Inscrições para Vestibulinho do Cephas começam dia 30

O Centro Profissional Hélio Augusto de Souza (Cephas) abrirá inscrições entre 30 de outubro e 21 de novembro para o Vestibulinho dos cursos técnicos gratuitos da instituição, referentes ao primeiro semestre de 2014. São 400 vagas para os cursos de administração, comércio exterior, enfermagem, edificações, eletrônica, mecânica e manutenção de aeronaves.

A inscrição deve ser feita pela internet, nos sites da Fundhas (www.fundhas.org.br) ou do Cephas (www.cephas.org.br), no link Vestibulinho Cephas. A taxa é de R$18. É necessário que os candidatos imprimam o boleto e efetuem o pagamento para que a inscrição seja efetivada.

Além dos critérios específicos para cada curso (ver edital completo no site) é necessário que o candidato seja morador de São José dos Campos há pelo menos dois anos; não esteja cursando e nem tenha terminado curso de nível superior. A prova será realizada em 8 de dezembro, às 8h, na Universidade Paulista (Unip), que fica na Via Dutra – km 157,5, no Limoeiro.

Para as pessoas com dificuldade de acesso à internet, haverá um posto de inscrição na sede do Cephas (Rua Tsunessaburo Makiguti 399), no Jardim Satélite. O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 11h30 e das 13h30 às 17h. Outras informações pelo telefone 3934-1995.

Outros locais para uso da internet gratuita:

Câmara Municipal
Rua Desembargador Francisco Murilo Pinto 33 – Centro
De segunda a sexta-feira, das 8h às 11h30 e das 13h às 14h30

Poupatempo
Avenida São João 2200 – Shopping Colinas
De segunda a sexta-feira, das 10h às 20h e aos sábados das 9h às 15h

Espaço Cultural Flávio Craveiro
Rua Lenin 200, D. Pedro I, de segunda à sexta-feira, das 9h30 às 12h e das 13h30 às 19h

22 Etecs da região estão com inscrições abertas para vestibulinho

As Etecs (Escolas Técnicas Estaduais) abriram inscrições para o Vestibulinho do primeiro semestre de 2014. Serão oferecidas 88.743 mil vagas, sendo 61 mil para o curso Técnico, 16.113 para o Técnico integrado ao Médio e 11.630 para o Ensino Médio. A RM Vale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte) tem 22 Etecs. As inscrições vão até as 15h do dia 24 de outubro e devem ser feitas pela internet, no site oficial do Vestibulinho. A taxa é no valor de R$ 25,00 e a confirmação da inscrição será enviada ao candidato, por email, em até dez dias após o pagamento da tarifa. A prova será realizada no dia 1º de dezembro.

Os interessados pelas vagas do Ensino Médio e do Ensino Técnico Integrado ao Médio devem ter concluído o Ensino Fundamental nas modalidades regular, na Educação de Jovens e Adultos (EJA) ou ter feito o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja). Para os candidatos que pretendem fazer o Ensino Técnico, é preciso ter concluído o Ensino Médio ou estar, pelo menos, no 2º ano. O candidato que concluiu ou está cursando o ensino de EJA ou o Encceja deve apresentar o certificado de conclusão do Ensino Médio, declaração de que está matriculado (a partir do 2º semestre), ou ter dois certificados de aprovação em áreas de estudos da EJA ou ainda um boletim de aprovação do Encceja em duas áreas de estudos avaliadas.

Candidatos com deficiências que necessitem de condições especiais para fazer a prova devem fazer uma indicação na ficha de inscrição eletrônica e será necessária a apresentação de laudo médico.

Etec de São José dos Campos – Extensão EE Prof. José Vieira Macedo – Jd. Satelite – São José dos Campos

Administração – Integrado ao Ensino Médio
Período: Integral – 40 vagas
Programa Vence de forma única: Ensino Técnico e Ensino Médio na Escola Estadual.
Contabilidade
Período: Noite – 40 vagas
Para o Curso de Técnico em Contabilidade a certificação, a partir de 02/06/2015, não prevê a obtenção de registro de Conselho da categoria da classe, conforme o disposto na Lei nº 12.249/10, que alterou o Decreto-Lei nº 9295, de 27 de maio de 1946, artigo 12, parágrafo segundo.
Contabilidade [acesso as vagas remanescentes]
Período: Noite
Para o Curso de Técnico em Contabilidade a certificação, a partir de 02/06/2015, não prevê a obtenção de registro de Conselho da categoria da classe
Logística [acesso as vagas remanescentes]
Período: Noite
Logística
Período: Noite – 40 vagas
Marketing
Período: Noite – 40 vagas
Marketing – Integrado ao Ensino Médio
Período: Integral – 40 vagas

Etec de São José dos Campos – Extensão EE Profª Elídia Tedesco de Oliveira – Conjunto Residencial Galo Branco – São José dos Campos

•Administração
Período: Noite – 40 vagas
•Secretariado – (EaD – Telecurso Tec)
Período: Terças e quintas – noite – 40 vagas

Etec de São José dos Campos – Extensão EE Profª Maria Aparecida Veríssimo Madureira Ramos – Jd. das Indústrias – São José dos Campos

•Administração – Integrado ao Ensino Médio
Período: Integral – 40 vagas
•Serviços Jurídicos – Integrado ao Ensino Médio
Período: Integral – 40 vagas

Etec de São José dos Campos – Pq. Residencial Aquarius – São José dos Campos

•Administração
Período: Tarde – 40 vagas
•Administração [acesso as vagas remanescentes]
Período: Tarde
Período: Noite
•Administração
Período: Noite – 40 vagas
•Administração – (EaD – Telecurso Tec)
Período: Sábados pela manhã – 40 vagas
•Automação Industrial
Período: Noite – 40 vagas
•Automação Industrial – Integrado ao Ensino Médio
Período: Integral – 40 vagas
•Comércio – (EaD – Telecurso Tec)
Período: Sábados pela manhã – 40 vagas
•Ensino Médio
Período: Manhã – 40 vagas
•Informática [acesso as vagas remanescentes]
Período: Tarde
•Informática
Período: Tarde – 40 vagas
Período: Noite – 40 vagas
•Informática [acesso as vagas remanescentes]
Período: Noite
•Informática para Internet – Integrado ao Ensino Médio
Período: Integral – 40 vagas
•Secretariado – (EaD – Telecurso Tec)
Período: Sábados pela manhã – 40 vagas

Etec de São José dos Campos – Extensão EMEF Irmã Irene Alves Lopes “Irmã Zoé”. – Paraibuna

•Administração [acesso as vagas remanescentes]
Período: Noite

Carlinhos estuda criação de agência para fiscalizar Sabesp

O prefeito de São José dos Campos, Carlinhos Almeida (PT), estuda criar uma agência municipal reguladora para fiscalizar a atuação da Sabesp na cidade. Hoje, esse trabalho de responsabilidade da Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado), vinculada ao governo do Estado a quem a Sabesp também está subordinada. Segundo Renê Vernice, diretor do Departamento das Concessionárias da Secretaria de Obras, a intenção da prefeitura é criar a agência municipal para tornar mais rigoroso o acompanhamento dos serviços de água e esgoto de São José. Para tanto, como prevê o contrato entre a empresa e o município, renovado em 2008 por mais 30 anos, as partes têm que ser comunicadas sobre a criação da agência com um ano de antecedência, incluindo a Arsesp. Somente depois desse prazo é que o órgão municipal pode entrar em operação.

“São muitas as vantagens da agência, que aproxima a fiscalização da prefeitura. Além disso, também poderemos atuar na definição da tarifa e cobrar metas e investimentos”, disse Vernice. Segundo ele, a agência também poderá englobar, no futuro, serviços prestados por outras concessionárias, como telefonia, energia elétrica e gás. A criação da agência faz parte de um pacote de medidas que a prefeitura adotará na revisão do contrata com a Sabesp, que pode ser feito de quatro em quatro anos. A previsão é que as alterações à atual concessão estejam definidas até março do ano que vem. No final de 2013, segundo Vernice, a prefeitura irá realizar audiências públicas para ouvir a população sobre os serviços prestados pela Sabesp. “Há muitas reclamações sobre o atendimento da empresa e as intervenções que ela faz na cidade, que acaba deixando buracos em vários lugares”, disse o diretor de Concessionárias.

Entre as medidas que a prefeitura quer adotar com relação à Sabesp estão a definição de novas metas para ampliação dos serviços, definição de prazos para realização de obras e atendimentos aos cidadãos e aumento do valor das multas por descumprimento de cláusulas contratuais. Atualmente, as autuações só podem chegar a 0,1% do faturamento líquido médio mensal da empresa, o que representa até R$ 12 mil. A prefeitura quer elevar para 1%, ou R$ 120 mil.

Antigo bingo é usado como ‘cracolândia’ em São José

Um prédio abandonado na avenida Nelson D’Ávila, na região central de São José, virou ponto de consumo de drogas e moradia para os usuários. Hoje, cerca de dez pessoas vivem no local, incluindo uma grávida. A construção abrigava um antigo bingo, que foi desativado há quatro anos. Nos últimos dias, pessoas que passam pelo local têm observado movimentação intensa de usuários de drogas, que transformaram o prédio em uma ‘cracolândia’. Atualmente, o local funciona como um estacionamento informal, já que várias pessoas deixam seus carros na área do prédio. O frentista Elvis Freire, que tem 20 anos e trabalha em um posto de gasolina em frente ao prédio, é um dos motoristas que utiliza o local para estacionar o carro. Ele relata que quase teve o veículo roubado.

“Eu estava trabalhando aqui quando vi uma pessoa mexendo no meu carro. Fui ver o que era e ele estava tentando quebrar o vidro. E não foi só comigo que aconteceu isso”, afirmou Freire. O frentista disse também que existe um boato de que o prédio seria demolido para a criação de um hotel. A informação, por enquanto, não passa mesmo de um boato. “Faz algum tempo que escuto isso, mas até agora nada aconteceu.” O vendedor Erick da Silva, 26 anos, trabalha em uma loja de pneus que fica ao lado da construção. Ele disse que até o momento os usuários não causaram problemas para os clientes. “Estamos funcionando há uma semana e eles só entraram aqui para pedir água. Aí eles entram aqui, pegam a água e saem”, disse.

tentou conversar com os usuários de drogas que vivem no antigo bingo, mas eles não aceitaram. Sem novidade. Este não é o único ponto de consumo de drogas na região central de São José dos Campos. Na edição de ontem, O VALE mostrou a situação da rua Major Antônio Domingues, localizada próxima ao Banhado. Ali, moradores e comerciantes convivem diariamente com usuários. Outros locais conhecidos por receber usuários de drogas são o Viaduto Raquel Marcondes, fechado pela prefeitura, e o córrego da avenida Fundo do Vale, próximo ao Paço.

Hospital Regional fica pronto em três anos e terá certificação internacional

O Hospital Regional de São José dos Campos terá certificação nacional e internacional. O anúncio foi feito ontem pelo governo do Estado de São Paulo, que vai construir a unidade. O hospital vai levar três anos para ficar pronto. O anúncio foi feito na cerimônia de lançamento pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) do edital de concorrência internacional de PPP (Parceria Público Privada) para a construção do novo HR da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte. O Estado irá construir mais dois hospitais por meio de PPP. Um em Sorocaba e outro em São Paulo.

Segundo o governador, a previsão é que o vencedor da licitação seja conhecido no dia 25 de novembro. “Devemos assinar o contrato para a construção dos hospitais até o dia 20 de dezembro”, afirmou Alckmin, em coletiva no Palácio dos Bandeirantes. O governador disse que a expectativa é que o novo Hospital Regional possa ser concluído antes do prazo previsto. “Embora o prazo seja de três anos, acreditamos que podemos fazer em um ano e meio”, disse Alckmin. A empresa ou consórcio que vencer a licitação será responsável pela construção e pela gestão dos serviços não clínicos do HR de São José.

O Estado vai bancar 60% dos custos e o vencedor da licitação, o restante. O contrato da parceria é por prazo de 20 anos e estão previstos a obra civil e os projetos, equipamentos médicos e mobiliários, tecnologia da informação, instrumentação cirúrgica e transporte e outros serviços, como limpeza e manutenção. O atendimento ambulatorial, médico e clínico será gerenciado por uma OS (Organização Social), que será contratada por licitação. O secretário Estadual de Saúde, David Uip, anunciou que os três hospitais terão Certificação de Qualidade Nacional e Internacional.
“Isso representa que as unidades terão que prestar serviços de excelência e de extrema qualidade. Hoje apenas cinco hospitais no país possuem essa certificação”, afirmou.

O secretário destacou que as novas unidades hospitalares representarão um ganho de qualidade e modernidade no atendimento oferecido pelo SUS (Sistema Único de Saúde) à população. No caso do HR de São José dos Campos, Uip relatou que foram identificados gargalos em alguns setores que a unidade irá atender. “Identificamos alguns gargalos: terapia intensiva, ortopedia e traumatologia, cirurgia vascular e neurocirurgia”, afirmou o secretário. Ele frisou que a intenção é diminuir as filas que existem. “Pretendemos que cada um dos hospitais consiga resolver problemas de média e alta complexidade”, destacou. O Hospital Regional de São José dos Campos vai ter 178 leitos, sendo 44 de UTI (Unidade Terapia Intensiva), seis salas de cirurgia, serviço de urgência e emergência, serviço de diagnóstico por imagem e atendimento ambulatorial. O investimento previsto pelo Estado para a construção do HR de São José é de cerca de R$ 217,1 milhões.

A unidade será construída em uma área de 10 mil metros quadrados, na avenida Goiânia, no Parque Industrial, região sul. O terreno foi doado pelo município. O secretário de Saúde de São José dos Campos, Paulo Roitberg, considerou positivo a decisão do Estado de exigir Certificação de Qualidade para o novo Hospital Regional. “É importante porque garante a prestação de bons serviços à população”, disse. O secretário de Saúde de São José dos Campos, Paulo Roitberg, disse ontem que o município vai conversar com o Estado para tentar ser o gestor da central de regulação do HR. A central é quem avalia e encaminha pacientes para atendimento no hospital. “Antes de ser encaminhado para o HR, os pacientes vão passar pela rede básica dos municípios”.

Com rombo de R$ 27 mi, governo corta hora extra

Com a previsão de fechar o ano com um rombo orçamentário de R$ 27 milhões, a Secretaria de Saúde de São José dos Campos começou a adotar medidas para reduzir custos, segundo ela, sem afetar serviços. O secretário de Saúde, Paulo Roitberg, disse ontem que uma das medidas do pacote de contenção de gast os é a redução de horas extras. A medida é polêmica e já provoca mal-estar entre os funcionários, principalmente no grupo formado por enfermeiros, assistentes de enfermagem e até médicos. “Sei que há descontentamento e preocupação. Estamos conversando com cada servidor”, afirmou Roitberg.

A pasta possui quase 3.000 funcionários. Os enfermeiros padrão e assistentes de enfermagem somam 1.126 profissionais. A secretaria conta no momento com 634 médicos. A média mensal de gastos com pagamento de horas extras é de aproximadamente R$ 1,2 milhão. “Queremos baixar essa média para R$ 900 mil”, afirmou o secretário. Este ano, o pico de horas extras realizadas pelos funcionários da pasta ocorreu em maio, com total de 44.921. A explicação da secretaria é que foi um mês atípico, pontuado pelas campanhas de vacinação e também pela adequação da nova carga horária dos enfermeiros padrão e assistentes de enfermagem que no ano passado foi reduzida de 40 horas para 30 horas semanais. A última etapa da adequação aconteceu em maio. “Contratamos mais 50 profissionais de enfermagem e estamos readequando os horários de trabalho”, afirmou.

Em julho, a pasta registrou total de 15.528 horas extras. Em agosto, 12.936. Embora tenha reduzido, o volume de horas extras é considerado alto pela secretaria. Segundo o secretário, o rombo orçamentário da pasta representa 67,5% do déficit orçamentário geral do município previsto para este ano, de cerca de R$ 40 milhões. “A meta é zerar o nosso déficit”, declarou. Outra medida do pacote é a revisão de contratos e novos credenciamentos para a contratação de prestadores de serviços. Roitberg afirmou que todos os contratos estão sendo revistos e os prestadores que não têm cumprido as regras estão sendo multados. “Já assinei multa de até R$ 4.000 para prestador de serviço”, pontuou. Na mira da pasta estão laboratórios e clínicas que realizam exames para a secretaria. O secretário relatou que foram abertos processos de credenciamento de prestadores de serviços para aumentar a oferta de concorrentes e reduzir preços.

O Sindicato dos Servidores Municipais defende a realização de concurso público para a contratação de mais funcionários e a revisão dos salários dos profissionais. “O funcionário faz hora extra para complementar o seu salário. Defendemos melhoria no valor dos salários para que o servidor não faça hora extra”, disse Zelita Ramos, diretora da entidade.

Macas lotam salão e corredor do HM de São José

Mais de 60 pacientes passaram a noite de terça para quarta-feira em macas dispostas em um salão e em corredores do Hospital Municipal, em São José. Pacientes identificaram 63 macas no local nesse período. De acordo com informações de pacientes e funcionários que não quiseram se identificar, o salão ficou completamente lotado de macas. Não havia nenhum tipo de separação entre os pacientes. Segundo uma pessoa que trabalha no local e que não quis ser identificada, não é raro ver pessoas distribuídas em macas no HM. “Ontem (anteontem) mesmo, vimos uma senhora ser atendida e ficar aguardando em uma cadeira de plástico. O salão, onde são colocadas essas macas, não tem capacidade suficiente para comportar toda essa demanda”, disse.

De acordo com Marcos Antônio da Silva, diretor-clínico do Hospital Municipal, as segundas e terças-feiras são os dias em que o Hospital Municipal mais recebe pacientes. “Não sei explicar o motivo, mas esses dois dias são os mais movimentados. Porém isso de fato acontece. Eu estive lá e constatei esse grande número de pessoas no local”, afirmou o diretor-clínico. Silva explicou que, no período da manhã de ontem, parte das pessoas já tinha recebido alta ou então sido internadas, desocupando as macas do primeiro atendimento. “As pessoas que estavam nas macas estavam esperando uma internação ou então a alta. Às vezes é complicado dar alta para as pessoas durante a madrugada, porque ela não tem condução para voltar para casa e tem que esperar”, explicou Silva.

Na última semana, foi anunciada uma obra na antiga UTI (Unidade de Terapia Intensiva) da unidade para a criação de mais 30 leitos. O objetivo é reduzir a necessidade do uso de macas, aumentando o conforto e melhorando a distribuição do espaço no hospital. Porém, a conclusão da obra dos novos leitos está prevista para o final do ano. Até lá, o problema pode se repetir. “A ideia é comportar essas pessoas nesses leitos.”

Cerimônia abre Comissão da Verdade em São José

A Comissão da Verdade da Câmara de São José dos Campos foi instaurada ontem à noite, em cerimônia com a presença de ex-presos políticos do regime militar. A comissão pretende apurar casos de violações de direitos humanos ocorridas na cidade durante a ditadura (1964-1985), como perseguições, torturas e desaparecimentos forçados. No próximo dia 16, às 14h, estão previstos para acontecer depoimentos de familiares de pessoas que lutaram contra o golpe em 1964 abrindo os trabalhos da comissão. Na lista de convidados estão parentes dos ex-sindicalistas José Maria e Lauro Pinto, do ex-vereador de São José Osvaldo Martins Toledo e a viúva do também ex-vereador Argemiro Parisoto.

“Vamos convidar os familiares dessas pessoas que lutaram e tiveram papel fundamental na resistência contra o golpe de 1964. Isso não quer dizer que a presença delas é garantida, mas nós já enviamos os convites”, afirmou a vereadora Amélia Naomi (PT), autora do projeto de lei que criou a Comissão da Verdade. Ao todo, estão previstas oito audiências públicas na cidade e que devem coletar depoimentos de ex-professores do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) e ex-funcionários do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial). A comissão também pretende ouvir pessoas que integraram o movimento estudantil, ex-alunos da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Fundação Valeparaibana de Ensino e trabalhadores demitidos na época da ditadura militar.

A comissão leva o nome do ex-reitor do ITA Michal Gartenkraut, morto em julho deste ano.“Ele perdeu o cargo após entregar diplomas para ex-alunos perseguidos na ditadura”, afirmou Amélia.

Contratada pela Urbam, Cavo é doadora de campanhas do PT

A Cavo Serviços e Saneamento, que presta serviço desde anteontem de forma emergencial para a Prefeitura de São José dos Campos, está entre as principais doadoras de campanhas eleitorais do PT nos últimos anos. A empresa foi contratada com dispensa de licitação pela Urbam (Urbanizadora Municipal) para fazer a coleta de lixo no lugar da empresa VSA (Vale Soluções Ambientais), que teve o contrato rescindido. A Cavo, que vai atuar por três meses em São José e receber R$ 4,049 milhões da Urbam, é doadora de campanhas do PT desde 2004. Durante este período, ela doou R$ 648 mil para candidatos petistas em várias cidades do país. Nenhum deles era de São José dos Campos.

A empresa Estre Ambiental, atual controladora da Cavo, também é uma histórica doadora para candidatos petistas. Nas eleições de 2008 e 2010, a Estre, que é considerada a maior empresa de gerenciamento de lixo do país, doou para candidatos petistas R$ 1,070 milhão. Ambas as empresas também doaram somas em dinheiro para candidatos de outros partidos. Para vereadores da oposição, a ligação da Cavo com candidatos petistas é duvidosa e levanta suspeitas sobre o contrato emergencial assinado em São José. “Vamos ficar de olho nessa empresa em São José, que está começando a operar. A prefeitura deveria ter mantido a VSA enquanto realizava a nova licitação do lixo”, disse Fernando Petiti (PSDB). Ele informou que a bancada de oposição irá estudar quais medidas poderá tomar para questionar o contrato emergencial. “Não descartamos recorrer ao Ministério Público, mas isso ainda está em estudo pela bancada do PSDB.”

Para o vereador governista Shakespeare Carvalho (PRB), , a situação do lixo na cidade foi desencadeada pelo valor abaixo do mercado no contrato com a VSA. “Ela acabaria deixando o serviço por não conseguir pagar as contas e deixaria a cidade na mão”, afirmou. Para ele, no entanto, a Cavo não deveria participar da próxima licitação do lixo, em razão das doações para o PT. “Não seria o ideal”. A Urbam defendeu o contrato emergencial com a Cavo, que fornece caminhões e absorveu os cerca de 200 trabalhadores da VSA. Em nota, a Urbam informou que “preza pela segurança jurídica dos seus atos e pelo estrito respeito às leis”. Também em nota, a Cavo informou que “realizou doações a diversos partidos políticos em diversas ocasiões”, e que “todas as contribuições realizadas são públicas e conforme legislação vigente”.

Após uma semana de greve dos coletores de lixo e outra de força-tarefa da Prefeitura de São José para minimizar o problema, a coleta de lixo comum na cidade ainda não foi completamente regularizada. Moradores de bairros das regiões leste e sul reclamaram ontem da falta de coleta, que não teria sido feita. “O caminhão não passou e o lixo ficou na porta de casa”, disse a manicure Maria Batista de Oliveira, 50 anos, que mora no Novo Horizonte, na zona leste da cidade. Mathias Cardoso, 48 anos, professor do Morumbi, na região sul, também reclamou da falta de coleta de lixo. “É ruim ficar com o lixo amontoado na rua de casa. Os vizinhos estão reclamando muito”, afirmou.

A Urbam informou que o calendário da coleta de lixo comum sofreu uma mudança e que alguns moradores ainda não estão habituados com a nova agenda da passagem do caminhão. Ontem, por exemplo, não era dia de coleta no Novo Horizonte. No Morumbi, o lixo foi coletado ontem na área entre a rua Benedito Bento para o Jardim Oriente. A Urbam informou que reforçará a divulgação do novo calendário para os moradores. A distribuição do folheto será feita de porta em porta.

Em São José, queda de folha de palmeira gera polêmica

Moradores de São José que transitam pela avenida João Guilhermino, no centro da cidade, temem que a intensa queda de folhas das palmeiras imperiais do local seja um sinal de que as árvores estejam doentes. A palmeiras, que foram plantadas há cerca de 150 anos, são uma das marcas registradas da cidade. “As folhas sempre caíram, mas acho que as árvores estão velhas. Às vezes, a árvore esta bonita por fora, mas pode estar podre por dentro por causa da umidade”, disse o comerciante Paulo Lopes, 60 anos, que trabalha na praça Kennedy há 20 anos. “Alguém tinha que examinar para saber se as árvores estão bem. Tem que fazer prevenção e avaliar para que elas não caiam, já que seria um estrago terrível. Para mim, não é por causa das lagartas que as folhas caem e sim porque as árvores estão velhas”, completou.

O taxista Irani Márcio Cursino, 50 anos, também demonstrou preocupação com as palmeiras. “Não acho que estejam doentes, mas o que tem que fazer é cuidar e fazer um trabalho para não acontecer de caírem”, afirmou Cursino. “Dá impressão de que as árvores estão ficando doentes. Há 20 anos era tudo verdinho e hoje parecem que estão debilitadas. Têm que cuidar porque são o cartão postal da cidade”, disse a balconista Vanderléia de Fátima dos Santos, 32 anos. O engenheiro agrônomo e chefe de divisão da Secretaria de Serviços Municipais Carlos Ignácio Trunkl explicou que as folhas caem porque são alimento de lagartas das borboletas da espécie Brassolis sophorae.

Segundo ele, se as árvores têm condições de descartar as folhas velhas comidas pelos insetos para dar lugar às novas é sinal de que estão saudáveis. “As condições climáticas dessa época do ano, como temperatura e umidade altas, facilitam a reprodução das lagartas, que são atraídas por todo tipo de palmeira. Há cerca de 10 anos nós controlávamos a infestação com inseticidas, mas paramos porque nessa época também há procriação de pássaros adaptados à área urbana, como o bem-te-vi, que se alimentam dessa lagarta”, afirmou Trunkl. “O inseticida matava não só a lagarta, mas também os pássaros. Sem o inseticida, nós conseguimos manter o equilíbrio entre as aves, as lagartas e as plantas”, completou. Segundo ele, a infestação de lagartas, que dura de 30 a 40 dias, não faz mal às palmeiras e ainda neste mês as árvores estarão vigorosas de novo.
Para isto, a prefeitura tem realizado constantemente serviço de adubação.

Com cerca de 150 anos, as 15 palmeiras imperiais da avenida João Guilhermino, no centro de São José, são tombadas pelo patrimônio histórico municipal devido à sua beleza, valor histórico e paisagístico e localização. Elas são consideradas um dos principais cartões postais da cidade. Em 1988, o então prefeito Antônio José Mendes de Faria baixou decreto municipal protegendo as árvores, tornando-as imunes ao corte. Em 1990, o prefeito Joaquim Bevilacqua sancionou lei que obriga a reposição das palmeiras imperiais na João Guilhermino em caso de problemas com as árvores. Com cerca de 30 metros de altura, as palmeiras imperiais da João Guilhermino estão entre as árvores mais altas da cidade, o que é um de seus diferenciais. Também existem 169 palmeiras imperiais no Parque da Cidade. Outras árvores preservadas são figueiras da Praça João Mendes e jequitibá da estrada velha Rio-São Paulo, na divisa de São José com Caçapava.