Sítio Arqueológico é descoberto na Rodovia dos Tamoios

Durante as obras de duplicação do trecho de planalto da SP-99 (rodovia dos Tamoios), arqueólogos contratados pela Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) descobriram um sítio arqueológico no bairro Colinas, em Paraibuna. Trata-se de uma área de cerca de 5.000 metros quadrados, na altura do km 28 da Tamoios, à beira da represa de Paraibuna, que abrigou uma aldeia de índios aratu.

A população indígena era rara na região, dominada pelos tupis-guaranis, e teria migrado da região central do Brasil. O arqueólogo Wagner Gomes Bornal, da Origem Arqueologia, disse que o sítio tem origem há “milhares de anos”,  muito antes da chegada dos portugueses ao país.

A datação definitiva depende da análise de resíduos de carvão retirados do subsolo em escavações, o que ainda não foi feito. Porém, segundo Bornal, pedaços de cerâmica e de urnas funerárias encontrados no sítio, e que estão em análise em laboratórios, podem até determinar que a aldeia seja pré-histórica.

“Os índios viviam da pesca, navegavam no rio Paraíba e faziam peças rústicas de cerâmica. Há indícios de uma grande população vivendo aqui há milhares de anos.” Descoberto há oito meses, o sítio arqueológico só foi divulgado ontem por questões de segurança do local, que está cercado. “Ele passa a ser patrimônio da União.

Vamos apoiar o projeto de transformar o lugar em um sítio-escola, para estudantes da região aprenderem sobre arqueologia”, disse Marcelo Arregui, gerente ambiental da Dersa. Ontem, estudantes de Paraibuna da ONG Instituto Fauser visitaram a descoberta.

O Vale

Publicado em: 09/05/2013

Negociação da GM recebem sigilo na cidade

A General Motors e a Prefeitura de São José dos Campos iniciaram ontem negociações sobre a concessão de incentivos fiscais do município à montadora como parte de um acordo que pode levar a companhia a investir R$ 2,5 bilhões na implantação de uma linha de montagem para o novo modelo que a empresa planeja lançar no mercado. O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Sebastião Cavali, se reuniu com a direção da empresa por cerca de quatro horas ontem, na sede da empresa, em São Caetano do Sul.

Além do complexo da GM em São José dos Campos, outros dois países (cujos nomes não foram divulgados) também disputam o investimento da montadora. No entanto, nenhum detalhe do encontro foi divulgado pela prefeitura. O governo petista informou que “para manter o sigilo que uma concorrência internacional no mercado automotivo exige, não estamos dando entrevistas sobre o processo”.

A prefeitura informou ainda que o encontro faz parte das rodadas de negociação para garantir a implantação no complexo industrial de São José dos Campos da linha de produção do novo modelo de veículos da montadora. “Este foi a primeira reunião com a fabricante de veículos. O processo de negociação está em andamento”. A assessoria da GM informou que a montadora irá se pronunciar apenas no final das negociações, que envolvem também o Sindicato dos Metalúrgicos e o governo do Estado de São Paulo.

O prefeito Carlinhos Almeida (PT) disse anteriormente que o “município não medirá esforços para atrair o investimento”. Entre os incentivos fiscais que o município pode oferecer estão isenção do ISS (Imposto Sobre Serviços) e IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), além de melhoria da infraestrutura de acesso ao complexo industrial da montadora na cidade.

Com o Sindicato dos Metalúrgicos, a GM negocia um novo acordo trabalhista. As tratativas com a entidade foram iniciadas em abril. A base de negociação é o acordo fechado em janeiro que levou ao rebaixamento do piso salarial dos funcionários em São José, de R$ 1.840 para R$ 1.712 e a flexibilização da jornada de trabalho. Com o governo estadual, a montadora também negocia concessão de incentivos fiscais, como de ICMS (Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços).

Para dirigentes de entidades de classe de São José, esse investimento é essencial para a sobrevivência da fábrica da GM na cidade. “Sem esse investimento, a fábrica da montadora em São José será esvaziada aos poucos por falta de novos produtos”, disse o diretor regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), Almir Fernandes. A decisão da montadora será tomada até o final do mês.

O Vale

Publicado em: 09/05/2013

Hospital da cidade teve dia de silêncio como campanha

Psiuuu!!! O Hospital Pio XII, de São José dos Campos, comemora o Dia do Silêncio nesta terça – feira (7) com uma campanha de conscientização que envolveu visitantes, pacientes e funcionários. O objetivo da campanha foi incentivar, de forma divertida, a prática do silêncio no ambiente hospitalar. “Estudos apontam que o excesso de barulho aumenta a sensibilidade dos pacientes à dor e acelera os batimentos cardíacos”, explica a gerente de enfermagem do Hospital Pio XII, Cristiany Faria.

Durante toda a terça-feira, um grupo de funcionários circularam pelos principais setores do Hospital Pio XII pedindo silêncio às pessoas que estiverem no local. Para garantir uma abordagem bem humorada, eles se vestirão de “doutores” com os rostos pintados de branco e de pacientes. Os funcionários farão um teatro mudo e usarão cartazes e adesivos para enfatizar a importância do silêncio.

Quando for a um hospital, lembre-se:

  • Evite o uso do celular. Em último caso, abaixe o volume da campainha e fale somente o necessário;
  • Evite conversar nos corredores e salas de tratamento. Se necessário, procure um local adequado e fale em voz baixa;
  • Evite levar crianças para visitas ou como acompanhante para uma consulta. Elas se estressam mais facilmente e são menos sensíveis ao nosso apelo;
  • Evite buzinar em área hospitalar. Além de prejudicar a recuperação dos pacientes, você está sujeito a multa e perda de 3 pontos da carteira.

O Hospital Pio XII é uma instituição filantrópica administrada pelo Instituto das Pequenas Missionárias de Maria Imaculada.

Publicado em: 08/05/2013

Estação de tratamento recebe visitantes na cidade

A Estação de Tratamento de Resíduos Sólidos, no bairro Torrão de Ouro, em São José dos Campos, recebe uma média de 3 a 4 mil visitantes por ano, entre estudantes, professores, e técnicos ligados à área, interessados em conhecer o tratamento do lixo na cidade.  O maior volume de visitas é de estudantes de escolas públicas e privadas por meio do Programa “Lixo Tour”. Nesse projeto, os estudantes conhecem toda a estrutura da Estação e o processo de tratamento do lixo orgânico e dos materiais recicláveis.

A visita começa com uma palestra educativa. Depois os estudantes conhecem o Museu do Lixo, o Centro de Triagem (onde são separados os materiais recicláveis), a Estação de Biogás (onde é feito o tratamento do gás gerado na decomposição do lixo) e o aterro sanitário.

O objetivo é eliminar alguns mitos e preconceitos com relação ao aterro, pois muitos não sabem diferenciar um aterro sanitário de um lixão, tendo uma impressão errada. Além disso, os alunos conhecem o processo de triagem dos materiais recicláveis e recebem informações sobre a maneira correta de separá-los em casa e na escola para destiná-los à coleta seletiva.  O agendamento para o Lixo Tour é feito pelo telefone: 3944-9434.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 08/05/2013

Empresa faz pré-seleção para construção de Sátelite

A Visiona Tecnologia Espacial S/A, de São José dos Campos, fez a pré-seleção de três empresas para o fornecimento do satélite geoestacionário de defesa e comunicações estratégicas que será comprado pelo governo federal. Segundo a empresa, foram pré-selecionadas as empresas Mitsubishi Electric Corporation – Melco, Space Systems/Loral e Thales Alenia Space.

A partir desta seleção prévia, que se baseou em requisitos técnicos, operacionais, econômicos e de transferência de tecnologia, partirá para a etapa final do processo de seleção, em conformidade com as especificações da Telebras, operadora do satélite, bem como do Termo de Referência elaborado pelos ministérios das Comunicações, da Defesa e de Ciência, Tecnologia e Inovação.

O governo federal decidiu no ano passado comprar um satélite geoestacionário para a área de defesa e comunicações e incluiu a proposta no Plano Plurianual da União enviado em agosto ao Congresso Nacional. Os recursos para o projeto do programa são da ordem de R$ 716 milhões. O satélite nacional é uma demanda antiga, principalmente das Forças Armadas, que hoje contrata serviços de empresas privadas.

O satélite brasileiro também poderá ajudar no controle do tráfego aéreo e ainda terá capacidade disponível para uso comercial a ser gerido pela Telebrás, principalmente para banda larga. Criada em maio de 2012, a Visiona é uma associação entre a Embraer, que detém 51% do capital, e a Telecomunicações Brasileiras S/A que possui 49% das ações.

A empresa atua como integradora do sistema SGDC, que visa atender às necessidades de comunicação satelital do governo federal, incluindo o Programa Nacional de Banda Larga e um amplo espectro de transmissões estratégicas na área de defesa A Visiona terá sede no Parque Tecnológico de São José dos Campos.

O Vale

Publicado em: 08/05/2013

Produções de carros aumenta nas fabricas da cidade

As montadoras registraram um avanço de 30,7% na produção de veículos em abril na comparação com o mesmo mês do ano passado. Em relação a março, a alta foi de 6,8%. As 340,9 mil unidades fabricadas representam o maior volume já registrado no ano. O resultado, divulgado ontem pela Anfavea (associação das montadoras), reflete o forte avanço nas vendas de abril. O crescimento de 29,4% garantiu o melhor mês do ano (333,7 mil unidades), e surpreendeu positivamente o mercado. A prorrogação da alíquota reduzida de IPI até dezembro, anunciada pelo governo no final de março, afastou temor de redução nos volumes ao longo do ano.

Na região, as concessionárias de veículos comemoram. “Oferecemos muitas oportunidades para quem quiser sair da loja de carro novo. O mercado está bem aquecido”, disse William Graciola, diretor da Veibrás, concessionária de carros da General Motors. Em abril, segundo ele, a empresa vendeu 400 veículos, incluindo modelos seminovos. “Foi um ótimo número comparado com março. Esperamos que a tendência se mantenha”. “O cliente vai encontrar muitas ofertas nas promoções e nos feirões, seja na loja ou em lugares especiais”, disse Marco Aurélio Silva, gerente da Itavema Fiat, em São José.

O Vale

Publicado em: 08/05/2013

Condutores Escolares recebem formação de Segurança

O Núcleo de Educação para o Trânsito (Educatrânsito) ministrou o primeiro curso de formação para os novos condutores de transporte escolar. O evento, realizado no sábado (4), teve a participação de 42 motoristas e a presença do Secretário de Transportes.

Quem participou das aulas teve a oportunidade de conhecer a nova legislação municipal que normatiza o transporte escolar, além de ter informações sobre prevenção de acidentes. Todos os integrantes passaram por uma avaliação e foram aprovados na atividade.

As aulas integram um dos procedimentos necessários para a retirada do alvará de autorização para a condução do transporte escolar. Além do curso, os interessados em obter o alvará devem se adequar às normas previstas na Lei 8.923/13 e na portaria 05/SMT/13.  Os próximos cursos serão agendados pela Secretaria de Transportes de acordo com a demanda de solicitação de novos alvarás.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 07/05/2013

Campanha do Agasalho recolhe roupas de frio na cidade

O inverno ainda está longe, mas as campanhas solidárias seguem a ‘todo vapor’ na região. Até o dia 11 de maio, o Senac São José dos Campos promove mais uma edição da Campanha do Agasalho. A concessionária CCR Nova Dutra e o Fundo Social de Solidariedade em todo Estado de São Paulo já realizam iniciativa semelhante.

Este ano, a unidade do Senac em São José dos Campos arrecada agasalhos em bom estado, roupas de bebê, cobertores e edredons para doar a organizações sociais. A iniciativa foi antecipada em 2013 para que os donativos sejam reunidos antes do frio intenso.

Entre 2007 a 2012, a campanha realizada pelo Senac arrecadou, através da participação de todas as unidades do Senac São Paulo, mais de 150 mil agasalhos, beneficiando cerca de 97 mil pessoas de 339 organizações. As doações para a Campanha do Agasalho podem ser entregues na própria unidade do Senac São José dos Campos, que na Rua Saigiro Nakamura, 400, Vila Industrial. O Inverno começa às 02h04 do dia 21 de junho de 2013 .  A estação seguirá no Brasil pelos meses de junho, julho e agosto.

Publicado em: 07/05/2013

Revisão da Lei de Zoneamento pode ser ampliada

A quatro dias do término do prazo para a apresentação de emendas ao projeto de adequação da Lei de Zoneamento de São José dos Campos, somente quatro propostas foram protocoladas até ontem à tarde. Todas de autoria do vereador Carlos Tiaca (PMDB). As emendas do parlamentar incluem bairros rurais irregulares da região norte e sudeste no perímetro urbano e com classificação de Zeis (Zona Especial de Interesse Social).

Na região norte, Tiaca sugere a inclusão de núcleos como Taquari, Jaguari, Buquirinha 1 e 2, Costinha, Recanto Boa Vista, Recanto do Buquirinha, Pedra D’Água 1 e 2 e Chácaras do Florindo, entre outros. Na região sudeste, a proposta é incluir na mancha urbana as comunidades Recanto Tamoios e Capuava. Segundo o parlamentar, a intenção da sua proposta é permitir a regularização desses núcleos.

“Pela lei atual, são núcleos em zona rural, o que dificulta a regularização”. A bancada do PSDB, de oposição também planeja apresentar emendas à proposta do prefeito Carlinhos Almeida (PT). O vereador Fernando Petititi disse que a definição das emendas deve ocorrer entre hoje e amanhã, mas pelo menos duas propostas já estão fechadas. A bancada tucana vai propor que o recuo lateral entre prédios seja de quatro metros.

A lei em vigor determina recuo de cinco metros e a proposta do governo Carlinhos é de três metros. “Entendemos que é preciso haver espaço adequado entre os prédios para permitir ventilação. É uma questão de qualidade de vida”, disse Petiti. Outra proposta é no sentido de proibir construções verticais para famílias de 0 a 3 salários mínimos.

Na visão dos tucanos, prédios verticais para família de baixa renda são empreendimentos que não deram certo. “A experiência do conjunto Henrique Dias mostra que na prática não funciona”, afirmou o parlamentar tucano. O Henrique Dias, construído na gestão do ex-prefeito tucano Emanuel Fernandes (1997-2004) foi destinado aos moradores da antiga favela Santa Cruz. No entanto, o projeto fracassou e as famílias foram removidas para o Jardim São José 2, na zona leste.

O prazo para a apresentação de emendas individuais e coletivas termina na próxima sexta-feira. Na segunda, a Câmara realiza audiência pública para debater a proposta a Casa expediu 20 mil convites. A expectativa é que a revisão da Lei de Zoneamento seja votada no dia 23.

O Vale

Publicado em: 07/05/2013

Cidade produz mais de 6 toneladas de lixo eletrônico

Cerca de 6,4 toneladas de aparelhos eletroeletrônicos e eletrodomésticos foram recolhidos entre os dias 13 de abril e 5 de maio, nos postos de coletas de lixo eletrônicos montados no Vale Sul Shopping, no Jardim Satélite, e no Parque da Cidade, em Santana. O material recolhido faz parte do projeto piloto de logística reversa, que visa descartar de forma correta esses aparelhos.

A campanha atende a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que determina que tais aparelhos – que não tem mais utilidade às pessoas – devem voltar para as suas fábricas de origem. “A nossa ideia é devolver o material para quem o produziu. Isso desonerará a prefeitura, porque quem arcará com os custos dessa ação será a indústria”, afirmou Boanésio Cardoso Ribeiro, diretor de operações da Urbam.

A próxima etapa será catalogar esse lixo recolhido de forma a determinar o que foi jogado fora, quais marcas e de quais anos. A partir de então será calculado o custo desse descarte. “Quando formos implantar esse sistema como um trabalho rotineiro, teremos de fazer um processo de licitação da empresa que será contratada”, afirmou Luiz Carlos de Lima, presidente da Urbam.

Ainda que a vida útil do aterro esteja com os dias contados, a possibilidade de criação de uma termelétrica – opção sugerida no governo anterior – está descartada. “Estamos estudando as possibilidades – do ponto de vista tecnológico – de eliminarmos o uso do aterro. A queima do lixo não é uma opção. Mesmo os restos de alimentos podem ser transformados em biodiesel”, disse Lima.

O Vale

Publicado em: 07/05/2013