Demissões no Inpe comprometem a previsão do tempo, afirma sindicato

A 10 dias para o fim do prazo determinado pela Justiça para a demissão de servidores contratados irregularmente pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o governo federal ainda não definiu a liberação de vagas para abertura de um concurso público. Se os contratos de 71 funcionários forem suspensos a partir de 11 de outubro, o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (Cptec), em Cachoeira Paulista (SP), vai perder mais de um terço da mão de obra – o centro é o mais avançado em previsão numérica de tempo e clima da América Latina.

O Sindicato dos Servidores Públicos Federais da área de Ciência e Tecnologia no setor Aerospacial (SindCT) cobra agilidade da direção do Inpe e dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação e do Planejamento na solução do problema com o objetivo de tentar suspender temporariamente a decisão judicial. De acordo com a entidade, a previsão do tempo poderá ser comprometida. A direção do Inpe nega que isso vá ocorrer e aguarda a decisão do recurso protolado no Tribunal Regional Federal (TRF-SP) em que pede prolongamento do prazo para solucionar o problema dos contratos irregulares.

O Inpe foi notificado da nulidade dos contratos em 27 agosto e, na ocasião, a sentença definiu prazo de 45 dias para promover as demissões – o prazo termina  no próximo dia 10. A ação do Ministério Público Federal (MPF) contesta 111 contratações feitas em caráter emergencial em 2010. Mas segundo Leonel Perondi, diretor do Inpe, um concurso realizado em 2012 possibilitou a substituição dos temporários e, atualmente, a situação se mantém irregular para um grupo de 71 servidores, entre os quais 52 que atuam na previsão do tempo. Outros nove profissionais trabalham no Laboratório de Combustão e Propulsão, onde testes de combustíveis para satélites são realizados. O Cptec tem atualmente um total de 146 servidores.

A maioria dos profissionais que serão desligados são meteorologistas, engenheiros analistas de sistemas e técnicos de computação. Parte dos funcionários que devem ter os contratos suspensos atuam na operação do Tupã, o supercomputador que custou R$ 50 milhões e ampliou a precisão das previsões de fenômenos climáticos extremos, como grandes temporais. O computador é o único no país, segundo o Inpe e, além do Cptec, também fornece informações ao Instituto Nacional Meteorologia (Inmet). Os contratos dos servidores temporários, caso não houvesse intervenção judicial, terminaria entre os anos de 2014 e 2015. Segundo o instituto, nenhum servidor foi demitido até o momento.

Ameaça de paralisação
O Sindicato dos Servidores Públicos Federais da área de Ciência e Tecnologia no setor Aerospacial (SindCT) cobra agilidade. “Já se passou metade do prazo judicial para que as demissões aconteçam e as vagas não foram liberadas. Essa seria a única possibilidade de tentar suspender a decisão judicial. A previsão do tempo será comprometida, não temos efetivo para operar o Tupã e isso trará consequências a todo país, sobretudo na agricultura”, disse Fernando Morais, vice-presidente do SindCT.

A entidade informou que planeja fazer uma paralisação na próxima sexta-feira (4), envolvendo os 71 demissíveis na tentativa de sensibilizar o governo federal. “Não é possível esperar mais. Estive em Brasília para falar com as autoridades para tentar intervir no problema, mas é preciso que, se liberadas as vagas, esse edital seja lançado no dia seguinte”, afirmou Morais ao G1. Segundo o presidente do Inpe, dois avisos ministeriais solicitando a abertura de concursos ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão foram enviados pelo instituto desde novembro do ano passado, mas nenhuma resposta foi obtida. O diretor do Inpe vai a Brasília nesta terça (1º) tentar negociar a liberação das vagas. (leia mais abaixo)

Prejuízo
Os dados e informações fornecidos pelo supercomputador Tupã geram previsões meteorológicas diárias e a longo prazo do tempo. As informações são usadas na agricultura, pelas prefeituras e Defesa Civil que recebem alertas de desastres naturais por meio do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemadem) e também pela aviação civil. O supercomputador não pode ser desligado. “Essa máquina não foi feita para ser desligada, por isso está atrelada a geradores. O desligamento pode resultar em até 3 meses de serviço, envolvendo técnicos especializados, na tentativa de recuperá-lo. Isso vai envolver custos”, informou o vice-presidente do SindCT.

Ele destacou também que a abertura das vagas ameaçadas por meio de concurso público não traria impacto financeiro ao órgão. “Essas pessoas já tem seus salários inclusos na folha de pagamento do Inpe, não muda nada”, destacou. De acordo com Perondi, a possibilidade de desligamento do supercomputador está descartada. Ele informa que espera que o recurso sensibilize a Justiça quanto ao prolongamento dos prazos e, que paralelamente, tem estudado medidas para manter o serviço de previsão do tempo.

“Acredito que será possível fazermos um termo de ajuste de conduta e mantermos esses profissionais nas suas atividades até a realização do concurso. Não se contempla a possibilidade de parar a previsão, são dados para áreas críticas do país, vamos estudar alternativas para suprir a eventual falta destes profissionais”, disse ao G1. Perondi acredita que o ideal seria prolongar o prazo para a reagularização dos contratos em pelo menos um ano. O Inpe recebeu uma série de pedidos de órgãos como do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e da Defesa Civil. Os documentos foram anexados no recurso.

Acusação
As contratações irregulares no Inpe aconteceram durante a gestão de Gilberto Câmara. O SindCT acusa o então gestor de negligenciar as recomendações jurídicas e promover as contratações irregulares. “Existia um parecer desaconselhando essas contratações. Ele criou um imbróglio, nunca brigou pelas vagas, nunca pediu pela abertura de concurso e agora temos esse problema”, denunciou Morais.

Em missão na Alemanha, Câmara entrou em contato com a reportagem nesta terça-feira (1º) e rebateu as acusações. Segundo ele, as contratações já ocorriam antes de sua gestão e as terceirizações questionadas pelo Ministério Público, que ocorreram em 2010, estavam respaldadas por parecer da Advocacia Geral da União (AGU). Ele também encaminhou ao G1 cópia de ofícios solicitando a abertura de vagas para o órgão em 2007 e 2009.

O ex-diretor questionou ainda o modelo de contratação exigido para o Inpe, considerado por ele um prejuízo para o país. “O país precisa do serviço prestado pelo Inpe e não de mais servidores públicos. O melhor regime seria a criação de uma organização social (OS), como ocorre em vários institutos que recebem missões do governo. Não faz sentido contratar servidor público para a vida inteira. Entendo que o interesse público está servido enquanto o Inpe tiver servidores qualificados, exercendo seus cargos”, defendeu.

O último concurso público do Inpe foi realizado em 2012 para o preenchimento de pouco mais de 100 vagas, incluindo a regularização dos 40 profissionais que corriam risco de terem os contratos suspensos. Antes deste concurso, um outro foi realizado em 2004. A previsão é que até 2015, tendo como base a quantidade de 1.063 funcionários em atividade em 2010, o Inpe tenha uma redução de 36% no efetivo por motivo de aposentadoria. A idade média dos servidores é de 52 anos.

Entenda o caso
De acordo com o procurador Fernando Lacerda Dias, autor da proposta que resultou na anulação dos contratos, o Inpe fez manobras jurídicas proibidas pela lei para contratar pessoal. “Os contratos foram feitos com base em uma lei que autoriza essas contratações sem concurso. Mas é uma legislação específica para contratação temporária e não para funções de rotina, que é o que eles fizeram”, disse ao G1 no último dia 5.

O Inpe, ao longo dos anos, acumulou novas funções na sua área de atuação, mas o aumento de atribuições não foi acompanhado pela renovação de servidores, o que gerou defasagem quantitativa de mão de obra. Na tentativa de resolver o problema, o órgão passou a contratar servidores terceirizados, com base no decreto 2.271/97. O procedimento é considerado ilegal, porque a terceirização de mão de obra não pode servir para suprir as atividades finalísticas de um órgão público.

Em 2006, a União se comprometeu a substituir gradualmente os funcionários terceirizados irregulares por servidores concursados, mas em 2009, próximo a expiração dos contratos existentes, o Inpe tentou nova contratação de servidores terceirizados. A terceirização foi negada pelos órgãos internos de assessoramento jurídico do Inpe. Sem ter o concurso público aberto, o órgão alterou a forma jurídica das contratações, realizando processo seletivo para contratação temporária de 111 novos servidores, com base na lei 8.745/93. A manobra também foi considerada ilegal.

Outro lado
O ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antônio Raupp, foi procurado e informou, por meio de sua assessoria de imprensa que a pasta pleiteou a liberação das vagas para a abertura do concurso. A assessoria da pasta recomendou inicialmente que o G1 procurasse o Ministério do Planejamento para obter informações sobre a liberação das vagas. O Ministério do Planejamento informou por e-mail que autorizou em 2013 o provimento de 832 vagas para o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, a quem compete realizar a distribuição das vagas entre seus vários institutos de pesquisa e que autorizações adicionais dependerão de novas tratativas com o MCTI.

Informado sobre o retorno do Ministério do Planejamento nesta quinta-feira (26), a assessoria de imprensa do Ministério de Ciência e Tecnologia não informou até a tarde desta segunda-feira (30) o destino destas vagas liberadas, nem se elas estão disponíveis para o Inpe.

Dia Internacional do Idoso movimenta grupos da terceira idade

Cerca de 500 idosos participaram na manhã desta terça-feira (1º) da comemoração pelo Dia Internacional do Idoso, realizada no pavilhão de eventos da Secretaria de Promoção da Cidadania. O evento reuniu usuários das três unidades da Casa do Idoso (Centro, Leste e Sul), mantidas pela Prefeitura por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social (SDS).  A abertura oficial teve a presença do prefeito e dos representantes das secretarias de Desenvolvimento Social, Promoção da Cidadania e de Esportes e Lazer. Representantes do Fórum Permanente do Idoso e do Conselho Municipal do Idoso também participaram do evento.

Durante toda a manhã, os grupos de idosos apresentaram paródias com ênfase na questão da terceira idade, danças e coreografias nos ritmos de forró, tango e bolero. No evento, foi realizada a entrega simbólica da arrecadação de alimentos e produtos de higiene, feita pelos idosos, para quatro entidades sociais. A campanha de arrecadação fez parte da Gincana pela Cidadania, iniciada no dia 6 de setembro. “É incrível a ligação entre essas duas gerações. É prazeroso saber que os idosos se preocupam com as crianças e adolescentes. As doações serão de grande valia para todos da entidade”, afirmou Noêmia Marques, da entidade social Lar Padre Bonafé.

Um dos destaques durante o evento foi a apresentação da equipe joseense de idosos que na semana passada venceu os Jogos Regionais dos Idosos, em Taubaté. O evento também teve estantes das secretarias de Transportes, Saúde e do Procon que prestaram atendimento aos idosos.

Animação
Em clima de muita animação, o Grupo de Choro Pixinguinha, da Fundação Cultural Cassiano Ricardo (Fccr), encerrou a programação com repertório tradicional. A aposentada Suzete Marilda Spíndola disse que participava das atividades com muito prazer. “A festa está linda. Sou frequentadora assídua da Casa do Idoso Centro. Essa oportunidade que o idoso tem de ser integrado na sociedade, por meio de tantas atividades interessantes, desperta ânimo e engrandece a gente. Eu me sinto orgulhosa de ser idosa e, principalmente, de ser uma idosa joseense.”

Para o usuário da Casa do Idoso Leste, Antonio do Livramento Arruda, a comemoração pelo Dia Internacional do Idoso também estava marcante. “Eu canto no coral e pratico várias atividades esportivas na Casa do Idoso, inclusive a “Zumba”, minha ginástica favorita. Nesta atividade de comemoração que estamos participando hoje, sinto que estão despertando em nós, idosos, um sentimento profundo de alegria”, afirmou Antônio Livramento Arruda.

Prefeitura amplia iluminação dos pontos de ônibus da cidade

A Prefeitura de São José dos Campos instalou iluminação em 96 pontos de ônibus em várias partes da cidade, contemplando bairros de várias regiões, como Vila Industrial, Bosque dos Eucaliptos, Satélite, Campo dos Alemães, Morumbi, Urbanova, Jardim Esplanada, entre outros.

Para os próximos dias, mais 24 pontos receberão iluminação, proporcionando mais segurança e conforto ao usuário do transporte coletivo. O ‘mutirão da iluminação’ é realizado por equipes da Secretaria de Transportes, que já iniciou um processo de licitação para a contratação de uma empresa para implantar a iluminação em mais 40 pontos de ônibus, totalizando 160 pontos iluminados somente em 2013.

A responsabilidade pela manutenção e conservação dos pontos de ônibus é realizada diariamente por uma equipe de servidores da Secretaria de Transportes. A população pode ainda solicitar melhorias nos pontos de ônibus por meio do telefone 156.

Orçamento de São José para 2014 chegará a R$ 2,17 bilhões

A Prefeitura de São José dos Campos prevê um crescimento de 17,75% em receitas e despesas para o próximo ano. O orçamento de 2014 tem valor previsto de R$ 2,17 bilhões, conforme estabelece o projeto de lei orçamentária encaminhada à Câmara Municipal na segunda-feira (30 de setembro) e que deve ser votada pelos vereadores até 30 de novembro. O orçamento elaborado buscou atender as demandas e prioridades apontadas através de consulta popular no processo de planejamento orçamentário participativo. As áreas com previsão de maior volume de recursos são: Saúde, com R$ 569,2 milhões; Educação, com R$ 498,8 milhões e Transportes, com R$ 250,9 milhões.

O destaque de Transportes se deve ao Programa de Infraestrutura de Transportes e da Mobilidade Urbana, que prevê investimentos de R$ 116,8 milhões para implantação do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). A principal fonte de receitas para a prefeitura será a arrecadação de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), que representara 38,18% do total do orçamento de 2014, com repasses totalizando repasses de R$ 832,3 milhões.

As outras principais fontes são ISS (Imposto Sobre Serviços), com R$ 256,8 milhões; IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), com R$ 141,5 milhões; IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), com R$ 113,9 milhões. Estão previstos R$ 190,8 milhões em empréstimos com bancos e repasses da União e do Estado.

Confira o Orçamento detalhado para 2014

Na elaboração do orçamento foram consideradas as estimativas de receita do exercício de 2013 mais a inflação de 5,87% medida pelo IPCA/IBGE e o crescimento do PIB neste ano, da ordem de 2,6%, de acordo com o Banco Central. A principal despesa no orçamento é com a folha de pagamento de funcionários da Prefeitura que deverá ficar em R$ 684,5 milhões. Para obras, equipamentos, aquisição de imóveis e outros investimentos devem ser empregados R$ 285,8 milhões.

Além dos investimentos no VLT, também têm destaque no orçamento de 2014 os recursos a serem aplicados em obras de pavimentação, no valor de R$ 28,3 milhões, e investimentos no Programa de Estruturação Urbana, do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), no valor de R$ 44,5 milhões.

Acordo na Justiça determina fim da greve dos coletores de lixo

O fim da greve dos funcionários da empresa terceirizada que atua na coleta de lixo comum em São José dos Campos foi acertado na tarde desta terça-feira (1º), em acordo formalizado no Tribunal Regional do Trabalho, em Campinas. Com isso, os coletores da empresa Vale Soluções Ambientais (VSA) devem retornar às suas funções já na manhã desta quarta-feira (2). Independentemente do retorno, a Prefeitura aplicou as penalidades previstas pelo não-cumprimento do contrato firmado com a empresa durante os dias de greve. A multa é estimada em R$ 300 mil.

A Prefeitura e a Urbam também vão dar sequência ao mutirão de coleta para normalizar o serviço de recolhimento de lixo orgânico. No período de quarta-feira (25 de setembro) a segunda-feira (30 de setembro), foram recolhidas 2.069,49 toneladas de lixo orgânico pela URBAM e Secretaria de Serviços Municipais.

A expectativa é que até o final de semana a coleta de lixo comum esteja normalizada em toda a cidade e, na próxima segunda-feira, seja retomada a coleta seletiva Os trabalhadores da VSA ainda fazem uma assembleia na manhã desta quarta-feira, onde votam se aceitam ou não a proposta do sindicato que é pelo retorno imediato ao trabalho.

Preparativos à seleção de novas empresas está na fase final

Termina em outubro (31) a fase de pré-cadastro de pequenas e médias empresas de base tecnológica que pretendem se instalar no Centro Empresarial II (CE II) do Parque Tecnológico – São José dos Campos. Até agora, 85 empresas da região do Vale do Paraíba, de outros estados e até do exterior, já efetuaram o pré-cadastramento, confirmando interesse em ocupar um dos 50 espaços que deverão estar disponíveis a partir de março de 2014.

A construção do Centro encontra-se em estágio avançado prevendo-se sua entrada em operação ao final do primeiro trimestre de 2014, elevando para 75 o número de pequenas e médias empresas (PMEs) residentes no PqTec.  Muito importante, a obra segue segundo planejamento original em termos de prazo e orçamento. Até o momento, já foram concluídos a estrutura pré-fabricada, as redes subterrâneas e o capeamento do piso, assim como a estrutura metálica de cobertura.

Empresas interessadas em ocupar um espaço no novo centro empresarial podem acessar o formulário e fazer o pré-cadastro. A próxima e última etapa do processo de seleção será a chamada pública, a partir de novembro, quando as empresas interessadas deverão apresentar, entre outros documentos, plano de negócios e projeto para concorrer ao espaço. Resultados deverão ser anunciados até o final de fevereiro de 2014.

Ampliação da Zona Azul gera protestos em São José

Moradores e comerciantes de algumas ruas da região central de São José dos Campos foram pegos de surpresa pela demarcação das áreas de expansão da Zona Azul. Eles reclamam da falta de debate ou de qualquer comunicação prévia sobre a medida. Segundo a prefeitura, o objetivo é aumentar a rotatividade do estacionamento na região, onde o problema de falta de vagas é considerado grave. No início do ano, o governo Carlinhos Almeida (PT) iniciou o estudo para a ampliação da Zona Azul para a área nobre da cidade e a região do entorno do Paço Municipal. Ao todo, o estudo feito apontou que seria possível criar 348 novas vagas de estacionamento rotativo (sendo 3 delas para portadores de necessidades especiais), com a implantação de 24 parquímetros.

Em julho, a implantação da Zona Azul no entorno do parque Santos Dumont já causou polêmica entre os motoristas e a prefeitura. A reclamação aconteceu porque muitas pessoas não conseguiram fazer o pagamento de horas fracionadas, além de ter que ficar procurando um funcionário da Serttel-empresa contratada pela prefeitura para a cobrança eletrônica para pagar o estacionamento. Na rua Maestro Egydio Pinto, no Jardim São Dimas, as futuras áreas de Zona Azul geraram reclamações de moradores e comerciantes. “Agora vou ter que pagar para estacionar o carro na frente da minha casa. Ou então tenho que pagar um estacionamento”, protestou o projetista Caio Renzi, 37 anos.

Outro que não concordou com a implantação da Zona Azul na rua foi o comerciante Gilmar José dos Santos, 51 anos. Ele tem uma loja de quadros e diz que trabalha com dois carros para entrega. “Sempre trabalhei com esses dois carros aqui. Agora vou ter que pagar para que os dois fiquem estacionados na frente da minha loja? É mais um dinheiro gasto”, disse, tentando se conformar com a situação. O empresário Antônio Chaul Neto, 37 anos, é um dos poucos a apoiar a medida. Ele destaca como ponto positivo a liberação de mais vagas de estacionamento hoje, diz ele, pessoas que trabalham em áreas onde já existe cobrança ocupam boa parte das vagas existentes na rua. “Tem muita gente que coloca o carro na frente da loja na parte da manhã e só vem buscar no final da tarde. Aí nós somos prejudicados porque o cliente não tem onde estacionar o carro”, explicou. A praça Melvin Jones também já foi sinalizada para receber a Zona Azul. O sistema de cobrança nas novas áreas será misto (com parquímetros e pontos de venda de créditos).

A assessoria de imprensa da Secretaria de Transportes informou, em nota, que ao longo do semestre o sistema de Zona Azul será implantado na Vila Adyanna e que a Serttel está fazendo as sinalizações horizontais. A empresa foi procurada, mas não se manifestou.

PM pede aumento de salário e ameaça operação tartaruga

Representantes de entidades ligadas à Polícia Militar se reuniram ontem em São Paulo para discutir o reajuste salarial que será dado à categoria. O encontro começou de manhã e invadiu a noite. De acordo com David Francisco da Silva, presidente da Associação dos Sub-tenentes e Sargentos do Vale do Paraíba, a reunião teve como objetivo reafirmar a posição da PM e também os valores de reajuste pedidos. “Nós queremos que seja concedido um aumento de 15% para todos os policiais, seja da Civil ou Militar, neste ano e outros 11% para o ano que vem”, afirmou Silva.

A discussão sobre os reajustes começou na última semana, quando o governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou reajuste de 7% para as duas corporações e um adicional de 10,5% para os delegados e de 18,5% para escrivães e investigadores. A principal queixa dos policiais militares é que esse reajuste dado aos policiais civis comprometeria a paridade salarial, estabelecida no governo Franco Montoro, em 1983. Como retaliação, alguns policiais da capital cogitaram fazer uma ‘operação tartaruga’, como reduzir o número de escalas. Silva não confirmou que isso vai, de fato, acontecer. “Vamos esperar qual será o resultado da reunião para saber o que vai ser feito”, disse. Até as 21h de ontem, a reunião não tinha chegado ao fim, segundo a polícia.

Greve dos bancos faz lotérica registrar procura 30% maior

A greve dos bancários, que completa hoje 13 dias, provocou aumento em torno de 30% no movimento em lotéricas na região, segundo empresários do setor. O índice é o mesmo verificado por lotéricos no final do ano, quando é sorteada a Mega-Sena da Virada, que pagou, em 31 de dezembro de 2012, um prêmio recorde de R$ 244,7 milhões. “Acredito que a procura pelos serviços bancários cresceu 30% desde a última semana, quando intensificou a greve dos bancos”, disse José Carlos Santos, gerente de uma lotérica em Guaratinguetá. A Caixa Econômica Federal não tem números fechados sobre o movimento nas lotéricas. Em nota, o banco confirmou que cresceu a procura por serviços bancários nas lotéricas e também nos CCAs (Correspondentes Caixa Aqui), internet banking e nos caixas eletrônicos.

Na RMVale, atualmente, há em operação 172 lotéricas, sendo 51 em São José dos Campos, 21 em Taubaté e 14 em Jacareí. Há também 213 CCAs em toda a região. As lotéricas e todos os correspondentes e lojas que possuem a marca “Caixa Aqui” recebem contas de água, luz, tributos, bloquetos de cobrança, prestação de habitação, saques de contas correntes e pagam benefícios sociais como bolsa família, seguro desemprego e FGTS, entre outros serviços. De acordo com levantamento de sindicatos, o número de agências fechadas ontem, na região, manteve o índice da última sexta-feira, de 133 agências. O movimento já havia atingido 177 unidades no início da semana passada.

O banco Santander conseguiu uma liminar na Justiça que impede a continuidade da greve. Nos outros bancos, porém, a paralisação continua. “Continuamos aguardando uma evolução nas negociações com os bancos. Por enquanto, a greve vai continuar”, disse Maria de Lourdes de Oliveira, presidente do Sindicato dos Bancários de São José. “A proposta apresentada pelos banqueiros é muito ruim. Não aceitamos esse índice de 6,1%, já que os balanços mostram que os lucros são crescentes nas empresas”, afirmou, em nota, Carlinhos Casé, presidente do Sindicato dos Bancários de Taubaté. As sindicalistas da região acompanham diariamente as diretrizes do Comando Nacional, que administra o movimento grevista em todo país. Em nota, Juvandia Moreira, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, disse que os bancos “não retomaram as negociações até agora porque não querem”.

Greve dos coletores de lixo chega a uma semana na cidade

Os coletores de lixo e a empresa Vale Soluções Ambientais (VSA) participam hoje de uma audiência de conciliação que pode definir se a coleta em São José voltará, ou não, ao normal nos próximos dias. A audiência está programada para as 13h30, em Campinas, e contará com representantes da empresa e do Sindetur (Sindicato das Empresas de Turismo), que negocia em nome dos coletores. A greve dos coletores de lixo por maior PLR (Participação nos Lucros e Resultados) completa hoje sete dias.

Segundo o advogado da VSA, Donovan Neves de Brito, ainda ontem havia esperança de que os coletores do turno da tarde comparecessem para trabalhar, porém, o presidente do Sindetur, Jamil Assad Júnior, informou que os funcionários estiveram na empresa apenas para debater a situação e voltaram mais cedo para casa. Os trabalhadores deveriam ter voltado ao seus postos na quinta-feira passada, por força de decisão judicial que exigia a manutenção de pelo menos 50% do serviço. Segundo o sindicato, todo o efetivo se dispôs a trabalhar, mas a empresa teria selecionado quem entraria e quem receberia férias ou aguardaria, em casa, uma resposta da companhia. A VSA nega que tenha impedido os funcionários de voltarem às atividades. Enquanto o impasse não é decidido, o lixo continua a se juntar nas calçadas, canteiros e lixeiras da cidade.

Como tentativa de reduzir o lixo acumulado nas vias, a Urbam (Urbanizadora Municipal) e a Secretaria de Serviços Municipais (SSM) puseram em prática sua operação de emergência também no final de semana. Somente no sábado e no domingo foram recolhidas aproximadamente 750 toneladas de lixo, quase o dobro das 400 toneladas recolhidas em dias normais. Para força-tarefa, a SSM disponibilizou 45 caminhões e 140 funcionários. Já a Urbam destinou 160 funcionários e os 10 caminhões utilizados normalmente na coleta seletiva. Questionada sobre a possibilidade de anulação de contrato e possível escolha de outra empresa para o serviço de recolhimento de lixo, a SSM não respondeu. A pasta reafirmou, porém, que já notificou a VSA e exigiu multa por não cumprimento do contrato, também destinou o número 3944-1000 para dúvidas e informações.