra se destina à construção de mais duas faixas de rolamento no viaduto Kanebo. Serão instaladas com nove vigas de sustentação, que já estão prontas e entre as quais há algumas medindo 52,8 metros de comprimento, as maiores entre as utilizadas em viadutos sobre a Via Dutra – no Brasil, estão em segundo lugar em dimensão.

Rotas alternativas

Alça de acesso ao viaduto Kanebo – fechada por 40 dias a partir do dia 23. Pistas Viaduto Kanebo sentido centro-bairro – funcionarão normalmente nos horários de pico. Nos sábados e domingos o viaduto Kanebo funcionará com apenas uma faixa sentido centro-bairro. Quem está na região central e deseja chegar ao Parque Industrial, na zona sul, a rota alternativa é a Via Oeste para o Jardim das Indústrias, passando pelas ruas: Corifeu de Azevedo Marques, dos Cajueiros, Manoel Bosco Ribeiro, Avenida João Bastista Soares de Queiroz até o Viaduto da Johnson & Johnson.

Quem preferir pode utilizar a Avenida Cassiano Ricardo, depois a Avenida Deputado Benedito Matarazzo, chegando até o Viaduto da Johnson & Johnson. O acesso à região sul também pode ser pelo Anel Viário até a Avenida Mário Covas de onde é possível seguir pelas avenidas Iguape ou Cassiopéia, dependendo do destino desejado.

Metalúrgicos atrasam turnos da GM na cidade

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José promoveu ontem atraso de uma hora e meia na entrada da GM, diante do impasse nas negociações salariais com a empresa. Segundo o sindicato, a paralisação atingiu a entrada dos funcionários do primeiro e do segundo turno da empresa. Em assembleia, os funcionários rejeitaram proposta de 5% de reajuste para salários de até R$ 4.200. Para quem recebe acima desse valor, o salário ficaria congelado.  O sindicato informou que além de rejeitar a proposta de 5 % também foi votado estado de greve e que será enviado comunicado à empresa.

O prazo para uma contraproposta, segundo o sindicato, é o início da próxima semana. “A proposta que prevê congelamento de salários é absurda, não passa de uma provocação da empresa para com os trabalhadores, vai totalmente contra nossas reivindicações”, disse Luiz Carlos Prates, o Mancha, secretário do sindicato. Por enquanto, não há negociação entre Sindicato e GM agendada. Segundo o sindicato, aproximadamente 6.500 trabalhadores estariam dispostos a parar se a montadora não apresentar uma proposta mais próxima das reivindicações da categoria, que pede 13,5% de reajuste salarial.

A direção da GM foi procurada para comentar o assunto, mas não se manifestou. Ontem, além da TI Automotive, que continua em greve por período indeterminado, mais duas indústrias tiveram suas atividades paradas. A Blue Tech, em Caçapava, e Sun Tech, em São José dos Campos, ambas do setor de eletroeletrônicos. A previsão é greve por 48 horas. Segundo o sindicato, já são 49 indústrias de autopeças paradas no Estado.

Em Taubaté, mais de 10 mil metalúrgicos já fecharam acordos da campanha salarial com as empresas. Estes acordos garantem até o momento a injeção de R$ 51 milhões na economia da cidade.  O acordo prevê reposição da inflação, mais 2% de aumento real, totalizando 8,19% de reajuste. Foram fechados acordos com o setor de autopeças, máquinas e eletroeletrônicos e laminação, que envolvem as montadores Volks e Ford.

Greve dos bancários fecha 51 agências em cidades da região

Pelo menos 51 agências bancárias da região foram fechadas ontem pela greve dos bancários, a maioria delas no centro de São José e Taubaté. O número trabalhadores parados não foi informado, mas a meta dos sindicatos dos bancários da região é conseguir a adesão total gradualmente. Com a greve, todos os atendimentos presenciais foram suspensos na agências afetadas. Os sindicatos também colaram cartazes na entradas dos bancos para alertar sobre a paralisação.

Em São José, das 20 agências do centro da cidade, apenas duas ficaram abertas. Com um apitaço e uma banda improvisada, os integrantes do Sindicato dos Bancários percorreram as agências logo pela manhã para convencer os funcionários a aderirem o movimento. Hoje, o sindicato planeja estender o movimento aos polos comerciais nos bairros, como Jardim Satélite e Vila Industrial. Os bancários entraram em greve depois de impasse nas negociações salariais da categoria. Os sindicatos querem aumento de 11,93%, mas a Federação dos Bancos oferece reajuste de 6,1%.

Com a greve, o Procon orienta os clientes dos bancos a buscarem alternativas para o pagamento de contas e boletos bancários. As agências lotéricas e os correspondentes bancários são algumas das alternativas disponíveis para os clientes. De acordo com órgãos de defesa do consumidor, os bancos devem oferecer serviços essenciais para os clientes manterem as negociações urgentes com as instituições. No caso de o cliente precisar sacar dinheiro na boca do caixa, deve entrar em contato por telefone com o banco e solicitar uma alternativa.

Ontem, já houve um aumento na procura pelas agências lotéricas na região central de São José. “Quando acontecem as greves e eu não tenho outra opção eu costumo pagar minhas contas e boletos nas lotéricas”, disse a dona de casa Paula Andrade, que procurou atendimento em lotérica na Vila Addyana. A Federação Nacional dos Bancos divulgou nota ontem lamentando a atitude dos sindicatos de promover greve no setor. Na nota, a entidade alega que a maioria das agências e todos os canais alternativos, físicos (autoatendimento, correspondentes) e eletrônicos, vão continuar funcionando normalmente.

A Federação também sustenta que tem uma prática de uma prática de negociação pautada pelo diálogo. Nos últimos anos, porém, a deflagração de greves teria se tornado prática recorrente de lideranças sindicais.

Prefeitura trabalha na alteração da Lei de Zonemaneto da cidade

A Câmara de São José dos Campos aprovou ontem, por 17 votos a 3, projeto do prefeito Carlinhos Almeida (PT) que altera a Lei de Zoneamento, flexibilizando as regras de uso e ocupação do solo em 11 áreas da cidade. É a segunda vez em nove meses que o governo petista altera artigos da lei. A bancada do PSDB chegou a apresentar duas emendas ao projeto do prefeito, mas elas foram barradas pela maioria governista ainda nas comissões de Justiça, Economia e Planejamento, não chegando sequer a serem votadas.

Os tucanos queriam ampliar o alcance das mudanças propostas por Carlinhos no zoneamento da região do Parque Tecnológico o projeto libera empreendimentos comerciais, residenciais e de serviços em algumas áreas no entorno do parque, e a oposição queria incluir mais glebas no pacote. Para vereadores da base aliada, a aprovação do projeto na íntegra, sem emendas, “foi uma vitória para a cidade”. Em discurso antes da votação, Walter Hayashi (PSB), relator da comissão de Planejamento Urbano, Habitação e Obras da Câmara, pediu que os vereadores votassem por unanimidade.

“O Executivo está pensando grande, para destravar a cidade. Devemos aprovar por unanimidade”, disse. Para Carlinhos Tiaca (PMDB), as alterações promovem ainda mais “as zonas de interesse social na cidade”. “Sabemos que São José tem um grande déficit de casas populares. Esse é o desafio que devemos enfrentar.” Presidente da comissão de Planejamento Urbano, Shakespeare Carvalho (PRB) argumentou que as emendas do PDSB, se aprovadas, exigiriam a realização de audiências públicas, provocando a suspensão da votação na Câmara. “A cidade não pode esperar.”

Amélia Naomi (PT), presidente da Câmara, revelou um acordo da base governista para aprovar o projeto na íntegra. “São alterações importantes para a cidade, para destravar o desenvolvimento em várias regiões”, disse. Os tucanos Juvenil Silvério e Dulce Rita, autores das duas emendas rejeitadas, criticaram a postura da Câmara e do Executivo. Para eles, o governo deixou de beneficiar proprietários de terras nas áreas dentro do perímetro do Parque Tecnológico que não foram transformadas em Zona de Qualificação.

“São pessoas que estão em zona industrial, sem poder fazer quase nada, vendo suas terras sendo desvalorizadas. O governo esqueceu deles”, afirmou Dulce Rita. Para Juvenil, a prefeitura “tem que parar de fazer mudanças pontuais na Lei de Zoneamento”. “Senão, vai ficar parecendo uma colcha de retalhos. Qualquer mudança na cidade e já se pensa em alterar a lei. Não dá para ser assim. Tem que ampliar a discussão”, disse. A votação revelou um racha na bancada da oposição, que conta com quatro vereadores do PSDB. Dilermando Dié contrariou posicionamento do bloco e votou a favor do projeto do governo.

Caixa libera R$ 6 milhões para obra do Martins Pereira

A Prefeitura de São José dos Campos e a Caixa Econômica Federal assinam hoje contrato de R$ 6,5 milhões para as obras de modernização do estádio Martins Pereira. Do total, R$ 6 milhões sairão dos cofres do Ministério do Esporte, com contrapartida de R$ 524 mil do município. O valor se refere somente à primeira parcela dos repasses o custo total do projeto foi fixado em R$ 26 milhões. A reforma do estádio, cujo projeto tem custo total de R$ 26 milhões, visa atender às exigências da Fifa para receber uma seleção que disputará o Mundial. A escolha do local de treinamento é prerrogativa das próprias seleções.

A Caixa será a gestora do contrato e responsável por acompanhar o andamento das obras. Os recursos serão liberados na medida em que o serviço for executado. “A nova arena esportiva atenderá às exigência da Fifa, mas ficará como legado para a cidade”, disse Julio César Volpp Sierra, superintendente regional da Caixa. A cidade está no catálogo do COL (Comitê Organizador Local) entre os candidatos a Centro de Treinamento de Seleções durante o período preparatório para a competição. Para tanto, o estádio Martins Pereira vai passar por sua maior reforma desde que foi inaugurado, em 1970.

De acordo com a prefeitura, os recursos do contrato com a Caixa serão utilizados na requalificação do estádio, que ganhará mais conforto, segurança e desempenho. As principais modificações serão a reforma das estruturas de arquibancada, instalação de cadeiras numeradas, construção de camarotes com acessos independentes, substituição dos vestiários e construção de um novo prédio que abrigará academia, área de imprensa e refeitórios. Costa do Marfim, que disputa com Senegal uma vaga para a competição, é um dos países que têm estreitado relações com São José.

Prefeitura inicia revitalização de Praça do Jardim Paulista

A Prefeitura de São José dos Campos está revitalizando a Praça Pedro Pinto da Cunha, no Jardim Paulista, região central da cidade. Entre os trabalhos, executados por equipes da Secretaria de Serviço Municipais (SSM), estão a poda de árvores, melhorias paisagísticas e ampliação da iluminação para melhorar a segurança da população.

Estão sendo instalados seis novos postes, totalizando dez luminárias, com 30 pétalas. Os postes e os bancos receberão nova pintura. A bomba d’água, que fica dentro da fonte da praça, passará por manutenção. Holofotes na cor azul serão instalados na fonte e na Igreja de São Judas Tadeu, que em 2014 comemora o jubileu de ouro. A melhoria na iluminação atende solicitação dos moradores, que reclamavam da insegurança no local, especialmente à noite.