Cidade tem seletiva de Danças Urbanas no final de semana

A Prefeitura de São José dos Campos, em parceira com a Secretaria de Promoção da Cidadania e a Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR), promove neste sábado (20), das 9h às 20h, a seletiva regional de Danças Urbanas, que faz parte da programação do Festidança 2013. O evento ocorrerá no Centro da Juventude (Rua Aurora Pinto da Cunha 131), no Jardim América.

Participarão da seletiva, dançarinos de diversas cidades do Vale do Paraíba, Litoral Norte, Região Bragantina e Serra da Mantiqueira. Todos os estilos de danças urbanas serão contemplados, como Breaking, Hip Hop Freestyle, Popping e Locking.

O principal objetivo é utilizar a dança para valorizar a expressão artística e os valores das comunidades. Os dançarinos que se classificarem nessa seletiva participarão das competições do Festidança deste ano, que será realizado em maio.

O evento é aberto ao público e todos que tiverem interesse em assistir à seletiva podem comparecer ao Centro da Juventude durante todo o sábado.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 22/04/2013

Empresas investem na abertura de centro de convivências

Comer, beber e comprar. Empresas de São José dos Campos estão investindo na abertura de espaços de convivência para fidelizar os clientes, atrair novos consumidores e agregar valor ao negócio original. A medida não sai barata. Seis lojas consultadas por O VALE gastaram, em média, cerca de R$ 3,6 milhões para abrir áreas de lazer.

Por outro lado, nenhum dos empresários disse que se arrependeu do investimento. Pelo contrário. Eles estão satisfeitos com o rendimento desses espaços. No sábado da semana passada, o empresário Enso Roberto Guratti, 41 anos, inaugurou o bar temático da loja Motoshopping, instalada na região central de São José Vendendo motos desde 1994, ele e um sócio resolveram abrir um bar conjugado à loja para atender os motociclistas e os apaixonados por velocidade em duas rodas. O espaço tem pneus nas paredes, ícones de motos e uma imensa guitarra vermelha na entrada, no melhor clima rock’n’ roll.

O Moto Café oferece café da manhã, lanche, almoço, jantar e porções e bebidas para o fim de noite. “As pessoas estão adorando o bar. O clima é ótimo, o lugar é agradável e o público entendeu o nosso espírito. É um grande negócio”, disse Guratti, que irá receber mulheres motociclistas com as respectivas mães na garupa no Dia das Mães. “Aqui dá para diversificar o nosso atendimento”, disse.

Na região oeste de São José, três lojas de roupas finas decidiram abrir um espaço conjunto e oferecer café e guloseimas aos clientes em pleno ar livre. Com seu ambiente tranquilo, amplo e confortável, o Maison du Café do Boulevard Depot agrada até quem não é cliente das lojas. Mas, segundo o gerente Rodrigo Bernardino, 27 anos, não demora muito para sê-lo. “O café agrega muito para as lojas”, afirmou.

“É um lugar muito gostoso de passar o tempo. E não tem jeito. A pessoa acaba olhando as vitrines e até comprando alguma coisa”, disse Ligia Cecatto, 46 anos, cliente do café. Desde 2001, o empresário Sérgio Baccho, dono das livrarias Maxsigma, sabe o valor da área de convivência. Apaixonado pelo tradicional café italiano Illy, ele colocou cafeterias oferecendo a bebida nas duas lojas que tem em São José, nos shoppings Colinas e Vale Sul. “Não dá para separar mais os livros do café.”

Quem vai comprar pão no supermercado Villarreal encontra um espaço aberto para o lazer dos clientes. Todas as cinco unidades da empresa na região contam com uma loja da franquia Fran’s Café, que oferece lanches e bebidas aos frequentadores do supermercado.

“Antes ou depois das compras, muitas pessoas marcam encontros no café”, explicou o gerente Saulo Pereira. Ainda em São José, lojas de vinho e grandes empreendimentos estão inovando com seus espaços de convivência. Abrir um espaço de convivência é uma boa sacada das lojas, que ajuda a fidelizar clientes, conquistar outros consumidores e diversificar o negócios, mas precisa obedecer algumas regras básicas.

Essa é a opinião de José Fábio Tau Júnior, gerente regional do Sebrae de São José dos Campos. Para ele, a primeira delas diz respeito ao planejamento. O espaço adicional tem que ser encarado como um novo negócio, exigindo um plano, investimentos e equipe treinada. Outra orientação é formatar a área de convivência de acordo com perfil do cliente da loja original. “Não dá para misturar muito os públicos, sob pena de perder clientes em ambos os negócios”.

Segundo Tau Júnior, obedecidas essas dicas básicas, o investimento nesse tipo de espaço vale a pena. “As áreas de convivência agregam valor ao negócio original. Mas é preciso decidir se a marca será mantida em ambos os espaços e treinar muito bem a equipe de atendimento.” Tendo dobrado o faturamento depois da abertura de um bar e espaço de degustação, a loja de vinhos Belaggio Vini resolveu inovar. Instalada no Esplanada, na região oeste de São José, a casa oferece “delivery de pessoas” para os clientes. “Buscamos e levamos em casa”, disse Tassyani Jardim, a dona do local. “E só cobramos os 10% da conta deles”.

O empreendimento de luxo da Alphaville, que está sendo construído em São José, terá um centro comercial próprio. Serão 54 lotes para comércio e serviços e outros 10 multiuso. “Quanto maior a variedade e opções os empreendimentos oferecem, mais procurados e valorizados eles se tornam”, disse Fábio Valle, diretor comercial e de novos negócios da Alphaville.

O Vale

Publicado em: 22/04/2013

Cidade tem passeata pedindo mais paz e fim da criminalidade

Pelo menos 200 pessoas participaram ontem de uma passeata promovida por amigos e familiares de Synésio Martins, 27 anos, que foi morto na madrugada do último domingo ao tentar apartar uma briga na saída de uma casa noturna na rua Luiz Jacinto, zona central de São José. Pedindo paz e justiça, os manifestantes levantaram cartazes com frases contra a violência e a impunidade. A família da vítima preparou 400 camisetas a serem entregues àqueles que participaram da marcha e também distribuiu apitos e balões brancos.

“Resolvemos fazer a passeata e criamos uma página com o evento em uma rede social. Convidamos 15 mil pessoas”, afirmou o irmão da vítima, Matheus Synésio, 21 anos. O ponto de encontro foi a própria rua José Luiz Jacinto, local do crime. Posteriormente, a passeata, que contou com o apoio de agentes de trânsito da secretaria de Transporte de São José.

Os manifestantes iniciaram o percurso pela rua Euclides Miragaia, depois avenida Dr. João Guilhermino e seguiram em direção à antiga Câmara, na praça Afonso Pena. De lá, o grupo voltou à Luiz Jacinto pela Orla do Banhado. Motoristas e motociclistas buzinavam e diziam palavras de apoio à causa. No fim, foi feita uma oração em homenagem a vítima. “É uma tristeza muito grande e uma saudade inexplicável dele. Éramos muito amigos desde a época da faculdade. Estávamos sempre juntos”, disse o engenheiro civil Felipe Cesar de Oliveira, 26 anos.

A comerciante Roseli Furtado, 43 anos, esteve lá porque passou por uma situação semelhante. Um amigo de seu filho foi morto durante um assalto no último dia 7 em Conselheiro Lafaiete (MG). “As pessoas estão perdendo os valores. Temos de levantar a bandeira contra a violência e, principalmente, contra a impunidade. É um absurdo o que tem acontecido”, afirmou.

Luigi Marcel dos Santos, 28 anos, amigo da vítima, ferido com cinco tiros pelo mesmo autor dos disparos que matou Martins, continua internado em um hospital de São José. “Nós o visitamos nesta semana. Ele está se recuperando bem. Esperamos que ele tenha alta em breve”, disse Synésio. Ontem, às 19h30, foi realizada uma missa na igreja São Dimas. Hoje, familiares e amigos se reencontrarão, às 10h, na Sagrada Família, na missa de sétimo dia. “Pretendemos distribuir panfletos, em continuidade a essa campanha pela paz, e velas brancas”, afirmou o irmão da vítima.

O Vale

Publicado em: 22/04/2013

Ponte da Avenida Guadalupe afunda novamente

Em obras desde o dia 10 deste mês, a ponte da avenida Guadalupe, que liga o Jardim Satélite ao Parque Industrial, região sul de São José dos Campos, cedeu ontem novamente e terá que ser refeita por completo. A parede de concreto que sustenta a ponte na cabeceira da rua Lira cedeu.

O incidente aconteceu por volta das 10h. Um caminhão e uma máquina da empreiteira que trabalhavam na recuperação do local afundaram junto com a ponte. O prefeito Carlinhos Almeida (PT) esteve no local e afirmou que terá que ser construída uma nova ponte. “Não é possível mais recuperar, vamos ter que fazer outra.”

Segundo ele, as obras anteriores feitas no local foram todas paliativas. A prefeitura não tem previsão para a construção de uma nova ponte. “Vamos ter que fazer novo projeto”, disse o secretário de Transportes de São José, Wagner Balieiro. A Sabesp interrompeu o abastecimento de água em vários bairros da região para analisar se não houve comprometimento da adutora que passa ao lado da ponte. A previsão da empresa é de normalização do abastecimento a partir das 10h.

O Vale

Publicado em: 22/04/2013

Empréstimos de Livros na cidade ficam mais diversificados

A Fundação Cultural Cassiano Ricardo planeja integrar o sistema de empréstimos de livros nas várias bibliotecas públicas de São José dos Campos. Ainda em fase de estudo, o objetivo do projeto é, futuramente, facilitar o empréstimo e a devolução dos exemplares entre as unidades.

Além da Biblioteca Cassiano Ricardo, no centro, dois outros locais são mantidos pela fundação: a biblioteca distrital “Helena Molina”, em Eugênio de Melo, zona leste, e a biblioteca Hélio Pinto Ferreira, no Jardim das Indústrias, na zona oeste. “Já fazemos esse processo de empréstimos, mas entre as administrações. A responsável de uma biblioteca, por exemplo, vê que aumentou a procura por um determinado livro no local.

Então ela nos pede um exemplar extra para a unidade”, disse Leise Campos Antonelli Correa, diretora da Biblioteca Pública Cassiano Ricardo. Houve uma diminuição no número de empréstimos de livros entre 2010 (30 mil) e 2012 (27.170). Em relação ao público, foram registradas 75.577 pessoas transitando pela biblioteca em 2010. O número baixou para 72.577 pessoas em 2012. Apesar desta queda, o movimento do ano passado em relação a 2011 (68.500 visitantes) aumentou.

“Observo que o público tem mudado. Recebemos aqui muitos aposentados e pessoas que estão se preparando para concurso público e vêm atrás de um lugar calmo para estudar”, afirmou Leise. O aposentado Rubens Rennó, 82 anos, é um frequentador assíduo. “Todo o mundo aqui me conhece, venho toda semana há anos. Meus livros preferidos são os romances policiais”, afirmou.

Quando precisa de sossego, o professor Saulo Santos Alves, 24 anos, corre para o salão da biblioteca. “Venho cerca de três vezes por semana. Hoje, por exemplo, vim organizar uma caderneta escolar. Também uso aqui para preparar aulas”, disse. Uma das áreas mais frequentadas é o salão dos fundos da biblioteca, onde ficam os jornais e as revistas semanais e mensais.

“Quando abrimos a biblioteca já tem duas ou três pessoas nos esperando para entrar e ler o jornal do dia. Na hora do almoço, os funcionários de lojas do calçadão passam por aqui também para ler alguma coisa antes de voltar ao trabalho”, disse a diretora. A média de frequência na biblioteca é de 280 pessoas diariamente.

São, ao todo, 60 mil exemplares no acervo geral da Cassiano Ricardo, com romances, biografias e ficção, entre outros, e 11 mil exemplares no acervo infanto -juvenil. Ainda há jornais, revistas, CDs, DVDs, partituras e a hemeroteca (arquivo de recortes de jornais e revistas). A cada três meses são adquiridos novos livros, levando em conta as sugestões dos usuários.

O acervo da biblioteca pública Cassiano Ricardo conta ainda com um livros raros. São classificados assim porque possuem tiragens limitadas e numeradas, encadernações especiais – com capas de couro e imitação de madrepérola -, e ilustrações curiosas, entre outras características.

Entre as preciosidades estão o livro “A Morta e o Rei da Vela”, de Oswald de Andrade, com uma dedicatória para o escritor Cassiano Ricardo, de 1937, e a 2ª edição de “Modinhas Brasileiras”, de 1913. “São livros tão especiais que, para manuseá-los, é preciso usar luva e máscara. Como a biblioteca não dispõe desse aparato, esses títulos ficam no acervo da FCCR”, afirmou a diretora da biblioteca Leise Campos Antonelli Correa. Para ter acesso a esses livros, é preciso autorização especial da fundação.

O Vale

Publicado em: 22/04/2013

Alckmin assina contrato para construção de Contornos Viários

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) assina amanhã, a partir das 12h30 no Palácio dos Bandeirantes, contratos para as obras de construção dos contornos viários de Caraguatatuba e São Sebastião da Nova Tamoios. As obras, que serão tocadas pelas empresas Serveng/Civilsan S/A e Queiroz Galvão S/A e preveem a implementação de 37 quilômetros, serão iniciadas no mês que vem e terão custo total de R$ 1,9 bilhão este valor inclui as desapropriações de 400 imóveis e reassentamento de 700 famílias.

O lote 1 (da Martim de Sá, em Caraguá, até o entroncamento com a Tamoios) e o lote 2 (do entroncamento com a Tamoios até o bairro Jaraguá, na divisa entre Caraguá e São Sebastião) devem ser concluídos em 20 meses. Já o lote 3 (do Jaraguá até o bairro São Francisco, também em São Sebastião) e o lote 4 (do São Francisco até o Porto de São Sebastião) têm prazo de execução de 36 meses.

Atualmente, estão sendo realizadas as obras de duplicação do trecho de planalto, previstas para terminar em 16 de dezembro próximo. “A assinatura dos contratos é mais um passo importante da Nova Tamoios. Os contornos viários vão melhorar muito o trânsito em Caraguá e São Sebastião e alavancar o Porto de São Sebastião”, disse o presidente da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), Laurence Casagrande Lourenço.

O Vale

Publicado em: 22/04/2013

Fabrica desiste de fabricar Helicopteros na cidade

A Embraer, de São José dos Campos, desistiu de firmar parceria com a companhia italiana AgustaWestland, do grupo Finmeccanica, para a produção de helicópteros no Brasil. Em comunicado distribuído sexta-feira à noite ao mercado financeiro, a fabricante brasileira informou que as “empresas anunciam a decisão conjunta de encerrar negociações sobre o tema sem que tenha sido alcançado acordo para o estabelecimento de uma joint-venture no Brasil”.

A Embraer não detalha as razões pelas quais o acordo com a Agusta não foi firmado. As tratativas entre as duas empresas foram anunciadas em janeiro deste ano. A Embraer demonstrou interesse em diversificar e ingressar nesse segmento aéreo. À época, a maior fabricante mundial de jatos regionais disse que estudos preliminares indicavam grande potencial de mercado para helicópteros bimotores, de capacidade média, principalmente para atender o setor de óleo e gás.

A companhia apontou que o crescente orçamento de defesa do Brasil e a demanda privada em cidades congestionadas pelo trânsito também criam oportunidades para esse ramo de negócio. A intenção seria personalizar e produzir helicópteros da italiana e alguns de seus componentes no Brasil para venda em toda a América Latina.

O Vale

Publicado em: 22/04/2013

Duas Regiões da cidade tem crescimentos elevados

As regiões sul e leste de São José dos Campos foram as que concentraram o maior número de novos empreendimentos no primeiro trimestre deste ano, de acordo com dados da Secretaria de Planejamento Urbano. Dos 1.110 ‘habite-se’ expedidos pela pasta nos três primeiros meses deste ano, 64,6% foram destinados a imóveis construídos nessas regiões.

Segundo o levantamento, para a região sul a prefeitura autorizou o uso efetivo de 443 imóveis, o equivalente a 39,9% das emissões de ‘habite-se’. Para os bairros da região leste, foram expedidos 275. O secretário de Planejamento Urbano, Emmanuel dos Santos, avalia que essas regiões são mais atrativas porque possuem boa infraestrutura, principalmente de acessos.

“Nos últimos anos os acessos à zona sul e à região leste melhoraram, o que facilitou o surgimento de empreendimentos”, afirmou. Emmanuel afirmou que nos próximos anos essas regiões devem permanecer como as mais atrativas. A região leste, por exemplo, possui grandes vazios urbanos e a região sul, embora mais adensada, também ainda possui terrenos vazios.

Segundo os dados da secretaria, dos 1.110 empreendimentos que receberam ‘habite-se’, 845 são moradias horizontais, ou seja casas. Outros 50 são para empreendimentos habitacionais verticais. Para atividades comerciais foram expedidos 202 certidões de aprovação e para atividades industriais, 13. O secretário frisou que, no processo de elaboração de nova proposta de zoneamento, que será iniciado no segundo semestre deste ano, o governo vai fazer estudos para verificar a capacidade de desenvolvimento dessas duas regiões. “O objetivo é garantir o crescimento dessas regiões com qualidade de vida”, afirmou.

As zonas sul e leste lideram também novos projetos imobiliários. No período analisado, a Secretaria de Planejamento emitiu 1.398 licenças para novas construções na cidade. Do total, 522 aprovações foram para a região sul e 343 para a zona leste. Entre janeiro e março foram expedidos 904 alvarás para moradias horizontais e 419 para pontos comerciais. Também foram aprovados projetos para a construção de 21 edifícios verticais, mesmo número para construções industriais, e 19 para o setor de serviços. “São José é muito atrativa”, disse Emmanuel.

O Vale

Publicado em: 19/04/2013

Bairros nobres da cidade tem baixa de novos investimento

Bairros que já foram polo de investimento comercial em São José, como Jardim Esplanada, Jardim Maringá, Vila Adyana e Vila Ema, na região central da cidade, enfrentam uma redução de 47% no número de comércios abertos nos primeiros três meses deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado.

Enquanto no ano passado, 68 novos empreendimentos foram criados entre 1 de janeiro e 18 de abril, neste ano houve apenas 36 novos registros, segundo dados da Jucesp (Junta Comercial do Estado de São Paulo). No bairro Jardim Esplanada foram 17 novos pontos comerciais, contra 23 do mesmo período em 2012. A Vila Adyana foi a que mais sofreu com o déficit de investimento, caindo de 23 para apenas 9 pontos comerciais. A Vila Ema também registrou queda significativa, com 21 comércios criados nos primeiros meses de 2012 contra apenas 9 no mesmo período neste ano.

Segundo Felipe Cury, presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial), de São José, o motivo é o abuso no valor da cobrança de pontos comerciais na região. “O valor dos imóveis nesta área subiu monstruosamente. É uma desvairada especulação imobiliária que exige, muitas vezes, uma ‘luva’ (dinheiro dado pelo locatário para a assinatura do contrato, além do aluguel mensal) de até R$ 80 mil. É absurdo”, afirmou.

Já Marcos Aurélio Peneluppi, presidente da Asseivap (Associação das Empresas Imobiliárias do Vale do Paraíba e Litoral Norte), discorda. “O valor do aluguel não costuma passar de 0,6% do valor do imóvel. Não é esse o problema. O que impede a ampliação do comércio no local é a Lei de Zoneamento, que dificulta a criação de pontos comerciais”, afirmou.

Segundo ele, a Vila Ema é um dos principais bairros prejudicados. “Em alguns lugares são exigidos estacionamento com mais de dez vagas, isso é complicado. As pessoas estão preferindo investir em cidades como Caçapava que em bairros daqui”, disse Peneluppi.

Segundo Felipe Cury, os investimentos na área comercial, ainda que tenham ganhado força em bairros mais afastados, tendem a voltar a se concentrar na região central de São José por uma questão de segurança. “As pessoas têm procurado locais seguros, com câmeras que afugentem os bandidos, boa iluminação e seguranças. Isso torna o local mais convidativo”, opinou.

O Vale

Publicado em: 19/04/2013

Cidade deixa idosos sem Vacina contra Gripe

Idosos tiveram dificuldade ontem para conseguir a vacina contra a gripe nas unidades de saúde de São José. O estoque não supriu a demanda dos postos, provocando filas e reclamações. Iniciada na última segunda-feira, a campanha da vacinação contra o vírus influenza vai até o dia 26 de abril.

“Fui ontem em três postinhos e não consegui me vacinar. Se é uma campanha, é um absurdo faltar vacina”, disse o aposentado Egídio Pinheiro Silva, 73 anos. “Eles me orientaram a voltar no sábado, quando terá mais vacinas. Mas acho errado, pois os idosos não têm como ficar perambulando pelos postinhos atrás de vacina.”

No sábado, a Secretaria de Saúde de São José terá 53 unidades vacinando pessoas contra a gripe. Serão as 40 UBS’s (Unidade Básica de Saúde) mais 13 postos volantes, em locais como supermercados, rodoviárias e farmácias. Será o “Dia D” da campanhas. Devem ser vacinados idosos com 60 anos de idade ou mais, bebês de seis meses e menores de 2 anos, gestantes, puérperas (mulheres até 45 dias após o parto) e portadores de doenças crônicas.

A Secretaria de Saúde informou que houve um problema de logística no transporte das vacinas que provocou a falta do medicamento nos postos. A distribuição teria sido normalizada no final da tarde de ontem. A pasta recebeu e distribuiu dois lotes de vacinas enviadas pela Secretaria de Estado da Saúde: 20 mil antes do dia 15 e 73 mil anteontem. Já foram vacinadas 14 mil pessoas.

O Vale

Publicado em: 19/04/2013